Carvalho e Russi Advogados

Carvalho e Russi Advogados Fundado em 2005, o Carvalho e Russi Advogados é um escritório full service, com equipe multidisciplinar e atendimento nacional.

Possui reconhecida atuação em contencioso e Direitos do Consumidor, Público, Trabalhista e Tributário.

R$ 10 MILHÕES POR UMA PRONÚNCIA ERRADA?O Ministério Público Federal ajuizou ação pedindo R$ 10 milhões contra a TV Globo...
24/02/2026

R$ 10 MILHÕES POR UMA PRONÚNCIA ERRADA?

O Ministério Público Federal ajuizou ação pedindo R$ 10 milhões contra a TV Globo por uma pronúncia inadequada da palavra “recorde”.

À primeira vista, pode até parecer exagero. Mas, juridicamente, o debate é muito mais profundo do que parece.

A ação sustenta que a língua portuguesa é patrimônio cultural imaterial, nos termos do art. 216 da Constituição. Também invoca o art. 221, que estabelece a função educativa e cultural das emissoras de rádio e televisão. Além disso, fundamenta-se no art. 37, §6º, que trata da responsabilidade civil de prestadoras de serviço público.

Perceba: o argumento não se resume a “falou errado”. O que se discute é se houve violação de um valor constitucional coletivo.

A Constituição protege a língua portuguesa como parte da identidade nacional. Ao mesmo tempo, determina que a programação das emissoras promova cultura e educação. Porém, o mesmo texto constitucional também assegura a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Uma falha de pronúncia, ainda que em rede nacional, é suficiente para configurar dano moral coletivo?

Para que haja condenação, é necessário demonstrar três elementos: conduta ilícita, dano coletivo relevante e nexo causal entre ambos.

Se o episódio for interpretado como um erro pontual, sem intenção ofensiva e sem impacto social concreto, a tese pode perder força. Por outro lado, se o Judiciário entender que houve descumprimento da função educativa prevista na Constituição ou afronta relevante a um patrimônio cultural protegido, o precedente pode ser signif**ativo.

Perceba que o centro da discussão não é fonético. É constitucional.

Estamos diante de uma colisão de princípios: de um lado, a liberdade editorial; de outro, a responsabilidade institucional da mídia.

Se qualquer falha linguística passar a gerar indenizações milionárias, cria-se um ambiente de insegurança jurídica. Por outro lado, ignorar completamente a dimensão educativa da comunicação também esvazia comandos constitucionais expressos.

E você, entende que há fundamento jurídico consistente na ação ou que estamos diante de uma expansão excessiva da responsabilidade civil?

Vazamento de chaves Pix: quando uma falha técnica vira questão jurídicaUma falha operacional resultou na exposição de da...
24/02/2026

Vazamento de chaves Pix: quando uma falha técnica vira questão jurídica

Uma falha operacional resultou na exposição de dados relacionados à cerca de 5 mil chaves Pix, vinculadas ao Agibank.

Não se trata de ataque hacker sofisticado, mas de um erro pontual no tratamento de informações financeiras.

E é justamente aí que o tema ganha relevância jurídica. Sempre que há exposição de dados pessoais, especialmente em ambiente bancário, entram em cena as obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A legislação exige que empresas adotem medidas técnicas e administrativas aptas a proteger as informações sob sua responsabilidade. Além disso, dependendo da gravidade do incidente, pode ser necessária comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares afetados.

O ponto central não é apenas “houve vazamento?”
A pergunta jurídica é: as medidas de prevenção eram adequadas? Houve governança suficiente? A resposta ao incidente foi proporcional e transparente?

No setor financeiro, onde confiança é ativo essencial, a gestão de dados não é apenas questão de tecnologia. Ela envolve responsabilidade civil, análise regulatória, avaliação de risco reputacional e possível responsabilização administrativa.

Incidentes como esse também reacendem um debate importante: a proteção de dados no Brasil já não é mais um diferencial competitivo. É requisito mínimo de conformidade. Empresas que tratam segurança da informação como tema secundário assumem riscos que podem resultar em sanções, questionamentos judiciais e desgaste de imagem.

Mais do que um caso isolado, o episódio reforça uma realidade: governança de dados precisa estar integrada à estratégia empresarial, com acompanhamento jurídico constante.

No ambiente digital, dados são ativos valiosos e exigem proteção jurídica estruturada. Corrigir a falha técnica é apenas o primeiro passo. O verdadeiro desafio está na capacidade da empresa de demonstrar diligência, transparência e conformidade diante do mercado e das autoridades.

A sua organização está preparada para sustentar essa responsabilidade?

O CADE instaurou, em janeiro deste ano, um inquérito para investigar a atuação da Microsoft nos mercados de software cor...
13/02/2026

O CADE instaurou, em janeiro deste ano, um inquérito para investigar a atuação da Microsoft nos mercados de software corporativo e computação em nuvem no Brasil. A apuração busca entender se determinados modelos de licenciamento, quando combinados com a oferta integrada de serviços digitais, podem estar impactando a livre concorrência.

Em um ambiente em que alguns softwares se tornaram essenciais para a operação das empresas, políticas comerciais e contratuais ganham peso estratégico. Quando o mesmo grupo atua de forma relevante em diferentes camadas do ecossistema digital como software, nuvem e serviços, surge a necessidade de avaliar se essa integração gera eficiência legítima ou se cria vantagens competitivas excessivas.

O ponto central da investigação é justamente esse equilíbrio. Do ponto de vista concorrencial, o CADE analisa se práticas comerciais podem estar restringindo escolhas, elevando custos no longo prazo ou dificultando a entrada de concorrentes, especialmente em mercados já concentrados.

A investigação se insere no escopo da Lei nº 12.529/2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Dependendo das conclusões, o procedimento pode resultar em ajustes de conduta, compromissos com a autoridade ou, em casos mais graves, na aplicação de sanções, sempre com o objetivo de restabelecer o equilíbrio competitivo.

Mais do que um caso isolado, o movimento do CADE reforça um debate global: o crescimento das grandes plataformas tecnológicas precisa caminhar lado a lado com responsabilidade concorrencial. Em mercados digitais, regulação não é um obstáculo à inovação, é o que garante diversidade, liberdade de escolha e segurança jurídica.
Para empresas que operam em ambientes digitais, compreender o Direito Concorrencial deixou de ser um tema periférico.
O inquérito aberto pelo CADE sinaliza um ponto de atenção importante para o mercado digital: crescimento, escala e integração tecnológica precisam caminhar junto com respeito às regras da concorrência. Em um cenário cada vez mais dependente de soluções digitais, entender como decisões regulatórias impactam negócios deixou de ser apenas uma discussão jurídica, é uma questão estratégica.

Um novo ano começa.E com ele, novas escolhas, novos caminhos e novas responsabilidades.O início de um novo ciclo convida...
01/01/2026

Um novo ano começa.
E com ele, novas escolhas, novos caminhos e novas responsabilidades.

O início de um novo ciclo convida-nos a refletir sobre o que passou, aprender com cada experiência e seguir adiante com mais clareza e propósito.

No Carvalho e Russi Advogados, seguimos firmes no compromisso com um Direito exercido com seriedade, ética e visão estratégica, acompanhando as transformações do mundo, sem perder de vista o que é essencial: as pessoas, a confiança e a segurança jurídica.

Que 2026 seja um ano de decisões conscientes, relações sólidas e avanços construídos com responsabilidade.

✨ Feliz Ano Novo! Que venham novos capítulos, com equilíbrio e direção.

#2026 Confiança SegurançaJurídica Propósito DireitoComResponsabilidade

Natal é tempo de pausa, reflexão e propósito.Em meio a um ano de desafios, mudanças, conquistas e decisões importantes, ...
24/12/2025

Natal é tempo de pausa, reflexão e propósito.

Em meio a um ano de desafios, mudanças, conquistas e decisões importantes, o Natal nos convida a olhar para o essencial: as pessoas, as relações e os valores que nos sustentam.

No Carvalho e Russi Advogados, seguimos acreditando que o Direito vai além de processos e contratos, ele é ferramenta de equilíbrio, segurança e confiança.

Que este Natal traga serenidade para recomeçar, discernimento para escolher e esperança para construir um novo ano com mais justiça e humanidade.

✨ Feliz Natal e um 2026 de caminhos firmes e bem trilhados.

Quando a luz apaga, o direito acende: o que o consumidor pode exigir da concessionária de energiaMilhares de pessoas em ...
13/12/2025

Quando a luz apaga, o direito acende: o que o consumidor pode exigir da concessionária de energia

Milhares de pessoas em São Paulo e região f**aram horas e, em alguns casos, dias, sem energia elétrica.
E aqui é preciso dizer com clareza: energia não é comodidade. É serviço essencial.

A legislação brasileira impõe obrigações rigorosas às concessionárias que prestam serviços públicos essenciais, como o fornecimento de energia elétrica.
Quando há falha grave, demora excessiva ou restabelecimento inadequado, o consumidor não está desamparado.

O que a lei diz?
• O Código de Defesa do Consumidor impõe responsabilidade objetiva à concessionária.
• Não é preciso provar culpa, apenas o dano e o nexo com a falha do serviço.
• A ANEEL estabelece prazos máximos para restabelecimento do fornecimento, que devem ser respeitados.

Que tipo de prejuízo pode ser indenizado?
✔️ Perda de alimentos e medicamentos
✔️ Danos a equipamentos elétricos
✔️ Interrupção de atividade profissional ou comercial
✔️ Perda de faturamento, de pedidos e do lucro
✔️ Transtornos relevantes, angústia e desgaste emocional
✔️ Em alguns casos, danos morais, reconhecidos pelo Judiciário

A concessionária não pode se esconder atrás de falhas operacionais previsíveis ou falta de estrutura. O risco da atividade é dela, não do consumidor.

Quando o serviço essencial falha de forma prolongada, o prejuízo não pode f**ar com quem já paga a conta todo mês.

📌 Se você foi afetado pela demora no restabelecimento da energia e teve prejuízos materiais ou emocionais, é possível buscar ressarcimento por isso, e nós podemos te ajudar.

Você ficou sem energia por muitas horas ou dias? Comenta aqui abaixo e compartilhe este post com quem também foi prejudicado.

EuO recente afastamento de Thomas Goodhead, cofundador e ex-CEO do renomado escritório Pogust Goodhead, reacendeu o deba...
20/11/2025

Eu

O recente afastamento de Thomas Goodhead, cofundador e ex-CEO do renomado escritório Pogust Goodhead, reacendeu o debate sobre transparência e responsabilidade na gestão de grandes bancas internacionais, um alerta sobre a importância da governança e da ética na advocacia.

O escritório, que representa mais de 600 mil vítimas da tragédia de Mariana, vive um momento de instabilidade justamente quando a confiança deveria ser inabalável, enfrentando questionamentos internos sobre uso indevido de recursos e governança corporativa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, uma investigação conduzida pela DLA Piper apontou indícios de má gestão financeira e suposto uso de fundos de investidores para fins pessoais, incluindo despesas de luxo, viagens e eventos privados em iates. As revelações resultaram na saída definitiva de Goodhead em setembro de 2025, após um período de suspensão e auditoria interna.

O episódio reforça uma lição essencial: mesmo nas maiores bancas do mundo, o compliance não é um luxo, é uma necessidade vital. Em um cenário jurídico globalizado, ética e gestão responsável tornaram-se pilares para preservar a credibilidade e a confiança do mercado, especialmente em causas de grande impacto social e financeiro.

1. Ética e transparência não são opcionais.
Quando lidamos com indenizações coletivas e causas de grande impacto, cada decisão financeira precisa ser transparente. A confiança do cliente nasce da clareza com que o escritório administra recursos e responsabilidades.

2. Governança é o alicerce da credibilidade.
Mudanças repentinas na liderança e suspeitas de conflitos internos podem comprometer a imagem da advocacia como um todo. Um escritório forte é aquele que tem estrutura ética sólida — não apenas nomes de peso.

3. A advocacia tem compromisso com o interesse público.
Causas que envolvem vidas e meio ambiente exigem responsabilidade redobrada. Qualquer falha de gestão não afeta apenas a reputação da firma — mas o direito das vítimas à reparação.

Você acredita que falhas de governança em grandes bancas afetam mais a imagem da advocacia ou o direito das vítimas?

O e-commerce avança sobre mais um setor: agora, o Mercado Livre entra na venda de medicamentos. Mas o movimento divide o...
06/11/2025

O e-commerce avança sobre mais um setor: agora, o Mercado Livre entra na venda de medicamentos. Mas o movimento divide opiniões entre inovação e risco jurídico. 💊⚖️

A recente movimentação do Mercado Livre acendeu alertas importantes que merecem atenção sob a ótica jurídica, regulatória e concorrencial.

O Mercado Livre anunciou que atuará como intermediador na comercialização de medicamentos, o que desafia o modelo tradicional de varejo farmacêutico. O setor reagiu com preocupação quanto à segurança sanitária, à responsabilidade da plataforma e ao possível descontrole de preços.
Surge, então, uma questão central: quem responde em caso de erro, falsif**ação ou venda indevida — o anunciante ou a plataforma?

A comercialização de medicamentos exige o cumprimento rigoroso das normas da ANVISA e o controle da cadeia de origem, armazenamento e transporte. Com a atuação de plataformas digitais, o risco de falhas e violações regulatórias tende a aumentar.

Ainda que a plataforma se apresente apenas como intermediadora, possui deveres de diligência. É necessário garantir que o consumidor saiba quem é o fornecedor direto e quem responderá em caso de falhas ou danos.

A entrada de grandes marketplaces no setor pode alterar signif**ativamente o equilíbrio do mercado farmacêutico, criando potenciais barreiras de competitividade para redes menores.

É indispensável assegurar que o comprador tenha clareza sobre o produto adquirido, sua origem, condições de transporte e garantias de autenticidade.

A digitalização do mercado farmacêutico é um avanço inevitável, mas exige equilíbrio entre inovação e segurança jurídica. O desafio será garantir que a conveniência do comércio eletrônico não se sobreponha à proteção da saúde e aos direitos do consumidor.

E você?
Acha que plataformas como o Mercado Livre devem poder vender remédios livremente, desde que façam parceria com farmácias?
Ou que isso deveria continuar restrito às drogarias tradicionais?
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Imagine dedicar uma vida inteira para construir patrimônio e ver cerca de 10 a 20% sumirem em impostos, custas e conflit...
06/11/2025

Imagine dedicar uma vida inteira para construir patrimônio e ver cerca de 10 a 20% sumirem em impostos, custas e conflitos na hora da partilha.

Foi isso que especialistas alertaram recentemente: a sucessão patrimonial sem planejamento pode literalmente subtrair uma fatia relevante da herança.

Os custos com inventário, que incluem o temido ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), que varia de 4% a 8% dependendo do Estado, mais honorários advocatícios, taxas cartoriais e despesas judiciais corroem a riqueza deixada para a próxima geração.

Além disso, a morosidade e a burocracia do inventário, seja ele judicial ou extrajudicial, não só geram estresse emocional, mas também forçam muitas famílias a venderem bens rapidamente e por valores abaixo do mercado, apenas para arcar com essas despesas urgentes.

A solução inteligente está na liquidez imediata e na eficiência fiscal, e é aqui que surgem algumas estratégias, a exemplo do seguro de vida (e, em alguns casos, o VGBL). Alguns aliados surgem e tornam-se insubstituíveis em um planejamento de excelência, com isenção de tributos e desnecessidade de ser incluído no inventário e partilha formal. Isso signif**a que os beneficiários recebem o valor da indenização de forma rápida e desburocratizada, sem a necessidade de aguardar o fim do processo sucessório.

O valor recebido via seguro, por exemplo, é a liquidez imediata de que os herdeiros precisam para pagar as despesas do inventário (o ITCMD, honorários etc.) dos demais bens. Isso evita a necessidade de descapitalizar o patrimônio, preservando imóveis, investimentos e empresas.

Não deixe que a burocracia e os impostos subtraiam o seu legado! Planejar em vida é um ato de amor e responsabilidade.

Consulte um advogado especialista em sucessão e para blindar seu patrimônio e garantir que sua família receba tudo o que você planejou.



Compartilhe este post com quem ainda subestima a importância de um ef**az.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que o único imóvel residencial pertencente ao patrimônio deixado pelo fa...
29/10/2025

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que o único imóvel residencial pertencente ao patrimônio deixado pelo falecido, ocupado pelos herdeiros, mantém a proteção de bem de família e, portanto, não pode ser penhorado para pagamento de dívidas deixadas pelo titular.

No caso analisado, buscava-se a penhora do imóvel para quitação de valores em execução judicial. O Tribunal, contudo, entendeu que a transferência da herança não retira a natureza de bem de família, desde que o imóvel continue sendo utilizado para moradia da família.

O fundamento jurídico central da decisão baseia-se na Lei nº 8.009/1990, que confere impenhorabilidade ao imóvel residencial da família e, no princípio da saisine, segundo o qual a herança se transmite automaticamente aos herdeiros no momento do falecimento, preservando as garantias e proteções que incidiam sobre o bem.

O STJ destacou ainda que a dívida do falecido não é extinta, mas que o credor deve buscar outros meios legais para a satisfação de seu crédito, sem comprometer o direito à moradia dos sucessores.

Essa decisão consolida um importante precedente no Direito das Sucessões e no Direito Civil, reforçando a função social e a proteção da moradia, núcleo essencial da dignidade da pessoa humana.
Em outras palavras, a morte do titular não extingue a proteção jurídica do lar — ela se estende aos herdeiros enquanto o imóvel continuar servindo à residência familiar.

A era da inteligência artificial está aí, mas até quando vamos pagar o preço da confiança cega nas máquinas?Recentemente...
22/10/2025

A era da inteligência artificial está aí, mas até quando vamos pagar o preço da confiança cega nas máquinas?

Recentemente, uma das maiores empresas de auditoria do mundo, usou IA para elaborar um relatório oficial ao governo australiano, avaliado em AU$ 439 mil.
O problema? O documento trazia citações inventadas, estudos inexistentes e conclusões incorretas.
Depois da repercussão, a empresa corrigiu o relatório e devolveu parte do valor.
Mas a pergunta que f**a é: quanto custa recuperar a confiança perdida?

E esse não é um caso isolado.
No Brasil, já vimos exemplos semelhantes:

- Advogada multada por mau uso de IA, alegando que estagiário quis “mostrar serviço”;
- Um advogado condenado a pagar 10 salários mínimos por apresentar jurisprudências falsas criadas por IA;
- O TRT-2 aplicou litigância de má-fé em casos de uso de conteúdo jurídico elaborados por ferramentas de IA sem supervisão humana.

A tecnologia é uma aliada poderosa, mas não existe inteligência artificial sem responsabilidade humana.
Revisar, validar e assumir a autoria do que se assina é mais do que ética profissional, é dever jurídico.

A era da IA já começou, mas a pergunta que deveríamos estar fazendo é outra:
Estamos prontos para responder pelos erros dela?

O que você pensa sobre isso? Acha que o uso de IA no Direito deve ser regulado com mais rigor?

TikTok Shop explode 4.500% em vendas. O que isso signif**a para quem empreende e para o Direito? O crescimento do TikTok...
19/09/2025

TikTok Shop explode 4.500% em vendas. O que isso signif**a para quem empreende e para o Direito?

O crescimento do TikTok Shop no Brasil é tão acelerado que parece ficção: 4.500% em três meses. De US$ 1 milhão para mais de US$ 46 milhões em vendas mensais.

Mas aqui vai a verdade que ninguém fala: esse boom pode ser uma mina de ouro ou uma bomba-relógio jurídica.

Para os vendedores, o marketplace do TikTok pode parecer irresistível: mais alcance, mais vendas, mais visibilidade. Mas você já leu as letras miúdas do contrato? Quem garante que sua margem, seus direitos sobre o conteúdo ou até mesmo seus dados não estão sendo sacrif**ados pelo algoritmo?

Para o consumidor, a promessa é de preços baixos e entrega rápida. Mas… quem responde se um produto vem com defeito, se não chega ou se causa dano? A plataforma? O vendedor? O influenciador que divulgou?

Para o mercado, a pressão é imensa. Gigantes como Mercado Livre e Shopee já se movimentam. Mas e os negócios que não se adaptarem? Serão engolidos.

Do ponto de vista jurídico, três pontos são inevitáveis:
1. CDC (Código de Defesa do Consumidor): transparência e responsabilidade solidária.
2. LGPD: dados coletados em larga escala no social commerce exigem blindagem.
3. Tributação: quanto maior o volume, maior o risco fiscal.

Não existe crescimento sem dor de cabeça jurídica. Mas quem se preparar agora vai colher resultados.

Compartilhe este post com quem está surfando no social commerce sem pensar nas consequências.

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