24/06/2022
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A redefinição do conceito de morar bem, com a priorização de imóveis mais seguros e espaçosos, lazer próprio, áreas ao ar livre e maior contato com a natureza, recolocou em evidência um velho conhecido do mercado imobiliário de São Paulo: os condomínios fechados.
O modelo, que fez muito sucesso nos anos 1990-2000, vem retomando o protagonismo e atraindo o interesse de compradores, sobretudo nos empreendimentos localizados no entorno da capital paulista, como o Alphaville e o Tamboré, nas cidades de Barueri e Santana do Parnaíba.
O aquecimento desse mercado pode ser comprovado pela valorização das metragens nesses condomínios. De acordo com a plataforma Agente Imóvel, em março de 2020, o preço médio do metro quadrado das residências com quatro quartos ou mais no Alphaville — Residencial Um, por exemplo, custava R$ 9 mil. Um ano depois, esse valor saltou para R$ 11, 4 mil — alta de 27%.
Para efeito de comparação, o metro quadrado residencial fora dos muros, em Barueri, ficou em R$ 7,7 mil no mesmo mês de 2022, segundo levantamento do FipeZ A P+.
Em geral, as casas de Alphaville tiveram uma alta de preços considerável, superior a 50%. A segurança dos condomínios e a infraestrutura da cidade, com quase tudo o que se tem na capital, são os principais atrativos”, avalia Izi Gringberg, consultor da Bossa Nova Sotheby’s, especializado em imóveis da região.
As incorporadoras do segmento comemoram o momento positivo do mercado de loteamento. No Alphaville Urbanismo, que lançou seu primeiro condomínio de casas em 1975 e acabou desenvolvendo um bairro planejado inteiro dentro do município, as vendas dobraram em 2021. “O rit-mo está muito acelerado. Em maio, lançamos um Alphaville em Campinas com 389 lotes e vendemos 80% deles no mesmo dia!”, informa Klaus Monteiro, CEO da companhia.
Via Valor