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Diante de uma realidade de impessoalidade e massificação na prestação dos serviços jurídicos, o GUIMARĀES FERNANDES ADVOGADOS ASSOCIADOS é um escritório de advocacia pensado para romper com este modelo de atuação.

A Terceira Turma do STJ admitiu a supressão do sobrenome paterno em razão de abandono afetivo, em processo sob segredo d...
23/04/2026

A Terceira Turma do STJ admitiu a supressão do sobrenome paterno em razão de abandono afetivo, em processo sob segredo de justiça. No caso, prevaleceu a compreensão de que o nome, como direito da personalidade, não pode ser mantido de forma automática quando o registro civil deixa de espelhar a realidade afetiva e familiar vivida pela pessoa.

A decisão se apoia, entre outros fundamentos, no art. 16 do Código Civil e no art. 57, IV, da Lei de Registros Públicos, cuja redação atual admite inclusão e exclusão de sobrenomes em razão de alteração das relações de filiação. O STJ reafirmou, assim, que a imutabilidade do nome não tem caráter absoluto.

Há, porém, uma cautela importante. O precedente trata da alteração do nome no registro civil. Ele não autoriza concluir, por si só, pela extinção automática de filiação, alimentos ou direitos sucessórios, porque esses efeitos jurídicos não se confundem com a simples modificação do sobrenome.

Em síntese, trata-se de um precedente relevante para os direitos da personalidade, para o registro civil e para o direito das famílias, mas que deve ser lido com precisão. Ele reforça a tutela da identidade civil sem autorizar extrapolações automáticas para outros efeitos jurídicos

Nem toda carência funciona do mesmo modo no plano de saúde.A Lei 9.656/98 fixa carência máxima de 24 horas para casos de...
21/04/2026

Nem toda carência funciona do mesmo modo no plano de saúde.

A Lei 9.656/98 fixa carência máxima de 24 horas para casos de urgência e emergência. Mas isso não autoriza simplificações. A extensão da cobertura depende da segmentação do plano e das regras regulatórias aplicáveis.

No processo 0718389-86.2025.8.07.0020, a 4ª Turma Cível do TJDFT manteve, por unanimidade, a condenação de operadora que negou angioplastia a beneficiário com oclusão da artéria femoral e risco de perda do membro inferior, em contrato ambulatorial e hospitalar. O acórdão foi julgado em 05/02/2026 e publicado no DJe em 24/02/2026.

Há ainda um cuidado importante. Em 15/04/2026, o STJ, no Tema 1.365, afastou a ideia de que toda negativa indevida de cobertura gere, por si só, dano moral presumido. Por isso, a leitura mais correta é esta: a regra dos 24 horas existe, mas o alcance da cobertura e as consequências indenizatórias dependem do caso concreto.

Em situações assim, três registros costumam ser decisivos. Relatório médico, comprovante de vigência do contrato e negativa por escrito com protocolo.

Conteúdo informativo. Não substitui a leitura do contrato, da segmentação assistencial e da documentação médica.

Um acidente escolar grave pode gerar muito mais do que uma indenização pontual.No REsp 1.993.028/DF, a 4ª Turma do STJ e...
16/04/2026

Um acidente escolar grave pode gerar muito mais do que uma indenização pontual.

No REsp 1.993.028/DF, a 4ª Turma do STJ entendeu que, neste caso, uma escola particular do Distrito Federal deve pagar a um ex-aluno que perdeu a visão do olho esquerdo, após ser atingido por uma lapiseira arremessada por colega de classe, R$ 20 mil por danos morais, R$ 15 mil por danos estéticos e pensão mensal vitalícia de um salário mínimo.

O ponto juridicamente mais importante não foi apenas o acidente em si. As instâncias ordinárias registraram falha da escola no dever de cuidado após o fato, com ausência de primeiros socorros adequados e de encaminhamento médico imediato.

Além disso, o STJ reafirmou sua jurisprudência no sentido de que, quando o dano grave ocorre em idade escolar, pode ser presumida a limitação futura da capacidade de trabalho. Por isso, a pensão, em hipóteses como essa, não depende da prova de que a vítima já exercia atividade remunerada.

Mas há um cuidado essencial. Esse precedente não permite dizer que toda escola responde por qualquer acidente. A análise continua dependente do caso concreto, do nexo causal e da demonstração de defeito do serviço ou omissão relevante

STJ: renúncia à herança alcança bens descobertos depois.A Terceira Turma definiu um ponto sensível das sucessões. A renú...
24/09/2025

STJ: renúncia à herança alcança bens descobertos depois.

A Terceira Turma definiu um ponto sensível das sucessões. A renúncia alcança bens identificados após o inventário, inclusive em sobrepartilha. Eu explico de forma direta. A renúncia é solene, indivisível e irrevogável. As bases estão no Código Civil, com efeitos vinculados à abertura da sucessão. A sobrepartilha complementa a partilha, sem reabrir posição de quem já renunciou.



Fontes: STJ, notícia de 23/09/2025; CC/2002 arts. 1.804, 1.806, 1.808, 1.812; CPC/2015 arts. 669, 670, 485, 506.

Preservar a fertilidade durante o tratamento do câncer é direito garantido? O TJDFT já disse que sim.Uma recente decisão...
12/05/2025

Preservar a fertilidade durante o tratamento do câncer é direito garantido? O TJDFT já disse que sim.

Uma recente decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) determinou que o plano de saúde deve custear o congelamento de óvulos de pacientes com câncer que farão quimioterapia. Muitos planos negam essa cobertura alegando que o procedimento não está previsto no rol da ANS, confundindo prevenção à infertilidade com reprodução assistida.

Imagine a situação: uma jovem diagnosticada com câncer precisa iniciar rapidamente a quimioterapia, tratamento que pode causar infertilidade permanente. Aqui entra o direito constitucional ao planejamento familiar (art. 226, § 7.º da CF/88), garantindo que decisões sobre fertilidade sejam tomadas livremente, sem ingerências.

Eu expliquei também que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu, em 2023, que planos que cobrem quimioterapia devem necessariamente custear métodos preventivos de infertilidade, como a criopreservação de óvulos.

Você já teve algum problema parecido com planos de saúde negando procedimentos preventivos importantes?

Salve agora este post para consultar sempre que precisar esclarecer seus direitos ou de alguém próximo que possa enfrentar uma situação semelhante.

Fontes utilizadas:

Constituição Federal, art. 226, § 7.º [CF, 1988]

TJDFT, processo nº 0714302-81.2024.8.07.0001 [TJDFT, 2025]

STJ, REsp 1.962.984 [STJ, 2023]

Projeto de Lei 1508/2024 [PL, 2024]

Tatuar “Não Reanimar” garante que médicos respeitem sua decisão? Entenda o que realmente vale no Brasil.Diretivas anteci...
08/05/2025

Tatuar “Não Reanimar” garante que médicos respeitem sua decisão? Entenda o que realmente vale no Brasil.

Diretivas antecipadas de vontade podem até ser verbais, mas, conforme a Resolução CFM 1.995/2012, devem constar do prontuário. Eu explico no carrossel por que a tatuagem isolada — celebrizada no caso de Miami (2017) — não oferece segurança jurídica. No Brasil, vigora o princípio in dubio pro vita: diante de dúvida, o médico reanima para evitar responsabilidade civil e ética. Sem registro formal, famílias divergem, hospitais hesitam e a vontade do paciente corre o risco de ser ignorada.

Quer garantir que o pedido “não reanimar” seja cumprido? O caminho sólido é o testamento vital. Em São Paulo, a escritura custa cerca de R$ 615 (tabela TJ-SP/2025). O roteiro é claro: converse com o médico, redija o documento, reconheça firma ou lavre ata notarial e entregue cópia ao hospital. Assim, sua escolha ingressa no prontuário e prevalece sobre opiniões de terceiros. Qual etapa falta para você formalizar essa decisão?

Salve este post — vamos difundir a cultura da autonomia no fim da vida.

Fontes: “An Unconscious Patient with a DNR Tattoo”, NEJM 2017; Res. CFM 1.995/2012; Código de Ética Médica 2019; Código Civil art. 15; Rev. Bioética 2023; Tabela TJ-SP 2025; Parecer CFM CJ 14/2014; Guia CNB/SP 2024.

Doar um imóvel pode gerar IR além do ITCMD — e o STF pode mudar essa regra em breve. Fique atento.Você talvez pense que ...
08/05/2025

Doar um imóvel pode gerar IR além do ITCMD — e o STF pode mudar essa regra em breve. Fique atento.

Você talvez pense que a única taxa na doação é o ITCMD estadual. Eu expliquei no carrossel que a Receita Federal pretende cobrar Imposto de Renda sobre um ganho presumido. O Supremo reconheceu repercussão geral em 25 abril 2025, e a decisão impactará famílias que repartem patrimônio em vida.

Imagine doar a casa de R$ 1 milhão ao filho e descobrir que o Fisco supôs lucro de R$ 400 mil, tributando 15 %. Parece imposto sobre afeto? Cartórios paulistas registraram 71 252 doações em 2023 — se houver dupla cobrança, o custo familiar sobe e freia planejamentos sucessórios.

Tributação justa para evitar fraude ou bis in idem contra a solidariedade? Qual a sua opinião?

Salve este post para revisar antes de qualquer doação e compartilhe com quem precisa entender o tema. Manteremos você informado a cada movimento do STF.

Ele saiu do hospital sem alta e nunca mais voltou. Descubra os erros que custaram R$ 300 mil aos cofres públicos.Imagine...
08/05/2025

Ele saiu do hospital sem alta e nunca mais voltou. Descubra os erros que custaram R$ 300 mil aos cofres públicos.

Imagine internar um familiar e, dias depois, descobrir que ele fugiu do hospital sem qualquer aviso. Foi o que ocorreu em Campinas: um paciente com pancreatite aguda deixou a enfermaria enquanto aguardava vaga na UTI. Três dias depois a família soube do sumiço; dezenove dias depois, o corpo foi encontrado perto da unidade. Eu explico, passo a passo, por que o Tribunal de Justiça reconheceu negligência grave.

O relator destacou que a equipe falhou ao permitir a saída de um paciente debilitado e ao não informar imediatamente os parentes. A omissão gerou angústia permanente na esposa e na filha. Resultado: Município e autarquia de saúde condenados a pagar R$ 300 mil — R$ 200 mil à filha e R$ 100 mil à esposa — com juros desde o evento danoso (Súm. 54 do STJ). A Constituição (art. 37, §6º) estabelece a responsabilidade objetiva do Estado por atos de seus agentes.

Segundo a Portaria MS 529/2013 e a RDC 36/2013 da Anvisa, hospitais devem adotar protocolos de segurança do paciente, que incluem: aviso imediato em caso de evasão, prontuário assinado e auditoria permanente. Prevenção evita tragédias — e processos.

Salve este post: precedentes como este podem orientar decisões urgentes sobre direitos do paciente e responsabilidade médica.

Fontes
• TJ-SP, Ap. 1006508-88.2023.8.26.0114, 10 mar 2025
• CF/88, art. 37 §6º
• STJ, Súmula 54
• Portaria MS nº 529/2013
• RDC Anvisa nº 36/2013

Plano de saúde CANCELADO sem aviso? Isso aconteceu com uma criança autista de 8 anos, e a família precisou lutar na Just...
06/05/2025

Plano de saúde CANCELADO sem aviso?

Isso aconteceu com uma criança autista de 8 anos, e a família precisou lutar na Justiça para reverter a situação.

Uma mãe cearense descobriu, no dia da terapia, que o plano de saúde da filha (TEA, síndrome rara) havia sido cancelado por atraso – sem qualquer notificação prévia.

A operadora alegou 84 dias de inadimplência, ignorando que a própria cobrança de novas taxas tornara a mensalidade impagável.

O que a Justiça decidiu?

✨ Determinou a reativação imediata do plano, sob multa diária de R$ 1.000 em caso de descumprimento, e condenou a empresa a indenizar a família em R$ 10 mil por danos morais.

Uma vitória importante que reafirma: *cancelar plano de saúde sem aviso é ilegal!*

Conheça seus direitos: Planos individuais só podem ser rescindidos por falta de pagamento após 60 dias de atraso e com aviso prévio.

➡️ Leia os slides deste carrossel para entender os detalhes desse caso real e as lições para consumidores. Marque aqui alguém que precisa saber disso e compartilhe para informar outras famílias!

🔖 Salve este post para ter essas informações sempre à mão.

Fontes: tjce.jus.br; lex.com.br; gov.br/ans

Ataques homofóbicos custaram R$ 80 mil. Você sabe por que a Justiça chegou a esse valor?Em maio de 2025, o Tribunal de J...
05/05/2025

Ataques homofóbicos custaram R$ 80 mil. Você sabe por que a Justiça chegou a esse valor?

Em maio de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a condenação do deputado Marco Feliciano a indenizar em R$ 80 000 a mãe do cantor Cazuza por declarações homofóbicas que associaram a memória do artista a “pecado”. Eu expliquei no carrossel como a decisão reconheceu que a honra não se extingue com a morte e que familiares legitimados podem exigir reparação sempre que discursos públicos maculam a dignidade do falecido.

A sentença destacou três critérios para quantificar o dano moral: (1) gravidade objetiva da ofensa, (2) repercussão social potencializada pelas redes e (3) dolo discriminatório. Pense em um comentário ofensivo num perfil aberto: se o conteúdo atingir grupos protegidos, a responsabilidade civil surge e o valor indenizatório cresce conforme a difusão. O art. 12 do Código Civil fundamenta a proteção da imagem e da memória, inclusive post mortem.

Se você sofrer ou testemunhar ataque semelhante, salve provas digitais, notifique o ofensor e, se necessário, acione o Judiciário. Em sua opinião, a liberdade de expressão deve ceder sempre que a dignidade é ferida ou existe margem para tolerância?

Salve e compartilhe este post para consultar o checklist quando precisar e ampliar o debate

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