18/11/2021
No ano passado, a Uber teve vários problemas empregatícios, como por exemplo, pagamento de horas extras, 13º salário, férias, aviso prévio, FGTS e indenização por dano moral, entre outros. Consequentemente, apenas em 2021 foi divulgado que a empresa utilizava recursos, como o mapeamento de algoritmos, para saber onde ela ganhava ou perdia nos tribunais, para que assim, sua imagem não saísse prejudicada.
Segundo o advogado José Eduardo Resende Chaves Júnior, desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT3), "onde ela acha que vai perder o processo, faz acordo. Onde acha que não vai perder, não faz. Com isso, só se cria jurisprudência a favor da empresa”, completa o especialista.
Um caso semelhante aconteceu na 7ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), no Rio de Janeiro, a qual se recusou a homologar um acordo entre a Uber e uma motorista, levando o caso à condenação da empresa, que teve que assinar a carteira da trabalhadora entre dezembro de 2018 e maio de 2019.
Para mais informações, acesse: https://www.brasildefato.com.br/2021/08/08/uber-tribunais-veem-manipulacao-de-jurisprudencia-e-comecam-a-decidir-a-favor-de-motoristas