08/06/2026
No começo da carreira, eu acreditava que a aparência dizia muito sobre uma pessoa. Achava que era possível identif**ar algumas coisas pela forma de falar, de se vestir ou de se comportar.
Até que um dia comecei a atuar em casos de pessoas que, à primeira vista, pareciam exatamente aquilo que todos imaginavam. E não eram. Ao mesmo tempo, conheci pessoas que transmitiam confiança, educação e respeitabilidade.
E que estavam sendo investigadas. Foi aí que percebi o perigo das conclusões rápidas. Porque a aparência pode até contar uma história. Mas nem sempre é a história verdadeira.
Talvez uma das maiores lições da advocacia criminal seja justamente essa: Desconfiar dos rótulos. E prestar mais atenção nos fatos.