13/03/2026
Se seu filho chora e se recusa na hora de visitar o pai, isso pode ser um sinal de algo mais profundo.
Acompanhe e entenda o que fazer!
Muitas vezes, não querer visitar o pai é resultado de traumas emocionais decorrentes da separação ou mesmo da distância física, que pode ter criado um afastamento entre pai e filho.
A criança pode se sentir mais segura e protegida com a mãe e, por isso, não querer ir para a casa do pai.
Mas mesmo que haja uma decisão judicial que determina as visitas, não se pode forçar uma criança a ir contra sua vontade.
O afeto e a confiança não podem ser impostos.
Assim como um pai não pode ser forçado a visitar o filho, a criança também não pode ser obrigada a cumprir os dias e horários de visitação se ela não quiser.
Para evitar problemas futuros e proteger-se de possíveis acusações, a mãe deve procurar a justiça para regularizar essa situação.
É essencial informar ao juiz que a criança está resistindo às visitas.
Dessa forma, pode ser solicitada a suspensão temporária até que um estudo psicossocial seja realizado para entender os motivos da recusa da criança.
Cada caso é único.
Em algumas situações, a criança pode se sentir confortável em passar o dia com o pai, mas não em dormir na casa dele.
Talvez um ajuste nos termos da visitação, como passeios diurnos em vez de pernoites, possa ser uma solução intermediária.
E atenção, mãe!
É sempre importante lembrar que a decisão de não querer ir com o pai deve partir exclusivamente da criança.
Qualquer influência da genitora pode ser considerada alienação parental, um ato que é crime segundo a lei.
Se você percebe que seu filho está rejeitando as visitas ao pai, é importante procurar um advogado especializado em direito de família.
Esse profissional poderá guiá-la durante todo o processo, ajudando a demonstrar que a recusa da criança é autêntica e não resultante de alienação parental!