19/04/2022
A ficção é repleta de bons exemplos em que um bom gerenciamento de riscos levaria a trama para outro caminho. Em verdade, para atingir o ponto de conflito na jornada, ignorar um bom gerenciamento de riscos no roteiro garante que, em algum momento, os personagens ficcionais encararão um grande problema decorrente dos riscos assumidos e não mitigados.
Isso acontece na série dramática Succession. Sem dar spoilers, a família controladora da empresa fictícia “Waystar Royco” se vê diante de desafios e consequências de “fantasmas” decorrentes de condutas que são o fio condutor de episódios repletos de reviravoltas, drama, sátiras ácidas em meio a uma cultura empresarial que orbita entre o conservadorismo de uma empresa tradicional e busca de novos mercados e tecnologias.
Se trata de uma pequena aula sobre a importância de gerenciar grandes riscos para permitir resiliência às empresas, dando base a decisões importantes que resultem em economia, segurança, estabilidade e previsibilidade.
Na série identificamos riscos facilmente mapeáveis e outros nem tanto, são exemplos: CEO com idade avançada e problemas de saúde, grande empresa familiar com divergências pessoais, sistema de governança com participação de acionistas nas decisões, setor de atuação (mídia tradicional) atingido pela informatização, aquisição de private equity etc.
Na ficção, os riscos não gerenciados dão lugar a momentos de entretenimento e reflexão. Mas, na vida real, algumas das situações refletidas na série seriam suficientes para acarretar consequências gravosas e até irremediáveis.
Os personagens se deparam com situações que justificariam consultoria para solução de sinistros, tecnologias para novos mercaddos, risco político, aquisição de private equity, benefícios para empregados, colocação internacional e muitas outras demandas. Tudo o que um bom advogado corporativo poderia auxiliar!
Sucession é transmitida pela HBO, possui três temporadas lançadas e aguarda o lançamento da quarta temporada para 2022. Está ai uma boa oportunidade de experimentar na ficção as consequências da ausência de gerenciamento de riscos corporativos.