29/07/2026
Quem dera todos tivessem uma avó como a minha! Quando criança, eu passava todo final de semana na casa dela. Ela me levava para a praia e ficávamos um mês lá; ela me acobertou quando adolescente; me presenteava com envelopes de dinheiro, sempre entregando-os na surdina; na faculdade, a visita na casa dela quando eu voltava para Rio Preto era compromisso inadiável. Quando descobrimos a gravidez do Heitor, ela passou a ter mais vontade de viver pra conhecer o bisneto. O Heitor amava a casa dela. Depois, quando montei o escritório, ela, cheia de orgulho, falava para qualquer pessoa que a irritasse que eu a mandaria para o juiz. Ela esperou o Felipe nascer e, mesmo já confusa, nunca errou ou esqueceu o nome dele!
Ah, vó, a senhora já estava cansada. Partiu da forma como queria: sem sofrer, rápido, dormindo, “sem dar trabalho pra ninguém”. Mas, apesar de saber que foi o melhor para a senhora, nosso lado egoísta gostaria de ter você à mesa por mais alguns domingos.
Todos nós sentimos sua presença ontem antes da partida. O Heitor subiu chorando muito às 18h dizendo que sentiria sua falta e que gostaria que você vivesse mais 9 anos pra que o Felipe também tivesse tempo com você. Eu chorei muito antes de dormir pensando em tudo o que vivi ao seu lado e, logo após, você descansou.
Sabemos que estará em um lugar melhor na eternidade. Mande um beijo para o vô e diga que sinto muitas saudades. Amo você, obrigada por tudo. ❤️