12/10/2025
Meu eu adulto abraça minha criança✨
Hoje, fechei os olhos e encontrei aquela menininha que um dia fui.
Ela estava ali — com os olhos cheios de curiosidade, mas também de medo.
Com o coração pulsando forte, sonhando em “mudar o mundo”, sem nem entender direito o que isso significava.
Abracei ela.
Forte.
Como se pudesse, naquele toque, apagar todas as vezes em que ela se sentiu sozinha, pequena, ou inadequada.
E nesse abraço, contei pra ela o que me tornei:
Uma mulher que escolheu ouvir outras mulheres.
Que fez da empatia um ofício e da justiça, uma missão.
Disse a ela que nem sempre é fácil.
Que há dias em que o coração pesa, em que as histórias que escuto ecoam dentro de mim,
e que já me perguntei muitas vezes se estava no caminho certo.
Mas também disse que é bonito.
Bonito ver mulheres reencontrando sua voz, sua coragem, sua paz.
Bonito perceber que, meu trabalho é sobre recomeços.
Sou advogada — não por acaso, mas por cura.
Advogada de mulheres, porque sei, no fundo, o quanto é difícil ser ouvida num mundo que ainda insiste em silenciar.
E ali, naquele instante, entendi algo que demorei uma vida pra aprender:
Eu não precisava ser perfeita.
Eu só precisava ser verdadeira.
Hoje, eu a acolho.
E acolho também cada mulher que cruza meu caminho.
Porque todas nós, no fundo, só precisamos de um lugar seguro —
um abraço, uma escuta, um “tá tudo bem, você não está sozinha”.
Ser advogada de mulheres é, pra mim, muito mais do que exercer o Direito.
É um ato de amor.
De resgate.
De cura.
🌷
Então, se você também sente que carrega uma menina dentro de si, cansada de ser forte o tempo todo…
diga a ela: “você já fez o suficiente”.
Agora é hora de se perdoar.
De se acolher.
De se abraçar.
E seguir — com a leveza de quem entendeu que ser sensível também é ser forte e
que toda mulher traz uma menina dentro de si — e que, às vezes, o que ela mais precisa é de um abraço.