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SAÚDE CAIXA E CASSI ASSINAM ACORDO PARA COMPARTILHAR REDES CREDENCIADASO Saúde Caixa e a Caixa de Assistência dos Funcio...
24/08/2026

SAÚDE CAIXA E CASSI ASSINAM ACORDO PARA COMPARTILHAR REDES CREDENCIADAS

O Saúde Caixa e a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) assinaram, na sexta-feira (21/8), contrato de reciprocidade para o compartilhamento de suas redes credenciadas. Com o acordo, usuários dos dois planos poderão utilizar mutuamente prestadores das respectivas redes, ampliando as opções de atendimento em diversas regiões do país.

A medida atende a uma reivindicação antiga da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do Conselho de Usuários do Saúde Caixa, que há anos cobram a ampliação e a melhoria da rede credenciada, principalmente em cidades e regiões onde há dificuldade para encontrar determinadas especialidades. O compartilhamento de redes com outros planos já fazia parte das reivindicações apresentadas pela representação dos empregados nas negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa em 2025.

Em 8 de julho que o convênio estava próximo de ser concluído, após a primeira mesa de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Caixa. Na ocasião, o banco informou que o acordo havia avançado e apresentou dados preliminares indicando potencial de ampliação da cobertura para 1.803 municípios e atendimento a cerca de 95 mil beneficiários. A expectativa também era de redução da necessidade de reembolsos integrais.

Segundo informado pela Caixa nas negociações, a implantação do compartilhamento deverá ocorrer gradativamente, em ondas, começando pelas localidades onde há maior utilização do reembolso integral. A medida, além de facilitar o acesso dos usuários aos serviços de saúde, pode contribuir para reduzir esses reembolsos e, consequentemente, para o controle das despesas assistenciais do plano.

Fonte: Seeb Rio

CONTEC ABRE SEMANA DECISIVA DE NEGOCIAÇÕES COM A FENABAN APÓS MOBILIZAÇÃO NACIONALA Campanha Salarial 2026 entra em uma ...
24/08/2026

CONTEC ABRE SEMANA DECISIVA DE NEGOCIAÇÕES COM A FENABAN APÓS MOBILIZAÇÃO NACIONAL

A Campanha Salarial 2026 entra em uma semana decisiva. A CONTEC e as entidades representativas dos bancários voltam à mesa com a Fenaban nesta segunda-feira (24), às 10h, em São Paulo, para mais uma rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho. O encontro ocorre depois de uma semana marcada por avanços na mesa, mas também pela forte insatisfação da categoria com a demora dos bancos em apresentar uma proposta econômica que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Na última rodada, realizada em São Paulo, a pressão surtiu efeito. A Fenaban retirou da mesa pontos que haviam sido duramente rejeitados pela CONTEC, entre eles a proposta de reajustes escalonados por faixa salarial e o congelamento do piso da categoria. A possibilidade de diferenciação nos valores de vale-alimentação e vale-refeição também encontrou resistência. Os bancos encerraram a negociação sem apresentar o índice econômico para salários, pisos e benefícios, deixando a definição para as próximas rodadas. A demora aumentou a pressão sobre a Fenaban, na última quinta-feira (20), bancários de diferentes regiões do Brasil participaram de manifestações e paralisações convocadas pela CONTEC e pelas entidades sindicais.

Desde o início das negociações, a CONTEC cobra valorização salarial, aumento real, proteção aos empregos, melhores condições de trabalho e respostas para problemas que fazem parte da rotina dos bancários, como metas abusivas, assédio, sobrecarga e os impactos das novas tecnologias sobre os postos de trabalho. A reivindicação econômica apresentada pela CONTEC prevê reposição do INPC acrescida de 5% de aumento real, além da valorização dos pisos e benefícios.

Semana cheia de negociações.

A reunião desta segunda abre uma sequência de encontros previstos ao longo de toda a semana em São Paulo. Confira:

24/08, segunda-feira, às 10h — Hotel Laghetto, Sala Matsubara I;
25/08, terça-feira, às 9h — Hotel Laghetto, Sala Matsubara I;
26/08, quarta-feira, às 10h — Radisson Paulista, Sala Lisboa;
27/08, quinta-feira, às 10h — Radisson Paulista, Sala Lisboa;
28/08, sexta-feira, às 10h — Hotel Laghetto, Sala Matsubara I.

Fonte: Contec

FENABAN ABANDONA REAJUSTE ESCALONADO E CONGELAMENTO DO PISO.A pressão dos bancários fez a Fenaban voltar atrás em dois d...
20/08/2026

FENABAN ABANDONA REAJUSTE ESCALONADO E CONGELAMENTO DO PISO.

A pressão dos bancários fez a Fenaban voltar atrás em dois dos pontos mais criticados da campanha salarial. Na oitava rodada de negociação, realizada ontem (18), em São Paulo, os bancos retiraram da mesa a proposta de reajuste escalonado por faixas salariais e também o congelamento do piso da categoria, medidas que haviam sido rejeitadas pela Contec desde a apresentação por representarem tratamento diferenciado entre os trabalhadores e ausência de correção para os menores salários. Apesar do recuo, a rodada terminou sem a apresentação de um novo índice econômico, discussão que foi adiada para a próxima semana.
A proposta apresentada anteriormente pela Fenaban previa percentuais diferentes de reajuste de acordo com a faixa salarial, dividindo a categoria em grupos distintos para a aplicação da correção, além de manter o piso sem reajuste. Para a Confederação, o modelo representava um retrocesso justamente em um momento em que a pauta dos bancários busca não apenas a recomposição das perdas inflacionárias, mas também valorização salarial e recuperação do poder de compra.

“A Fenaban retirou a faixa salarial que tinha proposto, dividindo a categoria em A, B e C, e também o congelamento do piso salarial”, afirmou o presidente da FEEB-GO/TO, Sérgio Costa.

Com esses dois pontos retirados da mesa, as negociações passam a se concentrar no índice de reajuste e nas demais reivindicações econômicas e sociais apresentadas pela categoria. A entidade sindical mantém a defesa da reposição integral da inflação pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real, além da valorização do piso salarial, de avanços na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e da melhoria das cláusulas relacionadas à saúde, às condições de trabalho e aos direitos sociais previstos na Convenção Coletiva.

NOVA RODADA ANTECIPADA
A reunião da próxima semana, que inicialmente estava marcada para terça-feira (25), foi antecipada para segunda-feira (24), com a possibilidade de que o processo negocial continue ao longo dos dias seguintes. A expectativa da representação dos trabalhadores é que, depois de oito rodadas e do recuo registrado nesta terça-feira, a Fenaban apresente finalmente uma proposta econômica concreta capaz de abrir caminho para a discussão dos principais pontos ainda pendentes.

Para Gladir Basso, presidente da FEEB-PR, a retirada do reajuste escalonado e do congelamento do piso mostra que a pressão exercida pela categoria ao longo da campanha começa a produzir resultados, embora ainda permaneça uma distância importante entre os recuos anunciados pelos bancos e aquilo que os trabalhadores esperam ver contemplado em uma proposta final.

“A gente conseguiu até agora fazer com que os bancos retirassem a proposta escalonada de aplicação de índice de acordo com faixas salariais e também voltassem atrás na questão do reajuste zero para o piso da categoria”, afirmou.

Depois de oito rodadas de negociação, a Contec considera que a retirada do reajuste escalonado e do congelamento do piso representa um movimento importante da Fenaban, mas ainda insuficiente para atender às demandas dos bancários.

Fonte: FEEB PR

NEGOCIAÇÃO COM O BB AVANÇA EM DIVERSIDADE E PROTEÇÃO, MAS DEIXA PENDÊNCIAS NA MESAA negociação específica entre a CONTEC...
19/08/2026

NEGOCIAÇÃO COM O BB AVANÇA EM DIVERSIDADE E PROTEÇÃO, MAS DEIXA PENDÊNCIAS NA MESA

A negociação específica entre a CONTEC e o Banco do Brasil avançou nesta quarta-feira (19) em temas como diversidade, proteção a vítimas de violência doméstica e expansão de vagas de especialistas, mas terminou com uma série de reivindicações ainda sem resposta. Para os representantes dos trabalhadores, as devolutivas apresentadas pelo banco seguem tímidas diante do volume de demandas acumuladas. A cobrança ocorre em meio ao aumento da insatisfação dos funcionários, que envolve não apenas questões econômicas, mas também metas, assédio, condições de trabalho e pautas funcionais.

Entre os avanços da rodada, o BB confirmou a construção de uma cláusula para o Acordo Coletivo de Trabalho voltada à igualdade de oportunidades e às políticas de diversidade, equidade e inclusão. A minuta deve ser encaminhada até sexta-feira (21). O banco também apresentou dados sobre a participação de mulheres e pessoas negras em funções de liderança. Atualmente, mulheres ocupam cerca de 37% da alta liderança, enquanto a meta é chegar a 50% até 2030. Para lideranças pretas e pardas, o objetivo é alcançar 30% ainda em 2026.

Outro ponto discutido foi o protocolo de atendimento a vítimas de violência doméstica, implantado no segundo semestre de 2025. Desde então, foram realizados 59 atendimentos, sendo 52 de mulheres e sete de homens. O protocolo prevê acolhimento, orientação, apoio psicológico e social, além de mudanças de local de trabalho por segurança e apoio financeiro em situações excepcionais. Na mesa, também foi apresentada a proposta de incluir no ACT a estabilidade no cargo para vítimas de violência doméstica, ampliando a proteção oferecida aos trabalhadores nessas situações.

O Banco do Brasil atualizou ainda os números da criação de 600 vagas de especialistas. As duas primeiras etapas já alcançam 256 agências em 241 municípios. No recorte das entidades vinculadas à CONTEC, são 48 agências em 46 municípios, distribuídos por dez federações.

A reunião também tratou das regras para deslocamentos a serviço do banco. O uso de veículo próprio continuará excepcional e voluntário, com reembolso de R$ 0,92 por quilômetro e pagamento de pedágio mediante comprovação, além de autorização prévia. Apesar dos avanços, a CONTEC voltou a cobrar respostas para os pontos que seguem pendentes. O banco argumentou que parte das demandas ainda depende de análise interna e disponibilidade de recursos.

Fonte: Contec

BB LUCRA 3,9 BILHÕES NO 2º TRIMESTRE COM ALTA DE 14%O Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira (12)um lucro líquido...
14/08/2026

BB LUCRA 3,9 BILHÕES NO 2º TRIMESTRE COM ALTA DE 14%

O Banco do Brasil apresentou nesta quarta-feira (12)
um lucro líquido ajustado em R$3,9 bilhões,

alta de 14% em relação ao trimestre anterior e de 3% na comparação anual. Totalizando no 1º semestre de 2026, lucro líquido de R$ 7,3 bilhões. O resultado representa uma queda de 34,2% em relação aos R$ 11,2 bilhões apurados no mesmo período de 2025, impactado por pressões na inadimplência e custos de crédito mais altos, apesar da recuperação vista no segundo trimestre.

Por outro lado, houve desempenho Financeiro do Período
Fruto do trabalho de seus funcionários:
Lucro do 2º Trimestre: R$ 3,9 bilhões (alta de 13,9% sobre o 1º trimestre de 2026 e de 3,3% na comparação anual).
Lucro do 1º Trimestre: R$ 3,4 bilhões.
Margem Financeira Bruta: Acumulou R$ 54,9 bilhões no semestre, alta de 12,1% frente a 2025.
Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL / ROE):Ficou em 7,3% no acumulado do semestre (8,3% a 8,4% considerando o corte isolado do segundo trimestre).
Cassi: que o banco apresente um plano de custeio, com o aumento da responsabilidade da empresa na sustentabilidade da caixa de assistência.
Metas: revisão da gestão por metas, em vista do aumento de reclamações, em todo o país, de trabalhadores com dificuldades de alcançarem as metas impostas, a ponto de sofrerem prejuízos na remuneração (PLR). Fim das Metas!
Isonomia: igualdade de acesso e atendimento à Cassi e Previ para os funcionários egressos (que ingressaram no banco em razão da incorporação de outras instituições).
Previ: novas melhorias Tabela PIP, para contemplar mais trabalhadores com a valorização da previdência complementar.
PCS/PCR: aperfeiçoamento do Programa de Cargos e Salários (também chamado de Programa de Carreira e Remuneração), com foco na revisão de critérios de progressão, valorização do mérito, reajuste de adicionais de função e atualização dos vencimentos do funcionalismo.
Os trabalhadores reforçam as principais reivindicações:
Os dirigentes sindicais também reforçam a reivindicação pela abertura de concursos públicos para suprir a falta de funcionários em várias localidades do país. Filas de atendimento, colegas sobrecarregados de funções e metas, casos de agências fechadas por falta de funcionários para atender clientes, muitos dos problemas enfrentados pelos bancários do BB.

Fonte: Terra

FENABAN CONGELA PISO, TENTA DIVIDIR BANCÁRIOS E TEM PROPOSTA REJEITADA PELA CONTECA Fenaban chegou à mesa de negociação ...
14/08/2026

FENABAN CONGELA PISO, TENTA DIVIDIR BANCÁRIOS E TEM PROPOSTA REJEITADA PELA CONTEC

A Fenaban chegou à mesa de negociação nesta quinta-feira (13) com uma proposta que, em vez de avançar na valorização dos bancários, abriu uma nova frente de confronto com a categoria. Os bancos propuseram reajustes diferentes de acordo com a faixa salarial, nenhum aumento para o piso e uma correção considerada insuficiente para vale-refeição e vale-alimentação, mas a CONTEC rejeitou a proposta ainda na mesa de reunião realizada em São Paulo.

Para o presidente da CONTEC, Lourenço Prado, não havia espaço para aceitar uma proposta que deixa justamente o piso salarial sem qualquer correção e cria tratamentos diferentes dentro da própria categoria.

“A proposta que a Fenaban apresentou hoje em mesa foi rejeitada, porque, primeiramente, não haver reajustamento salarial para o piso é inaceitável. O reajustamento da cesta alimentação e do vale-ticket na forma proposta pela Fenaban também é inaceitável.”

Lourenço também criticou diretamente a tentativa de criar percentuais diferentes para salários maiores, médios e menores.

“Esse projeto ‘Robin Hood’ não funciona, você tirar de quem ganha mais para quem ganha menos.”

O secretário-geral da CONTEC, David Zaia, foi ainda mais direto ao classificar essa nova apresentação dos bancos como “uma proposta ridícula”. Zaia afirmou ainda que a CONTEC não aceita a divisão dos trabalhadores por faixa salarial, nem o congelamento do piso.

“A gente precisa de uma participação mais ativa ainda nesta campanha salarial, com manifestações, com protestos, para que a gente possa, na próximas negociações, ter uma proposta dos bancos que atenda às nossas reivindicações, que são aumento que reponha a inflação e tenha aumento real, valorização do tíquete e valorização do piso. Participem, a opinião de cada um de vocês é importante para embasar os rumos da mesa de negociação”, disse.

O presidente da FEEB-PR, Gladir Antônio Basso, também classificou a proposta como incompatível com os resultados do setor financeiro e relacionou a postura dos bancos ao fechamento de agências e à redução dos postos de trabalho no setor em todo país.

“Se nós vermos que, de dezembro de 2025 a julho de 2026, foram fechadas 1.017 agências, consequentemente milhares de bancários sendo desempregados, e essa condição que hoje deveria apresentar uma proposta não aconteceu.”

Na mesma linha, o presidente da FEEB AL/PE/RN, Luiz Gustavo de Pádua Walfrido, acusou a Fenaban de tentar dividir os bancários e prolongar uma negociação que já deveria ter avançado para uma proposta econômica concreta.

“Infelizmente, a Fenaban vem com mais enrolação. Apresenta uma proposta para dividir a categoria e sugere reajuste escalonado por faixa salarial. Estamos aqui para melhorar a vida dos bancários, não para colocarmos todos eles em cheque. Isso não pode acontecer”, destacou.

Com a proposta rejeitada, a campanha salarial entra em uma fase de maior pressão sobre os bancos. As entidades prometem intensificar manifestações e protestos até a nova rodada do dia 18 de agosto. O recado da CONTEC é que a Fenaban já teve tempo para conhecer as reivindicações e avaliar a capacidade econômica do setor. A próxima reunião será no Hotel Laghetto Stilo São Paulo, no bairro Paraíso, na capital paulista.

Fonte: Contec

LUCRO DO BANCO DO BRASIL VEM ACIMA DO ESPERADO, PUXADO POR TESOURARIA E EMPRÉSTIMOS A PESSOAS FÍSICASEm recuperação após...
13/08/2026

LUCRO DO BANCO DO BRASIL VEM ACIMA DO ESPERADO, PUXADO POR TESOURARIA E EMPRÉSTIMOS A PESSOAS FÍSICAS

Em recuperação após a onda de calotes do agronegócio, o Banco do Brasil teve uma melhora no lucro do segundo trimestre deste ano. O resultado líquido ajustado do banco somou R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025 e elevação de 13,9% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

Puxados pelos resultados de tesouraria, área que administra recursos e faz operações no mercado, e de pessoas físicas, os números vieram acima das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que previam lucro de R$ 3,776 bilhões.

A margem financeira bruta do banco cresceu 12,1% no ano e somou R$ 27,5 bilhões de abril a junho, impulsionada pelas receitas de crédito, com destaque para o consignado privado.

A tesouraria do banco teve um resultado de R$ 9 bilhões no período, alta anual de 10% e trimestral de 2,1%. A melhora foi puxada por depósitos interfinanceiros e por receitas com juros, negociação de carteiras e marcação a mercado dos títulos da carteira de negociação.

Já a carteira de crédito, que soma todos os empréstimos e financiamentos, ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho de 2026, com crescimento de 0,6% no trimestre e 1,5% em 12 meses.

A linha que teve a maior expansão foi a de pessoas físicas, que alcançou R$ 357,6 bilhões, alta de 4,4% em um ano. O segmento foi impulsionado pelo consignado CLT, que atingiu saldo de R$ 15,7 bilhões.

Em pessoas físicas, o índice de atrasos foi de 8,41%, alta anual de 2,82 pontos e de 1,59 ponto no trimestre, puxado por cartão de crédito.

Empréstimos para pessoa jurídica encerraram o trimestre com saldo de R$ 456,2 bilhões, queda de 2,5% no ano. A inadimplência da linha ficou em 3,18%, queda anual de 0,67 ponto percentual, mas alta de 0,31 ponto percentual em três meses.

O crédito ao agronegócio, por sua vez, atingiu saldo de R$ 421,6 bilhões, alta anual de 0,8%. A maior parte das novas contratações foi feita com alienação fiduciária, diz o banco, alcançando o percentual de 70% na Safra 25/26.

O setor vive uma onda de recuperações judiciais desde 2024, após quebras de safras de grãos em algumas regiões. No verão daquele ano, produtores do Centro-Norte, Sudeste e parte do Paraná tiveram uma estiagem prolongada, dado o impacto do El Niño.

A inadimplência desses clientes ficou em 6,27% em junho, alta de 3,11 pontos percentuais no ano e de 0,05 ponto percentual no trimestre, uma desaceleração em relação aos balanços anteriores. Já os novos atrasos caíram de 1,77% para 1,37%.

“Essa combinação reforça a leitura de que o pior pode ter passado, mas a recuperação não será rápida. O estoque elevado reflete a maturação de safras já problemáticas e a desaceleração do fluxo indica que a qualidade das novas concessões vem melhorando”, diz Octaciano Neto, fundador da Zera, consultoria de financiamento privado para o agronegócio.

O índice de atrasos acima de 90 dias do BB como um todo subiu para 5,61% em junho, alta de 1,65 ponto percentual em um ano.

Assim, a provisão de perdas esperadas, um dinheiro que o banco emprestou e que não espera receber, somou R$ 18,831 bilhões, uma alta anual de 8,4%.

O RSPL (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), que mede a rentabilidade do banco, foi de 8,3% no trimestre, 0,1 ponto percentual abaixo do registrado há 12 meses e 1 ponto percentual acima do número de março.

Segundo a presidente do BB, Tarciana Medeiros, o resultado é fruto de uma carteira de crédito com uma melhor relação entre risco e retorno, da diversificação das captações e da alocação da nossa liquidez.

“O aumento das receitas com prestação de serviços ganha potência pela complementariedade do nosso conglomerado e os custos permaneceram sob controle, a partir de um trabalho constante de eficiência, sem abrir mão de investir naquilo que constrói o futuro: pessoas e tecnologia”, disse Tarciana na divulgação dos números.

As receitas de prestação de serviços do BB somaram R$ 9,1 bilhões no trimestre, avanço de 3,4% em três meses e de 4,2% no ano, puxadas pela administração de fundos, contas-correntes e operações de crédito e garantias.

Já as despesas administrativas totalizaram R$ 10,1 bilhões, elevação de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 4,1% em um ano, com o maior investimento em pessoas e tecnologia.

JCP
Junto à divulgação do balanço, o Banco do Brasil anunciou o pagamento de JCP (Juros sobre Capital Próprio) de R$ 0,10245643978 por ação. O pagamento, corrigido pela Selic, será feito a quem tiver o papel em 1º de setembro e será efetuado no dia 11 de setembro. No total, serão distribuídos R$ 584,9 milhões.

RAIO-X | BANCO DO BRASIL
Fundação: 1808
Lucro no 2º tri de 2026: R$ 3,9 bilhões
Agências: 3.931
Funcionários: 83.991
Principais concorrentes: Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Nubank e Caixa Econômica Federal

Fonte: Folha de SP

O QUE BALANÇOS DO 2T DE ITAÚ, SANTANDER E BRADESCO INDICAM PARA BANCO DO BRASIL?Os resultados do segundo trimestre dos g...
10/08/2026

O QUE BALANÇOS DO 2T DE ITAÚ, SANTANDER E BRADESCO INDICAM PARA BANCO DO BRASIL?

Os resultados do segundo trimestre dos grandes bancos brasileiros divulgados já mostraram pontos importantes para o Banco do Brasil, que trará seu balanço em 12 de agosto. Se, por um lado, os números de Itaú, Bradesco e Santander reforçaram a resiliência das receitas financeiras em um ambiente de juros elevados, por outro aumentaram as preocupações com a qualidade dos ativos, especialmente em segmentos mais sensíveis da economia.

Entre os principais pontos de atenção está justamente o agronegócio, segmento no qual o Banco do Brasil possui a maior exposição entre os grandes bancos do país. O alerta ganhou força após a divulgação dos resultados do Bradesco, que evidenciaram uma deterioração relevante na carteira do John Deere Bank, instituição focada no financiamento do setor rural e da qual o banco é sócio desde 2024.

Segundo análise do JPMorgan, cerca de 10% da carteira do John Deere Bank migrou da categoria Stage 1 para Stage 2 apenas no segundo trimestre, movimento que exige provisões maiores e indica aumento do risco de inadimplência. Pelos cálculos do banco americano, aproximadamente R$ 1,7 bilhão em operações sofreram deterioração de risco no período.

Para os analistas do JPMorgan, o dado funciona como um sinal importante para o Banco do Brasil, uma vez que o crédito rural representa cerca de 32% de sua carteira ampliada. A leitura é que os mesmos desafios observados no ecossistema do agronegócio, incluindo juros elevados, preços mais baixos de algumas commodities e dificuldades financeiras de produtores, podem aparecer nos números do banco estatal.

Qualidade de ativos
A preocupação ganha relevância porque a qualidade dos ativos foi justamente um dos temas centrais da temporada de balanços. No Bradesco, apesar do lucro recorrente de R$ 7,05 bilhões e da continuidade da recuperação operacional, investidores reagiram negativamente à alta das operações classificadas como Stage 2, ao aumento da inadimplência acima de 90 dias e à redução do índice de cobertura.

Já o Santander trouxe uma mensagem semelhante. O banco frustrou parte do mercado com provisões maiores e receitas mais fracas, levando o JPMorgan a revisar para baixo suas projeções. A instituição destacou que o cenário de crédito continua desafiador e que a busca por menor risco tem levado os bancos a adotar critérios mais conservadores na concessão de empréstimos.

No caso do Banco do Brasil, o mercado deverá acompanhar atentamente se houve aumento das provisões relacionadas ao agronegócio e se a inadimplência do segmento mostrou nova deterioração. Desde o início do ano, boa parte das discussões envolvendo a tese de investimento do banco tem girado em torno da evolução da carteira rural e da capacidade da instituição de absorver eventuais perdas sem comprometer a rentabilidade.

Por outro lado, nem todos os sinais observados nos resultados dos concorrentes são negativos. O Itaú mostrou que continua sendo possível preservar a qualidade dos ativos mesmo em um ambiente macroeconômico mais complexo. O banco encerrou o trimestre com inadimplência acima de 90 dias estável em apenas 1,9%, sustentada por uma estratégia mais seletiva e focada em linhas de crédito consideradas menos arriscadas.

A experiência do Itaú também reforça a importância da diversificação das receitas. Mesmo após reduzir seu guidance para tarifas e seguros, o banco manteve crescimento dos lucros e um ROE de 24,3%, apoiado pela expansão da carteira de crédito e pelo desempenho da margem financeira.

Para o Banco do Brasil, isso significa que investidores deverão olhar não apenas para os indicadores ligados ao agro, mas também para a capacidade de compensar eventuais pressões de crédito com receitas de serviços, tesouraria e outras linhas de negócios. A evolução da margem financeira será acompanhada de perto, especialmente em um contexto de juros ainda elevados.

Outro aspecto relevante é que parte dos analistas vê potencial para uma melhora gradual da carteira rural ao longo do segundo semestre. O JPMorgan destaca que operações classificadas em Stage 2 costumam apresentar recuperação após renegociações, cobranças e regularização de pagamentos, o que pode amenizar parte das preocupações atuais.

Além disso, o mercado ainda deve ficar de olho nos possíveis efeitos da MP 1376, voltada à renegociação de dívidas rurais. A expectativa de parte dos investidores é que a medida contribua para aliviar a pressão financeira sobre produtores e reduzir os níveis de inadimplência do setor ao longo dos próximos trimestres.

Nesse contexto, os números do Banco do Brasil podem funcionar como um importante termômetro para avaliar a real extensão dos problemas enfrentados pelo agronegócio brasileiro. Como principal financiador do setor no país, o banco tende a oferecer uma visão mais abrangente da qualidade de crédito rural do que a observada em instituições privadas.

A reação das ações também deverá depender da intensidade dessas pressões. O exemplo do Bradesco mostrou que mesmo resultados sólidos de lucro não garantem uma recepção positiva do mercado quando surgem dúvidas sobre a qualidade da carteira.

Assim, a temporada de balanços dos bancos aponta para um cenário misto para o Banco do Brasil. Enquanto indicadores de receitas e rentabilidade do setor seguem mostrando resiliência, as evidências de deterioração em carteiras ligadas ao agronegócio elevam o grau de cautela.

No dia 12, os investidores buscarão principalmente uma resposta para uma questão: se os sinais de alerta vistos nos concorrentes também aparecerão de forma relevante no maior financiador do campo brasileiro.

(Fonte: Info Money)

Feliz dia dos Pais a todos , em especial aos papais Bancários do Sindicato dos Bancários de Rio do Sul e Região .
07/08/2026

Feliz dia dos Pais a todos , em especial aos papais Bancários do Sindicato dos Bancários de Rio do Sul e Região .

BANCO DO BRASIL TRAVA DEBATE ECONÔMICO E CONDICIONA AVANÇOS À DECISÃO DA FENABANO Banco do Brasil decidiu amarrar a nego...
06/08/2026

BANCO DO BRASIL TRAVA DEBATE ECONÔMICO E CONDICIONA AVANÇOS À DECISÃO DA FENABAN

O Banco do Brasil decidiu amarrar a negociação econômica dos empregados ao resultado da mesa da Fenaban e encerrou mais uma rodada sem apresentar respostas concretas às reivindicações da categoria. Mesmo diante de uma pauta que reúne salário, benefícios, PLR e previdência, a instituição sinalizou que não pretende alterar as cláusulas vigentes antes de uma definição dos bancos privados.

A reunião desta quinta-feira (6), em São Paulo, deveria marcar a apresentação de uma devolutiva sobre temas analisados pelo BB nas rodadas anteriores, mas o banco adiou novamente as respostas e informou que pretende apresentá-las apenas no próximo encontro, marcado para a próxima semana, sexta-feira (14). Na pauta econômica, a CONTEC defendeu o reajuste dos auxílios refeição, alimentação, creche, combustível e deslocamento noturno. A entidade sindical também reiterou a reivindicação de reposição integral do INPC, acrescida de 5% de aumento real, além da valorização do piso salarial dos funcionários.

Outro ponto levado à mesa foi a garantia de que o reajuste tenha reflexos em todas as verbas remuneratórias. A medida busca impedir que a correção salarial fique restrita ao vencimento básico, sem alcançar gratificações e demais parcelas que compõem a remuneração dos trabalhadores. A Confederação também cobrou melhorias na Participação nos Lucros e Resultados. A reivindicação é que a PLR reconheça de forma efetiva a contribuição dos funcionários para o desempenho e a lucratividade do Banco do Brasil, sem regras que reduzam ou limitem a participação da categoria nos resultados alcançados.

Na previdência complementar, foram discutidas as demandas relacionadas à Previ, ao Economus e à Fusesc, com a defesa da paridade contributiva. A pauta também inclui a implementação da tabela PIP no PrevMais e na Fusesc. Embora tenha aceitado discutir os assuntos, o BB negou qualquer mudança imediata nas cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho vigente. A instituição indicou que pretende renovar as regras atuais de acordo com o índice que vier a ser definido na negociação entre a CONTEC e a Fenaban.

Para a Confederação, a posição do banco esvazia a negociação específica e ignora as particularidades do funcionalismo do Banco.


Fonte: Contec

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