Sempre tive uma forte inclinação para o Direito, porém circunstâncias diversas e as próprias incertezas da juventude me fizeram seguir outra carreira. Mas com a maturidade e a força dos exemplos recebidos de família, acabei percebendo ser este meu caminho, minha única verdade, minha vocação absoluta. Ainda criança aprendi as primeiras palavras em latim com meu pai, Antônio Holanda Moura que era
procurador federal. Levo também comigo os conceitos de meu bisavô, José Américo de Almeida que, formado em ciências jurídicas e sociais aos 21 anos, já falava da pluralidade das profissões que o direito inclui. Afirmava ele: “Já disse alguém que a lei é a definição dos deveres. Como preceitos ditados pela sociedade e pelas formas clássicas de ordenação jurídica, temos a verdade, a virtude, a bondade contra a corrupção, a fraude, a violência e o egoísmo. Tendo fé na justiça e praticando a justiça corrigiríamos quase todos os nossos males. Para isso dependemos das leis, mas, principalmente dos homens que a cumprem”. Eu, como meu bisavô, acredito firmemente na justiça e creio também que praticando com integridade, é possível corrigir aquilo que é injusto e promíscuo. Outro exemplo que carrego com orgulho é do meu avô, Alcides Carneiro, como advogado e membro do Ministério Publico Estadual foi um civilista brilhante. Ele colocava o coração em tudo, nas amizades, nas sentenças que proferiu quando Ministro do Superior Tribunal, nas frases que cunhou para os hospitais quando presidente do IPASE, nas campanhas políticas e nas diversas solenidades em que foi orador. Na sua lápide está escrito” Fui Juiz, se absolvi por compaixão, não condenei por fraqueza”. São estes meus maiores exemplos que, somados à minha necessidade quase vital de fazer desta profissão o meu ofício, levam-me ao dever de honrar e seguir estes legados