Agência Privilégio Boa Vista Vidigal

Agência Privilégio Boa Vista Vidigal Para quem é aventureiro e quer conhecer um pouco da historia do Vidigal. Vendo a melhor parte da Zona Sul, além da parte ecologioca preservada.

História do Vidigal

Situada de frente para o mar nas encostas do Morro Dois Irmãos, que separa os bairros Leblon e São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está localizada a favela do Vidigal. Devido à sua privilegiadíssima localização, numa das áreas mais nobres da cidade, sua história está marcada por tentativas de remoção e resistência. Durante o Primeiro Império (1822-1831), havia um major

de milícias e cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro chamado Miguel Nunes Vidigal, considerado um dos homens mais influentes do século XIX. Devido a seu prestígio, recebeu muitos presentes ao longo da vida um deles teria sido uma grande extensão de terra aos pés do Morro Dois Irmãos, onde hoje se localiza a favela. O presente teria sido dado por monges beneditinos por volta de 1820. Essa seria a origem do nome Vidigal que primeiramente batizou a praia e depois a favela. O terreno foi comprado em 1886 pelo engenheiro João Dantas, que tinha o sonho de construir ali o ponto de partida de uma linha de ferro em direção ao litoral sul fluminense. João Dantas teria gasto todo seu patrimônio no projeto que acabou não se realizando. Essa obra teria servido como base para a construção da atual Avenida Niemeyer, avenida à beira-mar que liga os bairros de Leblon e São Conrado. A ocupação do morro começou em 1941, os primeiros barracos foram construídos abaixo da Avenida Niemeyer até a praia do Vidigal, onde hoje se localiza o Hotel Sheraton, um dos hotéis cinco estrelas mais luxuosos da cidade. No ano seguinte, a Avenida Niemeyer foi estendida e iniciaram-se as ocupações na parte superior da via, no início da antiga Estrada do Tambá e atual Avenida João Goulart, que corta todo o Vidigal, se inicia na Avenida Niemeyer e sobe até o ponto mais alto da favela. No início da década de 1950, os primeiros moradores que haviam se instalado na parte baixa foram removidos para a parte situada acima da Avenida Niemeyer. Em 1958, a comunidade foi ameaçada de despejo pela primeira vez, por parte da Empresa Melhoramentos do Brasil. Formou-se uma comissão de moradores que conseguiu impedir o despejo. Nas décadas de 50 e 60, junto à urbanização dos bairros do Leblon e Ipanema, aconteceu a explosão demográfica do local. No início de 1967, o proprietário de um dos terrenos no qual a favela estava instalada entrou na justiça com uma ação de reintegração de posse. Os moradores são proibidos de fazer melhorias em suas moradias, além da proibição de construção de novas casas. Nesse mesmo ano, foi criada a Associação de Moradores do Vidigal. Sua primeira conquista foi a permissão da Região Administrativa para consertar os barracos. Porém, em contrapartida, a própria associação deveria fiscalizar para que novos barracos não fossem construídos. Por essa razão e também pelo pouco apoio da comunidade, a associação teve sua atuação esvaziada. Não podemos esquecer que nessa época o Brasil vivia uma ditadura militar. Muitos presidentes de associações foram presos ou desapareceram na medida em que se recusavam a apoiar as remoções e entravam em enfrentamento com o Estado ditatorial. Em 1968 foi iniciada a construção do Hotel Sheraton. A companhia que administrava o hotel ainda tentou privatizar a pequena praia, situada embaixo do local onde está o hotel, mas os moradores ganharam na justiça o direito da frequentá-la. Após alguns anos de tranquilidade, no final dos anos 70, o risco voltou a rondar a comunidade, quando parte do terreno foi vendido à empresa Rio Towers para a construção de outro hotel de luxo na área. Em dezembro de 77, os moradores foram surpreendidos por equipes da prefeitura enviadas a fim de derrubar os primeiros barracos e levar as famílias para Antares, um dos conjuntos habitacionais financiado pelo BNH (Banco Nacional da Habitação) durante a ditadura militar. A associação de moradores agiu energicamente junto ao advogado Aloísio Teixeira e conseguiu uma ordem judicial que adiou as remoções. Esse adiamento serviu para que os moradores fossem procurar e conseguissem apoio da Pastoral de Favelas da Igreja Católica para as reuniões e oferecendo assistência financeira para os custos do processo. Maria Christina Sá, assessora do cardeal Dom Eugenio Salles na época, que também se pronunciou contrário a remoção, afirma: “O Colégio Stella Maris teve participação importantíssima lá foram feitas todas as reuniões, abrigadas as pessoas necessitadas, recolhido os donativos – era realmente um ambiente de verdadeira fraternidade.” - Estudo das Características Socioeconômicas e as Aspirações dos Moradores da Comunidade do Vidigal, 1999:16. O argumento utilizado pela prefeitura para as remoções seria o alto risco de desabamentos no local, os moradores, entretanto, descobriram o projeto de construção de um hotel. Quando o projeto veio a público, foi um escândalo. Os moradores ganharam apoio político e popular contra as remoções. Advogados, jornalistas, diversos grupos ligados à Igreja, artistas e cantores apoiaram os moradores. O cantor Sérgio Ricardo, que na época morava na favela, participou da resistência, e Ney Matogrosso fez um show beneficente no pátio do Stella Maris para ajudar a associação. A advogada Elyana Athayde, que fez parte da equipe formada pelos juristas Sobral Pinto e Bento Rubião, ambos advogados da Pastoral de Favelas, relata: “lembro como se fosse hoje quando Armando de Almeida Lima, presidente da associação de moradores na época, nos procurou para pedir ajuda. Os moradores já haviam tentado tudo, até colocar crianças na rua para evitar a destruição dos barracos” (Monteiro, 2002). Após a reunião dos dirigentes da associação de moradores com os advogados da Pastoral de Favelas, os moradores garantiram assistência jurídica e a proteção judicial para manter suas casas O Colégio Stella Maris entra em cena nesse momento, cedendo espaço físico. Em meados de 1978 foi aprovado o decreto de desapropriação para fins sociais, assinado pelo recém-empossado governador Chagas Freitas, colocando um fim à disputa e afastando o perigo de novas tentativas de remoção. Dois anos depois, o Papa João Paulo II faz uma histórica visita ao Vidigal, “onde faz um sermão enfatizando o compromisso da Igreja com os pobres e chamando atenção dos ricos para as desigualdades sociais” (Cavalcanti, 2003:21), tão visíveis no Rio de Janeiro, onde pobres e ricos dividem o mesmo espaço geográfico. Devido à visita papal, o Vidigal recebeu algumas obras de melhorias. Como já foi dito anteriormente, durante a década de 80 as favelas do Rio de Janeiro conheceram outro problema: a invasão do tráfico de drogas. No Vidigal não foi diferente. A facção criminosa Comando Vermelho se instalou na favela, impondo sua ordem. Os moradores passaram a viver um período sinistro, que perdura até hoje, ficando no violento fogo cruzado entre traficantes e policiais. O censo do IBGE (2000) revela que o Vidigal tem uma população de 9.349 pessoas. Segundo o sociólogo Luiz César de Queiroz Ribeiro (2002), com base nos dados do IBGE, na última década a população do Vidigal cresceu 9%, passando de 8.580 para os valores atuais. Essa população está dividida em 3.235 domicílios, dos quais 79% são imóveis próprios, índice alto comparado aos dados da cidade como um todo. A favela conta com os seguintes prédios institucionais de órgãos públicos: um posto de saúde; uma escola municipal – Djalma Maranhão; uma escola estadual – Almirante Tamandaré; uma creche comunitária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; e um CEMASI – Centro Municipal de Atendimento Social Integrado. Miguel Nunes Vidigal

Foi o primeiro brasileiro nato a ser um dos comandantes das forças militares do recém-formado Reino unido Brasil Portugal e Algarves. Em 1791 Era Capitão do regimento de cavalaria, responsável pela guarda do Conde de Resende, vice rei do brasil. Com a criação da então divisão de policia do Estado do Rio de Janeiro em 1809, embrião da atual policia militar do estado do Rio de Janeiro. Foi indicado subcomandante, ao comando de José Rabello que já era que já era membro da guarda real de Policia de Lisboa e que acabou regressando a Portugal acompanhando o Rei Don João em seu regresso a Portugal. Em abril de 1821 chega ao comando da corporação e em 1823 pede reforma. Vidigal era perseguidor feroz dos candomblés, rodas de samba e principalmente dos capoeiras ao qual dava uma surra que chamava ceia dos camarões, era temido até por seus comandados. Morreu em 1843 aos 98 anos aos pés do Morro Dois Irmãos nas terras que dão nome ao bairro carioca do Vidigal ao qual recebeu em 1809 dos monges beneditinos, foi durante muitos anos mais que o chefe, o dono da polícia colonial. Foi imortalizado na obra do escritor Antônio Almeida que escreveu “Memórias de um Sargento de milícias”. Habilidoso nas diligencias, perverso e ditatorial nas torturas, era o terror das classes desprotegidas.

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Telefone

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