Política Nacional das Artes

Política Nacional das Artes A Política Nacional das Artes (PNA) tem como objetivo principal implementar políticas públicas estruturantes e duradouras para as artes brasileiras.

Em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura (MinC), entre 2008 e 2010, Juca Ferreira se orientou por uma ideia de cultura diretamente vinculada a de democratização da sociedade brasileira. Seguindo esse pensamento e na busca do fortalecimento dessa ideia, na atual gestão o ministro identificou a necessidade de atuar com igual vigor no campo das artes, estabelecendo para ele um conjunt

o de políticas públicas e revitalizando sua principal instituição, a Fundação Nacional de Artes (Funarte). E foi exatamente dessa percepção que surgiu a proposta do processo de construção da Política Nacional das Artes (PNA), cujo objetivo principal é a implementação de políticas públicas atualizadas, fundamentadas e duradouras para as artes, então divididas nas seguintes linguagens: artes visuais, circo, dança, literatura, música e teatro.articuladores

Dessa maneira, a estrutura de trabalho da PNA foi e é capitaneada pelo MinC e pela Funarte, através de um Comitê Executivo formado por: ministro Juca Ferreira; secretário executivo do MinC, João Brant; secretário de políticas culturais do Minc, Guilherme Varella; assessor especial do MinC, Adriano de Angelis; presidente da Funarte, Francisco Bosco, e; diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Leonardo Lessa. Como parte fundamental da estrutura da PNA, foram escolhidos Articuladores para cada linguagem e selecionados, via edital, Consultores responsáveis por acompanhar e auxiliar os processos de cada setor. Os articuladores e os consultores serão responsáveis pela pesquisa, análise, sistematização e elaboração das informações produzidas nas viagens da Caravana das Artes e no acúmulo de experiências e conteúdo elaborados pelos Planos Setoriais dos Colegiados Setoriais por diversos segmentos das artes nos últimos 10 anos. Aos articuladores, cabe também a missão de fazer a mediação entre os agentes da sociedade civil de suas respectivas linguagens e os eixos de ação propostos pelas instancias governamentais que orientam o projeto (Ministério da Cultura e Funarte), além de definir temas e composição dos seminários, pautar encontros setoriais, sistematizar e consolidar os resultados das discussões aí realizadas. No final de 2015, a sistematização e consolidação de todas essas informações servirá de base para a elaboração de políticas públicas consistentes e duradouras para as artes brasileiras. Assim, o trabalho iniciado há dez anos pelas então Câmaras Setoriais, depois aprofundado e amadurecido pelos Colegiados Setoriais, finalmente será encaminhado, em 2016, à etapa de tentativa de sua implementação, objetivo de todo o processo. Funarte

Como correlato indispensável à PNA, haverá uma reestruturação da Funarte. Criada em 1976, a Funarte – então Fundação Nacional de Arte – teve em sua década inicial um período bem sucedido no cumprimento de suas atribuições: formular, coordenar e executar programas de incentivo às artes; documentar e preservar a memória das artes; difundir e circular obras e artistas pelo território nacional. Extinta logo no início do governo Collor, e recriada em 1994, a Funarte entrou em um processo de enfraquecimento institucional, perdendo a capacidade de atender às necessidades do campo das artes em âmbito nacional. Diretamente ligada à PNA está portanto a reestruturação da Funarte, no sentido de tornar a instituição capaz de atender às suas atribuições.

“O processo de construção da Política Nacional das Artes atravessará toda a presente gestão – e, idealmente, seguirá para além dela. A complexidade e a multiplicidade da tarefa obrigam ao pensamento de médio e longo prazos, e também a uma perspectiva de ações estruturantes de caráter transversal às linguagens artísticas e outras de caráter setorial, respeitando às especificidades das linguagens, que possuem demandas distintas entre si”, explica o presidente da Funarte, Francisco Bosco.

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21/05/2016

Leia o relatório de atividades desenvolvidas pela Política Nacional das Artes durante o período de março de 2015 até maio de 2016!

Leia o relatório de atividades desenvolvidas pela Política Nacional das Artes durante o período de março de 2015 até maio de 2016.

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20/05/2016

"Não acredito que um governo conservador, regressivo e ilegítimo, como esse que está tentando se consolidar, tenha a grandeza para compreender a importância desse conjunto de iniciativas culturais da própria população"

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19/05/2016

Trabalhos de desenvolvimento das diretrizes da Política Nacional das Artes foram realizados entre março de 2015 a maio de 2016.

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19/05/2016

"A cultura, para Estados fortes, subsiste como um eixo transversal estratégico que permeia todos os outros campos de atuação de uma nação: da economia às relações exteriores, do ambiental ao esportivo.

Basta creditar que a cultura nunca ficou relegada a um papel de desdém para Roma, França, Japão ou, claro, Estados Unidos. Decretar que um Ministério que não chega a ter 0,2% do orçamento da União –quando o recomendado pela Unesco é de 1%, pelo menos– estará minimizado a uma secretaria é reduzir drasticamente o papel de protagonista que o Brasil sempre almeja e, por conseguinte, subtrair do brasileiro o conhecimento de si mesmo".

Parafraseando Antonio Candido no prefácio de "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Hollanda, "a certa altura da vida, vai ficando possível dar balanço no passado sem cair em autocomplacência, pois o nosso testemunho se torna registro da experiência de muitos". Distante da dicotomia política que e...

Tendo se orientado, em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura (MinC), por uma ideia abrangente de Cultura...
18/05/2016

Tendo se orientado, em sua primeira gestão à frente do Ministério da Cultura (MinC), por uma ideia abrangente de Cultura, que norteou a formulação e implementação de diversos programas e ações – e que representaram uma transformação profunda na institucionalização do MinC e no conjunto de suas atribuições, Juca Ferreira identificou a necessidade de, em sua segunda passagem pela pasta, atuar com igual vigor no campo das Artes, estabelecendo para ele um conjunto de políticas públicas e revitalizando sua principal instituição, a Fundação Nacional de Artes – Funarte.

Dessa percepção surgiu o processo de construção da Política Nacional das Artes (PNA), cujo objetivo primordial é a implementação de políticas públicas atualizadas, fundamentadas e duradouras para as artes. Para tanto, o processo de construção da PNA envolveu gestores públicos, profissionais contratados, colegiados setoriais, artistas, produtores e sociedade civil em geral e teve como base inicial os Planos Setoriais dos Colegiados Setoriais do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), bem como todo o acúmulo de experiências no âmbito das instâncias de participação popular constituídas e legitimadas ao longo dos últimos anos de organização dos diversos segmentos das artes.

Em maio de 2016, com o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff e a extinção do Ministério da Cultura, o percurso da Política Nacional das Artes foi violenta e bruscamente interrompido. O processo atravessava um momento de transição: a entrega das propostas de programas setoriais formulados pelos Articuladores de cada linguagem e a consolidação das reflexões sobre os eixos transversais em programas e ações estruturantes. O próximo passo do planejamento seria a análise, aprimoramento e validação desse material pelo corpo de servidores da Funarte e do MinC, pelos Colegiados Setoriais e, como etapa final, pela sociedade civil, através de encontros presenciais e consultas públicas.

É importante salientar que o processo da Política Nacional das Artes estava previsto para atravessar toda a gestão do Ministério da Cultura (2015-2018), com uma consequente e profunda reformulação institucional da Funarte.

Em virtude da interrupção abrupta deste processo, faz-se necessário e urgente tornar públicas todas as reflexões e documentos produzidos em seu primeiro ano. Ainda que as formulações aqui construídas estejam em fase bastante lacunar, o Comitê Executivo da PNA, como sua última ação, transfere para a sociedade civil a responsabilidade de provocar-se com essas reflexões, apropriar-se desse processo, fazendo dessas ideias e informações um instrumento de luta.

Confira aqui o Relatório de Atividades da Política Nacional das Artes 👉 http://goo.gl/CBqS3A

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17/05/2016

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"Há dois erros gravíssimos. O primeiro é desarticular um Ministério da Cultura que em todos os países do mundo - como na França - é um eixo fundamental do desenvolvimento. O outro é desarticular o da Educação",

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17/05/2016

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17/05/2016

"A extinção do MinC é jogar a cultura para o toma lá da cá que tanto queremos superar no desenvolvimento do país. Temer se demonstra, rapidamente, pior do que Dilma com a cultura. Ele pode ficar apenas seis meses no cargo, é um interino, não pode agir feito um rei".

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17/05/2016

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15/05/2016

"A única certeza que Temer parece ter sobre a Cultura é que ela deve ser rebaixada. Não há nenhuma visão além disso. Isso parece ter menos a ver com economia de custos e mais com a combinação de um fetiche pela diminuição de ministérios e de um desprezo pela pauta. Qual a diferença entre um Ministério e uma Secretaria Nacional, na prática? O Ministério da Cultura tem um volume de processos muito grande, não tem como abrir mão de uma estrutura administrativa própria. Vão economizar o equivalente a um salário de ministro, 30 mil reais por mês. Mas qual será o resultado dessa economia? Um órgão mais fraco, com menos voz dentro e fora do governo, e provavelmente condições piores do ponto de vista orçamentário e financeiro".

"A única certeza de Temer sobre a Cultura é que deve ser rebaixada." A avaliação é de João Brant, secretário executivo do Ministério da Cultura até a saída do ministro Juca Ferreira e o reba...

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14/05/2016

"Nós, que fazemos da nossa a alma desse País, desejamos que o Brasil saiba redimensionar sua imensa capacidade de gerar recursos para educação, saúde, segurança e para todos os projetos sociais e econômicos necessários ao crescimento da nação sem que se sacrifique um dos seus maiores patrimônios: a nossa Cultura".

Associações, formadas por Caetano Veloso, Leoni e outros, lamentam fusão

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Rio De Janeiro, RJ

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