Estella Bursztejn - Advocacia e Consultoria

Estella Bursztejn - Advocacia e Consultoria Escritório de advocacia com atuação na área do Direito do Consumidor, Cível, Família e Sucessões

Quando decidi abrir meu próprio escritório, havia uma escolha muito clara para mim: eu não queria reproduzir um modelo d...
22/05/2026

Quando decidi abrir meu próprio escritório, havia uma escolha muito clara para mim: eu não queria reproduzir um modelo de advocacia baseado apenas em volume.

Em áreas como família e sucessões, processos não envolvem apenas documentos, prazos ou patrimônio. Envolvem histórias pessoais, desgaste emocional, relações familiares complexas e decisões que frequentemente impactam gerações.

Por isso, construí uma atuação mais próxima, estratégica e personalizada.

Um modelo em que cada caso recebe tempo, análise e condução compatíveis com a importância que ele realmente tem para quem está vivendo aquela situação.

Na prática, isso signif**a acompanhamento direto, comunicação sem intermediários e uma advocacia pensada com profundidade, não em escala industrial.

Esse formato não busca atender o maior número possível de pessoas. Busca oferecer um nível de atenção que determinadas demandas simplesmente exigem.

Questões familiares e patrimoniais raramente combinam com condução apressada. E quase nunca permitem soluções genéricas.

Tem uma situação que aparece no meu escritório com uma frequência que ainda me surpreende: casais que vivem juntos há an...
20/05/2026

Tem uma situação que aparece no meu escritório com uma frequência que ainda me surpreende: casais que vivem juntos há anos, que construíram patrimônio, que talvez já tenham filhos e que nunca pararam para pensar em qual regime de bens rege a relação deles.

A resposta, na ausência de qualquer documento, é sempre a mesma: a lei decide. E a lei aplica a comunhão parcial de bens, que pode não refletir em nada o que os dois sempre quiseram ou imaginaram.

O contrato de convivência, para quem está em união estável e o pacto antenupcial, para quem vai casar, existem para mudar isso. Eles permitem que o casal faça uma escolha consciente sobre o que é de cada um, o que é dos dois e como uma eventual separação seria tratada, antes que exista qualquer motivo para essa conversa ser difícil.

Organizar isso agora, quando tudo está bem, é muito mais simples do que tentar resolver quando as circunstâncias mudaram.

Existe uma pergunta que muita gente me faz quando descobre que o inventário pode ser feito em cartório, sem processo jud...
18/05/2026

Existe uma pergunta que muita gente me faz quando descobre que o inventário pode ser feito em cartório, sem processo judicial: “Mas e se um dos herdeiros não concordar?”

É uma dúvida legítima e mais comum do que parece. Porque a morte de alguém raramente chega sozinha. Ela vem acompanhada de luto, de cansaço, de velhas tensões que a família inteira fingia que não existiam. E, de repente, precisam decidir juntos sobre bens, sobre valores, sobre partilha, no momento em que menos têm condições de fazer isso.

O que eu aprendi, ao longo de muitos anos é que nem todo conflito é irresolvível. Muitas vezes, o que parece uma briga sobre dinheiro é, na verdade, uma briga sobre reconhecimento, sobre afeto, sobre coisas que nunca foram ditas. E quando existe espaço para essa conversa acontecer, com cuidado e com a orientação certa, o acordo que parecia impossível se torna possível.

O inventário extrajudicial continua sendo o caminho mais humano para uma família em luto. Chegar até ele, às vezes, exige paciência e escuta antes de qualquer documento.

Revirando caixas e fotos antigas, achei uma passagem aérea de 1998.Naquela época, eu tinha apenas 3 anos e já viajava so...
17/05/2026

Revirando caixas e fotos antigas, achei uma passagem aérea de 1998.

Naquela época, eu tinha apenas 3 anos e já viajava sozinha nas férias escolares para passar temporadas com o meu pai. Meus pais haviam se separado quando eu tinha 1 ano de idade e, pouco tempo depois, eu já convivia também com a minha madrasta.

Hoje, olhando para trás, percebo o quanto a minha própria história moldou a forma como eu enxergo o Direito de Família.

Porque família nunca foi, para mim, um conceito engessado. Sempre foi adaptação, construção de vínculos e adultos tentando fazer dar certo apesar das dores, das mudanças e das distâncias.

Minha madrasta, inclusive, às vezes sentia tanta saudade que viajava até a cidade onde eu morava apenas para me ver e f**ava hospedada na nossa casa. E isso diz muito.

Nem toda separação destrói uma família. Algumas apenas transformam a forma como ela existe.

Talvez por isso eu tenha tanta convicção de que processos familiares não deveriam ser conduzidos como guerras de ego. Existe uma criança observando tudo. Existe uma memória afetiva sendo construída no meio do conflito.

E, sinceramente, poucas coisas me incomodam mais do que adultos tão ocupados em vencer um ao outro que esquecem de preservar o que a criança vai carregar para o resto da vida.

Tem uma coisa que nenhuma faculdade ensina e que faz toda a diferença no tipo de trabalho que eu faço: saber ouvir o que...
15/05/2026

Tem uma coisa que nenhuma faculdade ensina e que faz toda a diferença no tipo de trabalho que eu faço: saber ouvir o que está por trás do problema jurídico.

Porque o cliente que chega com uma questão de inventário muitas vezes está, na verdade, tentando atravessar um luto que ainda não processou. O casal que quer o divórcio pode ter questões não resolvidas que vão contaminar qualquer acordo feito com pressa. A família que precisa organizar a herança pode nunca ter tido a conversa que esse processo exige.

Quando eu ignoro essa camada e vou direto para a solução técnica, posso até entregar um documento juridicamente correto, mas ele não vai resolver o problema de verdade e vai voltar, meses depois, de outra forma.

Por isso o meu atendimento começa pela escuta. Não porque eu seja terapeuta, mas porque entender o que está acontecendo de verdade é o que torna possível encontrar o melhor caminho. E na maioria dos casos, esse caminho existe, é mais simples do que parece e não precisa destruir nada pelo caminho.

Quando um casal chega até mim já decidido, já conversado, já de acordo com tudo, a primeira coisa que muitos perguntam é...
14/05/2026

Quando um casal chega até mim já decidido, já conversado, já de acordo com tudo, a primeira coisa que muitos perguntam é: “mas se não tem briga, ainda precisa de advogado?”

Precisa. E não por uma questão burocrática.

O divórcio extrajudicial exige a presença de um advogado porque um acordo que parece completo pode ter lacunas que só aparecem meses depois, quando um dos dois tenta vender um imóvel que ficou em nome dos dois, acessar uma conta que ninguém lembrou de mencionar ou quando as circunstâncias mudam e o que foi combinado já não funciona mais.

O que eu faço num divórcio extrajudicial não é representar um lado contra o outro. É revisar o acordo com atenção ao que pode dar errado no futuro, orientar os dois sobre seus direitos e garantir que o documento que vai ao cartório seja sólido o suficiente para realmente encerrar esse ciclo.

Um divórcio bem feito não é apenas o que acontece rápido. É o que não precisa ser reaberto.

Tem uma conversa que quase ninguém quer ter, não porque seja difícil do ponto de vista jurídico, mas porque tocar no ass...
11/05/2026

Tem uma conversa que quase ninguém quer ter, não porque seja difícil do ponto de vista jurídico, mas porque tocar no assunto parece antecipar algo que a gente prefere deixar para depois.

Só que “depois” nem sempre chega do jeito que a gente imagina. E quando chega de surpresa, quem f**a precisa tomar decisões que deveriam ter sido suas, muitas vezes no meio do luto, muitas vezes sem nenhuma orientação sobre o que você teria querido.

O testamento existe para isso. Não para quem tem muito patrimônio, não para quem está doente, não para quem está velho. Para qualquer pessoa que queira garantir que o que construiu chegue a quem ela escolheu, do jeito que ela escolheu.

É um ato de cuidado. E é muito mais simples de fazer do que a maioria das pessoas imagina.

Hoje eu não queria falar de metas, de produtividade, de dar conta. Queria falar daquilo que quase ninguém vê.Mãe vive em...
10/05/2026

Hoje eu não queria falar de metas, de produtividade, de dar conta. Queria falar daquilo que quase ninguém vê.

Mãe vive em estado de atenção. Mesmo quando está sentada, está em alerta. Mesmo quando ri, calcula. Mesmo quando descansa, escuta. Existe um tipo de cansaço que não é só físico, é mental. Um cansaço feito de repetição, de responsabilidade e de amor com peso.

Também existe uma culpa discreta que tenta governar tudo. Culpa por trabalhar, culpa por não trabalhar, culpa por ter paciência, culpa por perder a paciência. E, no meio disso, a gente vai aprendendo do jeito mais difícil que o perfeito é uma armadilha. O que sustenta a casa não é impecabilidade. É presença. É constância. É o jeito como o olhar acalma, como a voz acolhe, como o corpo vira refúgio.

Se ninguém te disse hoje, eu digo: você não precisa provar amor se destruindo. Você não precisa merecer descanso. Você não precisa carregar sozinha para ser considerada forte. Pedir ajuda não diminui. Pausar não desonra. Cuidar de você não é egoísmo, é o que permite continuar.

Eu desejo que você seja tratada com a mesma gentileza que oferece. Que alguém perceba o que você faz sem que você precise explicar. Que você se permita ser humana, com dias bons e dias difíceis, sem transformar isso em dívida.

Feliz Dia das Mães.

Tem uma cena que se repete no meu escritório: a família acabou de perder alguém, está no meio do luto e descobre que ain...
08/05/2026

Tem uma cena que se repete no meu escritório: a família acabou de perder alguém, está no meio do luto e descobre que ainda precisa resolver uma lista enorme de questões jurídicas antes de conseguir seguir em frente. O inventário, para muita gente, virou sinônimo de processo longo, caro e desgastante e, na maioria dos casos, não precisa ser assim.

O inventário extrajudicial, feito em cartório, está disponível para famílias em que todos os herdeiros estão de acordo com a partilha. Ele é mais rápido, mais barato e infinitamente menos desgastante do que o caminho judicial, especialmente num momento em que a família já está lidando com o luto.

O que torna esse caminho possível, na maioria dos casos, não é a ausência de conflito, mas a presença de um advogado que consiga conduzir a conversa entre os herdeiros antes que o conflito se instale. O papel do profissional aqui não é o de representar um lado, mas o de garantir que a partilha seja justa, segura e definitiva para todos.

O inventário judicial pode levar anos. O extrajudicial, quando bem conduzido, pode ser resolvido em semanas. Essa diferença começa muito antes do cartório.

Existe uma resistência muito particular em torno do pacto antenupcial, como se colocar as regras no papel antes de casar...
06/05/2026

Existe uma resistência muito particular em torno do pacto antenupcial, como se colocar as regras no papel antes de casar fosse, de alguma forma, antecipar o fim do que está começando.

O que eu vejo na prática é o oposto. Os casais que chegam até mim para fazer um pacto estão, em geral, num momento de clareza e de cuidado mútuo. Eles entenderam que conversar sobre patrimônio, sobre o que cada um traz para o casamento e sobre como gostariam de lidar com isso, é uma forma de respeito, não de desconfiança.

O regime de comunhão parcial de bens, que é aplicado automaticamente para quem casa sem nenhuma escolha formal, pode não refletir a realidade do casal. Um dos dois pode ter uma empresa, um imóvel herdado, investimentos construídos ao longo de anos. O pacto existe justamente para que essa realidade seja considerada, e não apagada pelo padrão da lei.

Conversar sobre dinheiro antes de casar não enfraquece uma relação. É, muitas vezes, uma das conversas mais honestas que um casal pode ter.

Comecei minha carreira como assessora de juiz numa Vara de Família e Sucessões, ainda nos primeiros anos depois de forma...
04/05/2026

Comecei minha carreira como assessora de juiz numa Vara de Família e Sucessões, ainda nos primeiros anos depois de formada. Naquela época, eu via o direito de um lado muito específico, o lado de quem aplica a lei depois que o conflito já chegou ao seu estágio mais difícil.

Foi essa experiência que me ensinou, antes de qualquer outra coisa, que o melhor momento para resolver uma questão de família ou de herança é antes que ela vire um processo. Não porque o Judiciário não funcione, mas porque o caminho extrajudicial, quando possível, é mais rápido, menos desgastante e preserva o que muitas vezes importa mais do que o resultado jurídico: as relações.

Hoje construí um escritório em torno dessa convicção. Atendo presencialmente no Rio de Janeiro e em todo o Brasil de forma online, sempre com o mesmo cuidado e a mesma escuta que acredito serem inegociáveis em questões que envolvem família e patrimônio.

Essa é a advogada que eu escolhi ser.

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