Estella Bursztejn - Advocacia e Consultoria

Estella Bursztejn - Advocacia e Consultoria Escritório de advocacia com atuação na área do Direito do Consumidor, Cível, Família e Sucessões

Pai, eu ainda não tenho palavras… Sem que eu percebesse, hoje pela manhã naquele leito de hospital, eu pude me despedir,...
23/08/2026

Pai, eu ainda não tenho palavras… Sem que eu percebesse, hoje pela manhã naquele leito de hospital, eu pude me despedir, te cheirar, beijar, dizer o quanto eu te amo e quanto a tua garra me enche de orgulho. Resiliente, guerreiro, esforçado, trabalhador… A força de uma fênix.

Na tradição judaica, falecer no shabat é um sinal de grande retidão e pureza espiritual. Muito embora eu te quisesse aqui eternamente (o senhor tinha me prometido que o seu contrato era vitalício), não haveria um outro dia que combinasse com a tua personalidade.

Não sei como as coisas serão daqui pra frente, tá doendo demais, mas eu peço a Deus que te receba de braços abertos, onde não há dores, nem doenças. Vó Ida e Vô Iser vão matar a saudades de vc! Até um dia, pai! Te amo eternamente ❤️🙏🏻

Tem uma conversa que a maioria dos filhos adultos evita ter com os pais.Não por falta de cuidado. Talvez justamente pelo...
12/08/2026

Tem uma conversa que a maioria dos filhos adultos evita ter com os pais.

Não por falta de cuidado. Talvez justamente pelo contrário.

Falar sobre o futuro signif**a admitir que os pais vão envelhecer, que talvez precisem de ajuda para tomar decisões e que pode chegar um momento em que a família terá de decidir sobre questões que nunca foram conversadas.

Enquanto todos estão bem, parece cedo demais. Quando alguma coisa acontece, muitas vezes já é tarde para perguntar.

Então o assunto vai sendo adiado à espera do momento certo, de uma ocasião menos desconfortável, de uma necessidade concreta.

Mas algumas das decisões mais difíceis de uma família se tornam muito mais simples quando certas conversas aconteceram antes.

Planejar não é antecipar um problema. É evitar que, quando ele surgir, as pessoas que você ama precisem adivinhar o que você gostaria que fosse feito.

Quando comecei a advogar, achava que ser uma boa advogada signif**ava conhecer as respostas.Com o tempo, descobri que um...
11/08/2026

Quando comecei a advogar, achava que ser uma boa advogada signif**ava conhecer as respostas.

Com o tempo, descobri que uma parte muito mais difícil do trabalho está em saber fazer as perguntas certas.

Aprendi que nem todo conflito precisa virar processo. Que ganhar uma discussão jurídica nem sempre signif**a resolver um problema e que, principalmente em Direito de Família e Sucessões, aquilo que chega à mesa raramente cabe inteiro dentro de um processo.

Há relações, histórias, medos, patrimônio, filhos, pais envelhecendo, irmãos que precisam continuar sendo irmãos depois de uma partilha.

Talvez por isso minha relação com a advocacia tenha mudado tanto ao longo dos anos.

Hoje sou mais criteriosa com os casos que assumo, mais interessada em compreender antes de responder e muito menos impressionada com soluções juridicamente brilhantes que não funcionam para a vida de quem está do outro lado da mesa.

Também aprendi que exercer essa profissão por tantos anos não signif**a deixar de ser afetada pelas histórias que chegam até mim. Signif**a aprender a acolhê-las sem perder a clareza necessária para conduzi-las.

Neste 11 de agosto, quando penso na advogada que começou e na que sou hoje, percebo que não perdi o entusiasmo pela profissão.

Só mudei o lugar onde procuro fazer diferença e gosto muito mais da advocacia que exerço hoje.

Existe uma conversa que quase toda família adia.Não porque falte amor, mas porque iniciá-la signif**a reconhecer que os ...
04/08/2026

Existe uma conversa que quase toda família adia.

Não porque falte amor, mas porque iniciá-la signif**a reconhecer que os pais envelhecem, que um dia poderão precisar de ajuda para tomar decisões e que a vida nem sempre acontece como imaginamos.

Enquanto todos estão bem, sempre parece cedo demais.

Então o assunto f**a para depois.

Só que algumas conversas não existem para resolver problemas. Elas existem justamente para evitar que eles se tornem maiores quando a família estiver emocionalmente mais vulnerável.

Falar sobre quem poderá decidir em uma situação de incapacidade, conhecer a vontade dos pais, organizar documentos ou compreender como eles desejam que determinadas escolhas sejam conduzidas não acelera o futuro.

Apenas evita que, no momento mais difícil, a família precise decidir no escuro.

Às vezes, uma conversa de hoje é o maior cuidado que podemos oferecer para o amanhã.

03/08/2026

Ninguém está preparado pra perder alguém e, no dia seguinte, ter que decidir o que fazer com a conta do banco, o carro, o apartamento.

O luto ainda nem sentou direito e já chega o resto: quem assina o quê, quem pode vender, quem precisa autorizar.

Boa parte das famílias imagina anos de processo. Advogados brigando, audiências marcadas, um documento atrás do outro.

Mas quando não há disputa e a partilha entre os herdeiros é igual, existe um caminho direto em cartório. Mais rápido, mais simples, sem juiz no meio.

O que muda o resultado não é o tamanho do patrimônio. É a forma como a família decide agir logo no começo.

03/08/2026

Ela nunca quis fazer um testamento.

Não porque não se importasse com a família.

Mas porque acreditava que falar sobre sucessão era antecipar um sofrimento que ainda estava distante.

Essa é uma ideia muito comum. E, justamente por isso, tantas famílias acabam tomando decisões importantes apenas quando já estão vivendo uma perda.

Planejamento sucessório não é um exercício sobre a morte.

É um exercício de responsabilidade.

É decidir, enquanto você pode, como deseja proteger seu patrimônio, evitar conflitos entre os seus familiares e preservar aquilo que levou uma vida inteira para construir.

Porque existe uma diferença enorme entre deixar bens e deixar segurança.

E essa diferença quase sempre é construída muito antes de ela se tornar necessária.

Laura acreditava que o apartamento estava completamente protegido.Ela o havia adquirido antes do casamento e, por isso, ...
02/08/2026

Laura acreditava que o apartamento estava completamente protegido.

Ela o havia adquirido antes do casamento e, por isso, nunca imaginou que precisaria conversar sobre patrimônio antes de dizer “sim”.

Anos depois, quando o casamento chegou ao fim, descobriu que a análise jurídica era muito mais ampla do que simplesmente perguntar quem havia comprado o imóvel.

A forma como o patrimônio foi construído durante a união, o regime de bens escolhido e diversos outros aspectos podem influenciar os efeitos patrimoniais de um divórcio. Por isso, respostas prontas raramente funcionam em situações como essa.

É justamente aí que entra o pacto antenupcial.

Muitas pessoas acreditam que ele existe apenas para quem deseja adotar a separação total de bens ou para casais que desconfiam um do outro. Na realidade, ele é um instrumento de planejamento patrimonial. Permite que o casal compreenda os efeitos do regime escolhido e, quando a lei autoriza, estabeleça regras compatíveis com a sua realidade.

Conversar sobre patrimônio antes do casamento não signif**a esperar pelo divórcio. Signif**a construir o casamento com mais clareza, previsibilidade e segurança.

Você já saiu de uma consulta jurídica com a sensação de que ninguém realmente entendeu o seu problema?Se a resposta for ...
31/07/2026

Você já saiu de uma consulta jurídica com a sensação de que ninguém realmente entendeu o seu problema?

Se a resposta for sim, você não está sozinho.

Em questões de família e sucessões, quase nunca a dúvida é apenas jurídica. Ela costuma vir acompanhada de anos de convivência, expectativas frustradas, culpa, medo, conflitos antigos e decisões que precisam preservar relações importantes.

Quando a conversa começa pela solução, antes da compreensão do contexto, é comum que o cliente saia com respostas técnicas, mas ainda sem segurança sobre qual caminho faz sentido para a própria família.

É por isso que, antes de falar em divórcio, inventário, guarda ou partilha, eu procuro entender a história por trás da pergunta. Muitas vezes, a questão jurídica é apenas a parte visível de um problema muito maior.

Um bom aconselhamento não começa no Código Civil. Começa na escuta. Porque a estratégia certa só existe quando o problema foi compreendido por inteiro.

Você já saiu de uma conversa com a sensação de que estava tudo resolvido e, algum tempo depois, descobriu que cada pesso...
29/07/2026

Você já saiu de uma conversa com a sensação de que estava tudo resolvido e, algum tempo depois, descobriu que cada pessoa tinha entendido o acordo de um jeito diferente?

Em questões de família, isso acontece com mais frequência do que imaginamos.

No momento da conversa, todos estão de boa-fé. O casal acredita que definiu a partilha. Os herdeiros têm certeza de que chegaram a um consenso. Mas nem sempre aquilo que ficou claro para uma pessoa foi compreendido da mesma forma pela outra.

O problema não costuma aparecer na assinatura. Surge quando chega o momento de cumprir o acordo e aparecem dúvidas que poderiam ter sido evitadas com um documento mais preciso.

É por isso que o meu trabalho não é apenas formalizar o que foi decidido. É antecipar situações, esclarecer expectativas e transformar um consenso em um acordo capaz de continuar funcionando quando as circunstâncias mudarem.

Porque um bom acordo não protege apenas o patrimônio. Ele também protege as relações que as partes desejam preservar.

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