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11/08/2019

Luz mais cara em agosto: veja como economizar.

Em agosto a conta de luz f**ará mais cara, com bandeira tarifária vermelha, patamar 1, tendo um acréscimo de R$ 4,00 para cada 100 kW/h consumidos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a justif**ativa do aumento este mês se deve ao período de seca nas principais bacias hidrográf**as do país.

Geralmente esse é um valor que poucos se atentam, mas que pode causar danos nas finanças das famílias, porém, por mais que sempre escutássemos nossas mães gritando para apagarmos a luz, nunca o impacto no bolso foi tão grande, principalmente com aumentos recentes na cobrança desse serviço. Em julho, a bandeira tarifária era amarela, com acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kW/h consumidos.

Mesmo para quem já tem o hábito de poupar, esse é o momento de redobrar o cuidado para que não haja susto na hora de pagar a conta. Veja abaixo algumas orientações de consumo consciente que podem fazer a diferença na ponta do lápis:

De olho no chuveiro

Segundo dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), o chuveiro elétrico é um dos grandes vilões no preço da conta de luz, representando cerca de 25% do valor em uma casa com quatro pessoas. Por isso é preciso sempre f**ar atento à duração dos banhos diários, mesmo que no inverno, principalmente das crianças, que aproveitam para se divertir nesse momento.

Substitua as lâmpadas

Outra medida que pode fazer a diferença é substituir as lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED, que além de economizar muito mais energia, iluminam melhor e têm uma durabilidade maior, sem a necessidade de serem trocadas com tanta frequência.

Abra as janelas

Durante o dia, tente aproveitar melhor a luz natural dos ambientes da sua casa ou apartamento abrindo as cortinas ou janelas. Nem sempre é preciso acender a luz para todas as atividades do cotidiano.

Ar condicionado

Em dias mais quentes, utilizar o ar condicionado para manter o ambiente climatizado é, sem dúvida, muito bom, mas é válido manter o aparelho entre 23ºC e 26ºC, pois quanto mais as temperaturas baixerem, o consumo tende a aumentar proporcionalmente.

Desligue os aparelhos

Nem todos se atentam a esse detalhe, mas deixar aparelhos eletrônicos conectados na tomada, mesmo que desligados, gera o consumo de energia elétrica, portanto lembre-se de conectá-los apenas quando for utilizá-los.

Cuidado com a geladeira

Ficar abrindo a geladeira a todo momento sem necessidade faz com que ela consuma mais energia, portanto abra-a apenas quando for pegar ou guardar algum alimento. Sempre que possível, faça o degelo do seu refrigerador, pois o gelo acumulado faz o motor trabalhar mais, consequentemente gastando mais energia. Verifique se a borracha da porta está em boas condições: uma boa forma de fazer isso é prender uma folha de papel na porta, se ela sair com facilidade é sinal que está na hora de trocar a borracha.

Viu como pode ser simples e fácil se tornar um consumidor mais consciente? Além de contribuir para o seu bolso, você também ajuda na preservação do meio ambiente, portanto faça o exercício de tentar mudar os hábitos no dia-a-dia e drible o aumento da energia.

Fonte: Secovi RJ

10/08/2019

Caixa aguarda sinal verde do Banco Central para lançar financiamento indexado à inflação.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que o banco pretende lançar uma modalidade de crédito imobiliário atrelado ao índice de inflação (IPCA) nas próximas semanas, mas que ainda depende de aval do Banco Central para fazê-lo. “O crédito imobiliário com base no IPCA mais alguma taxa pode reduzir de 30% a 50% a prestação da casa própria”, disse ele, em entrevista à rádio CBN.

De acordo com Guimarães, a modalidade não será mais alta que a praticada atualmente, que usa como referência a taxa referencial (TR) mais um porcentual. A diferença entre o IPCA e a TR, conforme Guimarães, será mais do que compensada pela diferença no acréscimo ao índice de inflação. “Enquanto hoje é TR mais 8%, 9%, na nova modalidade será IPCA, que está em 3%, 4% mais uma taxa de 4,0% a 4,5% como base”, explicou o executivo.

Guimarães disse ainda que, do ponto de vista da venda dos recebíveis gerados a partir da carteira de crédito imobiliário do banco, que lidera o segmento com 70% de Market share, o mercado demonstra mais apetite por operações corrigidas por IPCA do que por TR. Isso porque, conforme ele, a TR é corrigida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), mas não tem racional. “Hoje, a TR está em 0%, mas já foi 8%. Não se controla a TR”, acrescentou.

Fonte: Blog Moving

09/08/2019

Bruno Covas direciona obras para revitalizar centro de São Paulo.

Prestes a iniciar a reta final da atual gestão, a Prefeitura de São Paulo direciona para a região central da capital as obras de revitalização urbana, buscando modernizá-la, e deixa para os bairros periféricos ações mais básicas, como reformas de ruas, calçadas e ações de drenagem urbana. Urbanistas ouvidos pela reportagem destacam a importância de investimentos no centro, mas questionam a prioridade por obras nessa região.

Além disso, as ações voltadas para a região central enfrentam resistência e questionamentos judiciais. Na sexta-feira, a Justiça determinou a paralisação das obras de reforma do Vale do Anhangabaú atendendo a um pedido da Associação Preserva São Paulo, que questiona a falta de audiências públicas sobre as mudanças no local. A obra, que já começou, foi paralisada. No caso do Anhangabaú, ainda cabe recurso e a Prefeitura alega que a obra é regular.

Obras no Largo do Arouche também foram alvo de ação judicial no final de julho e o plano para o parque do Minhocão foi questionado pelo Tribunal de Contas do Município. Além desses projetos, Covas toca reformas no calçadão do Triângulo Histórico e acerta os detalhes do Parque Augusta.

Projetos. São obras com cuidado arquitetônico: no Anhangabaú, o projeto é do escritório dinamarquês Gehl, um dos mais conhecidos do mundo. No Minhocão, a experiência tem por base exemplos de sucesso como o High Line nova-iorquino. As ações têm recursos municipais e federais e devem chegar a gastos de cerca de R$ 150 milhões, além de parcerias com empresas privadas.

As reformas ocorrem em um momento em que a vida noturna na área central refloresce, com a chegada de novos restaurantes, mas sem que instrumentos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Progressivo, que prevê cobranças extras para imóveis vazios, combatendo a especulação imobiliária, seja ampliado, com o cadastro de novos imóveis ociosos.

Periferia – Já nos bairros fora do centro expandido, os investimentos públicos são em ações de infraestrutura, como os programas de recapeamento de vias e de restauração de calçadas, além de obras de drenagem urbana. Dos cerca de R$ 400 milhões anunciados para revitalização de calçadas, 35% devem ser destinados às áreas periféricas de bairros como Sapopemba, São Miguel, Itaim e Guaianases, na zona leste.

Os destaques são os equipamentos de atendimento social: a retomada de obras de 12 Centros de Educação Unif**ados (CEUs) e 12 Centros de Educação Infantil (CEIs), obras com previsão de gasto de R$ 180 milhões. Porém, percorrendo a cidade, uma série de obras já anunciadas, algumas até já licitadas, ainda aguardam início. Uma das mais famosas é a canalização do Córrego Antonico, um curso d’água de 1,5 quilômetro que cruza a favela de Paraisópolis, no Morumbi, zona sul.

“Ainda é aquela coisa: todo o verão o córrego alaga, as pessoas perdem o pouco que têm, o esgoto volta para a casas”, diz a líder comunitária Maria Betânia Freire Mendonça, de 61 anos. Ela conta que, desde 2014, quando o processo de urbanização da favela começou, essa obra vem sendo prometida.

Outro destaque é o término da duplicação da Estrada do M’Boi, também na zona sul, única ligação de bairros como o Jardim Ângela e a cidade. “São 600 mil pessoas que esperam a obra. Só têm essa rua para chegar no centro. Do bairro só até a ponte (do Socorro), a pessoa gasta no mínimo uma hora e meia por dia”, diz outro líder comunitário, o motorista José Geraldo de Araújo, de 50 anos.

Recursos – Essas ações ocorrem em meio à formação de um caixa na Prefeitura que já se aproxima de R$ 1 bilhão ainda sem definição de gastos. O Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), que recebe recursos das outorgas pagas pelas construtoras durante o licenciamento de novos prédios, saltou de um saldo de pouco menos de R$ 400 milhões, no fim de 2016 (último ano da gestão anterior, de Fernando Haddad, do PT), para um saldo de R$ 900 milhões.

O fundo “engordou” graças ao Plano Diretor da cidade, aprovado em 2014, que previu o direcionamento de verbas para ele, e pela retomada de lançamentos imobiliários, que já se faz notar mesmo em meio à persistência da crise econômica.

Para a bancada do prefeito da Câmara Municipal, a diferença entre as ações do centro dos bairros não signif**a que a gestão Covas esteja esquecendo a periferia. “Tem coisas muito importantes acontecendo na periferia”, diz o líder do governo, Fabio Riva (PSDB). “A Ponte de Pirituba vai beneficiar os bairros da zona norte”, exemplif**a. Essa obra é uma ponte que passará sobre a Marginal do Tietê, ligando a Lapa (zona oeste) a Pirituba, facilitando o acesso viário ao centro para regiões como Jardim Peri e Brasilândia. Para a oposição, entretanto, Covas “repete o DNA do PSDB de investir naqueles que menos precisam”, afirma o vereador Antonio Donato (PT).

Centro – Já os estudiosos do planejamento de cidades afirmam que há, sim, necessidade de ações nas áreas centrais. “O centro tem características de periferia, mas uma periferia mais estruturada”, diz o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Fernando Túlio Salva Rocha Franco, citando a população carente que mora no centro. “Nas periferias, os investimentos têm de vir associados à infraestrutura dos serviços sociais”, argumenta.

Já o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) Fernando Nobre afirma que o centro não precisava dessas obras. “Você acha que o Anhangabaú precisava de reforma? O Plano Diretor tem esse defeito: jogou muita (responsabilidade) para os planos setoriais (de habitação e mobilidade), que estão parados na Câmara.”

Por sua vez, a Prefeitura diz que uma das definições do Plano Diretor é trazer mais moradores para a região central, daí os investimentos na área. “O adensamento desta região, dotada de infraestrutura, transportes, equipamentos públicos e que concentra grande parte dos empregos da cidade, reduziria o tempo de deslocamento desta população e os impactos gerados pelo crescimento da cidade em direção às áreas de mananciais, periféricas e de interesse ambiental”, diz o texto da gestão Covas. Ao todo, “o investimento nas ações e obras que vão afetar o morador da região central e de regiões periféricas” é de R$ 1,7 bilhão, segundo a Prefeitura, citando “tapa buraco, manutenção de guias e sarjetas, limpeza de piscinões, córregos, ramais e galerias, serviço de avaliação, poda e remoção de árvores e guinchamento de veículos”.

A gestão reconhece o crescimento acelerado dos recursos parados no Fundurb, mas diz que “os investimentos serão executados a partir do segundo semestre e durante todo o ano de 2020, considerando especialmente as regiões periféricas.”

Sobre a duplicação da Estrada do M’Boi Mirim, a Prefeitura diz que está preparando a contratação de um novo projeto, sem dar prazos. Já sobre o Córrego Antonico, de Paraisópolis, afirma que prepara o projeto executivo da obra, também sem dar prazos.

Fonte: Blog Moving

08/08/2019

Prefeitura apura falha em restauro de palacete em São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo apura se obras de restauração de um palacete tombado no bairro de Higienópolis, na região central da capital paulista, causaram a destruição do patrimônio que deveria estar sendo protegido. A reforma é do Casarão de Nhonhô Magalhães, um dos maiores exportadores de café do País. A mansão foi erguida na década de 1930 e o restauro está sendo tocado pelo Shopping Pátio Higienópolis, atual proprietário do imóvel.

A apuração municipal partiu de representação protocolada pela Associação de Proprietários, Protetores e Usuários de Imóveis Tombados (Appit), entidade que reúne moradores do bairro e arquitetos, que aponta denúncias de “demolições, mutilações, destruição e alterações” no imóvel sob conservação. O tombamento, determinado em 1994 e alterado em 2005, prevê que toda a construção, incluindo os interiores, deve ser preservada.

A representação traz anexo relatório fotográfico apontando “destruição e retirada de revestimentos cerâmicos e pisos de granilite originais para a colocação de novas instalações”, clareamento das madeiras e pinturas que teriam deformado elementos decorativos. “Procurei fazer representação técnica, apontando os pontos que estão incorretos”, diz a advogada Célia Marcondes, da Appit, que assina o ofício enviado à gestão Bruno Covas (PSDB).

Célia é líder comunitária do bairro do Cerqueira César e foi uma das militantes à frente da mobilização que levou à criação do Parque Augusta, também na região central.

O shopping tem autorização da Prefeitura para executar reformas e alterar o uso da mansão, que será adaptada para virar um espaço de eventos. O processo de liberação teve início em 2018 e terminou em maio. Os técnicos da Prefeitura vão apurar se os trabalhos em execução estão de acordo com o que foi liberado nessa autorização.

Agentes da Secretaria Municipal de Cultura devem visitar a obra, segundo nota da Prefeitura. “Se for constatado algum dano ou irregularidade perante as diretrizes definidas, será aberto processo administrativo a ser encaminhado ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) para deliberação da aplicação de multa”, diz a Prefeitura, em nota.

O parecer que liberou a obra, de 2018, diz que as alterações mais signif**ativas “tratam da instalação de duas plataformas elevatórias, a abertura de um vão de porta no subsolo, acréscimo de parede divisória, um conjunto de escadas, abertura de vão no térreo, implantação de sanitários comuns e sanitários para pessoas com necessidades especiais em todos os pavimentos”. Ele se baseia no projeto básico da obra, que garante que azulejos e outros objetos que tenham de ser retirados sejam identif**ados e catalogados.

Neste projeto, elaborado por uma empresa de restauração, há informação de que, em um dos banheiros, haverá uma “intervenção mínima”, com “preservação do trabalho de azulejaria com traços art déco existente no local”. Já a denúncia enviada à Prefeitura mostra o mesmo banheiro, mas a informação é de que a cerâmica foi retirada.

O shopping foi questionado sobre a representação, mas se limitou a informar, por nota, que “todas as obras de restauro do casarão conhecido como Nhonhô Magalhães estão aprovadas pelos órgãos responsáveis, como Conpresp e Condephaat (o órgão estadual que também zela pelo patrimônio histórico), e em conformidade com as normas vigentes”.

O advogado Marcelo Manhães de Almeida, especialista em tombamento, lembra que as reformas têm de ser aprovadas pelos órgãos de preservação, mas que bens tombados podem ser alterados. “Um exemplo é o Museu do Ipiranga”, diz, ao citar local tombado alvo de intervenções. O museu, na zona sul, está fechado para reformas desde 2013. “Acessibilidade e segurança são dois pontos que sempre resultam em mudanças.”

Histórico – O casarão é uma obra de cinco pavimentos que já abrigou uma série de órgãos públicos, como a Secretaria Estadual da Segurança Pública durante os anos 1970. Ele foi arrematado pelo shopping no ano de 2005, em um leilão feito pelo governo do Estado, por R$ 41 milhões (valor corrigido). Desde 2015, o shopping é de propriedade do grupo Iguatemi, da família Jereissati. Antes disso, o empreendimento já foi alvo de ações judiciais por acusações de danos ao patrimônio do bairro e licenciamento irregular.

Fonte: Blog Moving

05/08/2019

Acordo deve encerrar autuações em condomínios por falta de professores de educação física.

Uma reunião selou uma trégua entre o Conselho Regional de Educação Física (CREF) e os condomínios. Intermediado pela Comissão de Direito Condominial da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado do Rio de Janeiro (OAB), o encontro serviu para discutir a Lei 8.070/2018, que obriga os prédios com academia a manterem um professor de Educação Física. O acordo entre as duas entidades promete cessar as fiscalizações, assim como as autuações, até o fim das discussões legais.

Segundo Alexandre Dias da Rocha Franco, presidente da comissão da OAB, o compromisso trará calma para um debate mais abrangente sobre a lei. “A assinatura do termo traz segurança jurídica para os gestores de condomínios até que o assunto seja resolvido. O debate que está acontecendo sobre o tema deveria ter sido feito antes da lei ser promulgada. Estamos tentando voltar à estaca zero para constituir uma nova legislação ou para uma adaptação da regra atual, para que, aí sim, todas as partes possam f**ar satisfeitas”, disse.

Realizada na sede da OAB, a reunião também teve a presença do vice jurídico do Secovi, Alexandre Correa, que ressaltou a importância do acordo. “O Secovi entende que a assinatura do documento é importante para pacif**ar a questão em torno da lei neste momento. A medida por si só não resolve nada, já que depende da esfera legislativa e judicial, mas já é um avanço. Demonstra que o CREF reconheceu a dificuldade na interpretação do texto e que isso está causando um grande problema para os condomínios e para a sociedade em geral”, destacou.

Conselho

Em nota divulgada este mês, o Conselho já havia assumido o compromisso de não multar os condomínios. “Visando o cumprimento da Lei Estadual 8.070/2018 e dentro de um ambiente que viabilize a paz social, o CREF1 manterá suas ações orientando os condomínios edilícios quanto ao objetivo da lei e o que se pretende alcançar com o seu cumprimento, porém se compromete a não praticar qualquer ato oneroso ou que resulte no impedimento das atividades já desenvolvidas, até esgotarmos as possibilidades previstas para a solução dos conflitos apresentados e alcance da segurança jurídica almejada”, informou.

Vice-presidente do CREF, André Fernandes diz que o momento é importante para buscar solucionar os problemas que foram causados recentemente. “Entendemos que esse mercado precisa ser regularizado, mas temos consciência de que isso demanda tempo e não será feito de uma hora para outra. A entrada da OAB ajudará a achar o melhor caminho para solucionar essas pendências. Quem ganha é a sociedade”, afirmou.

O termo de compromisso não tem prazo de validade. Ficará valendo até que todas as discussões legais sobre a lei 8.070 sejam encerradas.

Fonte: O Dia

04/08/2019

Confiança da construção aumenta pelo segundo mês consecutivo, aponta FGV.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu pelo segundo mês seguido. O indicador avançou 2,6 pontos em julho em relação a junho, para 85,4 pontos, voltando ao nível observado em dezembro de 2018 (85,4 pontos), informou nesta sexta-feira (26) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o ICST subiu 1,0 ponto.

O crescimento reflete melhora no ambiente de negócios corrente e expectativas de curto prazo mais favoráveis, observa em nota Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. “O segundo semestre inicia com alta da confiança, a segunda consecutiva. A iminência de aprovação da reforma da Previdência e a retomada das obras do Programa Minha Casa Minha Vida certamente contribuíram para a melhora do cenário nesses dois últimos meses”, afirma.

No entanto, a economista pondera que se a adoção de uma política para incentivar o consumo comprometer a fonte de financiamento do programa habitacional, não haverá sustentação nessa melhora a médio e longo prazo.

A alta do ICST em julho foi puxada tanto pela melhora da situação corrente quanto pelas expectativas do curto prazo, conforme a FGV. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) avançou 1,5 ponto, para 75,1 pontos, retornando ao mesmo nível de janeiro de 2019 (75,1 pontos).

A contribuição do resultado positivo ISA-CST veio do indicador que mede a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos: subiu 1,4 ponto, para 73,5 pontos. Além disso, também ajudou neste processo a alta de 1,6 ponto (para 76,9 pontos) do indicador da situação atual dos negócios.

O Índice de Expectativas (IE-CST) teve alta de 3,5 pontos e atingiu 96,0 pontos – nível, porém, abaixo do registrado em dezembro de 2018 (96,5 pontos). A FGV explica que os dois quesitos deste índice contribuíram positivamente para o resultado. O indicador de demanda prevista nos próximos três meses avançou 2,3 pontos, para 95,5 pontos, melhor desempenho desde dezembro de 2018 (97,2 pontos), e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses aumentou 4,7 pontos, para 96,6 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor registrou a quarta alta seguida ao variar 0,6 ponto porcentual em julho, para 68,9%. Trata-se do maior resultado desde julho de 2015 (69,4%), de acordo com a FGV. Tanto o NUCI para Máquinas e Equipamentos quanto o NUCI para Mão de Obra variaram 0,4 e 0,7 pontos porcentuais, respectivamente.

No confronto interanual, o Índice de Confiança da Construção cresceu 4,4 pontos. Por segmentos, o de obras de infraestruturas registrou a maior elevação do ICST, sobretudo o de expectativas, que registrou forte alta nessa base de comparação, impulsionado pela demanda prevista da categoria de obras de infraestrutura.

“Possivelmente as incertezas sobre a continuidade do Programa Minha Casa Minha Vida tenham arrefecido as expectativas dos empresários do setor de edif**ações. Por outro lado, a perspectiva de melhora no ambiente de negócios trouxe maior ânimo aos empresários do segmento de obras de infraestrutura”, avalia Ana Maria Castelo. A economista pondera, contudo, que ainda não se tem elementos que permitam vislumbrar uma melhora robusta na atividade no curto prazo.

Fonte: Blog Moving

03/08/2019

Banco Central avalia permitir crédito imobiliário no SFH com reajuste pela inflação.

O Banco Central estuda a possibilidade de permitir que os bancos utilizem índices de inflação, como o IPCA, como referência para o reajuste das parcelas do crédito para compra da casa própria em operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O índice de inflação seria um substituto da Taxa Referencial (TR), hoje usada como indexador em todas as operações do SFH. A expectativa do setor é de que a mudança possa abrir espaço para juros menores nos novos contratos.

Atualmente, quem financia imóvel pelo SFH paga uma taxa de juros fixa, cujo limite é de 12%, mais a TR, que atualiza o saldo devedor. Como o valor da TR hoje é zero, o mutuário da casa própria paga, na prática, apenas o valor fixo. Os dados mais recentes do Banco Central mostraram que a taxa média de juros cobrada em financiamentos imobiliários fechados em maio foi de 7,7% ao ano neste caso. Quem financiou o imóvel a taxas de mercado (fora do SFH) teve acesso a um juro médio de 9,2% ao ano.

O SFH já possui um custo mais baixo por utilizar recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, o sistema possui limites para o juro cobrado e para o valor do imóvel a ser adquirido – hoje de até R$ 1,5 milhão.

A proposta em estudo no BC é permitir que os bancos utilizem, no lugar da TR, um índice de preços para reajustar o saldo devedor. Isso valeria para os novos contratos e poderia ser feito, por exemplo, por meio do IPCA – a referência oficial para a inflação no Brasil – ou o IGP-M – índice medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e largamente usado como referência de reajuste em contratos de aluguel.

A possibilidade está sendo avaliada em um dos 14 grupos de trabalho criados no BC para impulsionar a agenda BC #, de modernização do sistema financeiro. O grupo trata especif**amente do setor imobiliário. Após a formulação do estudo, a questão ainda precisará ser levada para aprovação no Conselho Monetário Nacional (CMN), que conta com representantes do BC e do Ministério da Economia.

A expectativa do setor imobiliário é de que a adoção de índices de preços no SFH abra espaço para que os bancos cobrem juros menores do mutuário.

Hoje, em um contrato com TR e juro de 8,5%, existe um componente de inflação, que está por volta de 3,5% ou 4,0%.”Em um contrato indexado ao IPCA, isso deixará de existir, porque haverá o ajuste todo ano”, avaliou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Basilio Jafet. “Na primeira hipótese, o custo está meio que ‘prefixado’. Na segunda, o ajuste é feito pela inflação”.

Para Jafet, é importante que haja alternativas no mercado, para que o cliente de banco possa escolher a melhor opção – com reajuste pela TR ou pelo índice de preços. “A mudança vai aumentar o volume, vai gerar mais negócios e criar um mercado maior. É bom para todo mundo”, defende.

A adoção de índice de preço como indexador pode, na visão do Secovi-SP, até mesmo elevar o volume de recursos disponíveis para o financiamento imobiliário. Isso porque, segundo Jafet, as instituições financeiras terão maior facilidade para negociar, no mercado secundário, os contratos ligados ao IPCA. “Hoje, é possível negociar no mercado secundário títulos ligados à TR, mas numa quantidade menor”, diz o presidente do Secovi-SP. “Com papeis ligados ao IPCA, o apetite será maior. Isso vai gerar mais funding”, avaliou.

O diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, acredita que a adoção do IPCA levará, de fato, à redução dos juros cobrados nos novos contratos. “Não faz sentido cobrar hoje 9% ao ano mais a TR, que está em zero, e passar a cobrar 9% ao ano mais o índice de inflação, que está rodando em 4%”, avaliou. “Só há sentido em aprovar isso se as taxas de juros puderem ser menores.”

Oliveira afirma, no entanto, que o uso da inflação como indexador traz um risco adicional ao mutuário. “Se tivermos uma crise interna ou externa, em que a inflação sobe muito, estes contratos terão um reajuste tão forte que poderão f**ar impagáveis”, alerta. Segundo ele, o cliente precisará avaliar riscos como este ao fechar a operação.

Bancos – Em julho do ano passado, uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) deu o primeiro passo na flexibilização das condições, ao abrir a possibilidade de os bancos indexarem os contratos imobiliários a índices de preços no caso de operações que estão fora do SFH – ou seja, aquelas voltadas para imóveis de maior valor, com juros mais elevados.

Entre os cinco maiores bancos no País (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), por enquanto nenhum deles oferece linhas assim.

A Caixa, porém, tem se movimentado neste sentido. Oficialmente, a instituição afirma que o uso de indexadores ligados à inflação está em estudo. Fontes do mercado avaliam que o banco tende a ser pioneiro no processo, até por sua importância no setor. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Santander também afirmou que estuda alternativas à TR. Já o Itaú Unibanco disse que, no momento, não há previsão de mudanças.

Fonte: Blog Moving

02/08/2019

Empresários da construção consideram liberação do FGTS ‘bem equilibrada’ e dizem que não afetará financiamento.

Responsáveis por forte pressão contra a liberação de parte das contas do FGTS, o setor da construção ficou satisfeito com a “calibragem” feita pelo governo para evitar que os saques atingissem o volume de recursos do fundo que são direcionados a financiamentos, principalmente imobiliários, a juros mais baixos.

Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, a medida está “bem equilibrada” e não prejudica o setor de habitação. “O setor de habitação não vai sofrer. O governo fez todos os cálculos para que setor não sofra. Quando a gente fala do setor de habitação não sofrer, quem não sofre é o comprador porque vai ter dinheiro para o comprador comprar a sua casa”, disse. “Temos um alinhamento muito grande com relação a essa medida proposta pelo governo.”

O governo anunciou que haverá um limite de R$ 500 nos saques de contas ativas e inativas do FGTS. O valor é por conta. Então, se o trabalhador tiver uma conta ativa (do contrato atual) e uma inativa (de contratos passados) com pelo menos R$ 500 em cada uma, poderá sacar R$ 1 mil. Para o ano que vem, foi criada uma nova modalidade, batizada de saque aniversário. Se escolher essa opção, o trabalhador poderá sacar uma parte do fundo todo ano, mas terá que abrir mão de resgatar a totalidade dos recursos caso seja demitido sem justa causa. Nesse caso, ele receberá a multa de 40% do FGTS e sacará o restante do fundo em parcelas anuais até acabarem os recursos.

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira, 24, Medida Provisória (MP) para permitir os saques durante cerimônia no Palácio do Planalto. A MP tem vigência imediata, mas depende da aprovação do Congresso em até 120 dias para vigorar definitivamente.

“Acho que (o programa) está bem equilibrado e você não pode mexer com esse equilíbrio. Porque esse equilíbrio faz com que as pessoas possam sacar o seu dinheiro e que as pessoas compradoras de casa também tenham capacidade de compra”, avaliou França.

Ele disse que “não vê nem a Câmara nem o Senado aprovando qualquer mudança no programa porque qualquer alteração prejudica o comprador da casa”. “O Brasil tem déficit de 7 milhões de moradia. O Brasil precisa atender esse déficit. Não vejo ninguém propondo mudar orçamento porque daria prejuízo para a população brasileira”, comentou.

“O governo garantiu que não vai haver impacto para a construção civil e é claro que colocar R$ 40 bilhões na economia melhora o País. Não havendo impacto nos investimentos está de bom tamanho”, disse José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Na semana passada, ele disse que, se uma to****ra fosse aberta (liberação para os trabalhadores) seria preciso “fechar a to****ra ou por mais água” para não secar o volume. Ele considerou que o limite de R$ 500 vai fazer com que os recursos para os financiamentos sejam preservados. Sobre a nova modalidade saque aniversário, Martins disse acreditar que a liberação por meio dessa opção será em volume parecido às atuais retiradas por demissão sem justa causa.

Fonte: Blog Moving

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