Justiça Negra - Luiz Gama

Justiça Negra - Luiz Gama Instituto Idajo (Justiça Negra - Luiz Gama), é uma organização sem fins lucrativos que pretende

Empoderamento intelectual e econômico da Juventude Negra, bem como influência no sistema de Justiça

Feliz Dia Mulher!  Mulheres que não desistem, lutando com leveza e muita beleza!!! ❤️🌹🙏🏿😘🌱💐🌻💪🏿👊🏿
08/03/2023

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A Revolta dos Malês foi uma das inúmeras rebeliões promovidas por escravizados durante o Período Regencial (interregno e...
25/01/2023

A Revolta dos Malês foi uma das inúmeras rebeliões promovidas por escravizados durante o Período Regencial (interregno entre a abdicação de D. Pedro I e o chamado “Golpe da Maioridade”, quando seu filho D. Pedro II teve a maioridade proclamada – 1831 a 1840). O motim ocorreu na cidade de Salvador – BA, entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 (no fim do mês sagrado do Ramadã), há exatos 188 anos.
Os malês eram formados por libertos e escravizados africanos, principalmente, os negros de ganho, escravos que tinham mais liberdade do que os negros das fazendas para circular pela cidade, o que não os livrava de serem constantemente alvejados pelo desprezo e pela violência.
Esses escravizados que desempenhavam atividades livres, como alfaiates, pequenos comerciantes, artesãos e carpinteiros, a partir das quais poderiam economizar uma pequena parte dos ganhos que seus donos lhes deixavam, para comprar sua alforria, dominavam a leitura e a escrita em árabe. “Malê” é a corruptela do termo iorubá imalê, que quer dizer muçulmano.
O levante reuniu cerca de 600 negros (embora outras fontes indiquem 1500) e foi composto por escravizados africanos de várias etnias, com protagonismo de nagôs (também conhecidos como iorubas) e participação de hauçás ou huassaás.
Os líderes nagôs eram os escravos Ahuna, Pacifico Licutan, Sule ou Nicobé, Dassalu ou Damalu, Aprígio, Pai Inácio e Gustard. Também nagô era o liberto Manuel Calafate. Os outros eram o escravo tapa Luís Sanim e o liberto hauçá Elesbão do Carmo ou Dandará, que negociava com fumo.
O mote da revolta era a libertação de todos os escravizados africanos de origem mulçumana, a partir da tomada do governo. O movimento teria sido planejado em reuniões — possibilitadas pela relativa autonomia de que dispunham escravos urbanos — em que exercícios de leitura e escrita corânicas dividiam tempo com rezas e conspirações.
O plano dos rebeldes se constituiu a partir das experiências de combate que tiveram anteriormente em África e visava opor-se às práticas herdadas pelo Império do sistema colonial português, a saber, a escravidão e a intolerância religiosa. Essa revolta ainda foi resultado do desmando político e da miséria econômica do período regencial.

Não obstante, as autoridades também se organizaram com rapidez, conseguindo repelir os ataques aos quartéis de Salvador, colocando em fuga os revoltosos. Supeita-se que algum integrante tenha delatado o próprio movimento. Ao procurar sair da cidade, um grupo de mais de quinhentos revoltosos, entre escravizados e libertos, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água dos Meninos, onde se deram os combates decisivos, vencidos pelas forças oficiais, mais numerosas e bem armadas.
Foram mortos 70 revoltosos e sete homens das tropas oficiais. Quase 3 centenas de malês foram presos e julgados. As p***s aplicadas variaram de açoites, trabalhos forçados até a deportação para a África e a condenação à morte (o que foi sentenciado aos líderes).
Outra consequência da Revolta foi a proibição da circulação noturna dos africanos mulçumanos pelas ruas da capital da província da Bahia e a proibição da prática de cerimônias religiosas pelos adeptos do Islã.
Apesar de rapidamente controlada, a Revolta dos Malês serviu para demonstrar às autoridades e às elites o potencial de contestação e rebelião que envolvia a manutenção do regime vigente, ameaça que esteve sempre presente durante todo o Período Regencial e se estendeu pelo Governo de D. Pedro II, o que pode ser constatado pelo número de revoltas e conspirações ocorridas nos anos seguintes (5 delas tiveram projeção nacional: a Cabanagem, a Farroupilha, a Sabinada, a Balaiada e a Praieira).
A historiadora Priscilla Leal Mello, autora da tese de doutorado Leitura, encantamento e rebelião — O Islã negro no Brasil, avalia que: “Embora derrotado, o Levante dos Malês foi um episódio importante que, a longo prazo, foi enfraquecendo o sistema escravista e a noção de que povos africanos e afro-brasileiros estavam contentes com sua condição. A resistência fazia parte do seu cotidiano, e a liberdade era mais que um sonho, era um projeto, um objetivo a ser alcançado.”
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_dos_Mal%C3%AAs
http://www.infoescola.com/historia/revolta-dos-males/
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-males.htm
http://www.suapesquisa.com/historia.../revolta_dos_males.htm http://www.multirio.rj.gov.br/his.../modulo02/rev_males.html
http://oglobo.globo.com/.../revolta-dos-males-revista-em...





Com 2.500 vítimas em 2022, Brasil chega a 60 mil resgatados da escravidãoO Brasil encontrou 2.575 pessoas em situação an...
25/01/2023

Com 2.500 vítimas em 2022, Brasil chega a 60 mil resgatados da escravidão

O Brasil encontrou 2.575 pessoas em situação análoga à de escravo em 2022, maior número desde os 2.808 trabalhadores de 2013, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o país atinge 60.251 trabalhadores resgatados desde a criação dos grupos especiais de fiscalização móvel, base do sistema de combate à escravidão no país, em maio de 1995. Nesses 28 anos, R$ 127 milhões foram pagos a eles em salários e valores devidos.

Celebra-se, no próximo sábado (28), o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que também marca o aniversário da Chacina de Unaí, quando funcionários do Ministério do Trabalho foram executados durante uma fiscalização rural em 2004.

Ao todo, foram 462 operações para verificar denúncias em todo o país. Elas não flagraram o crime ap***s em Alagoas, no Amapá e no Amazonas. Minas Gerais foi o estado com mais operações de combate ao trabalho escravo, com 117 empregadores fiscalizados e o maior número de resgatados: 1.070. Desde 2013, o estado lidera em número de flagrados em situação de escravidão contemporânea.

Neste ano, Minas também ficou com o maior resgate individual de trabalhadores, no município de Varjão de Minas, com 273 no corte de cana. O recorde histórico ainda está na mão da usina Pagrisa, em Ulianópolis (PA), com um resgate de 1064 resgatados em 2007.

Goiás (49) e Bahia (32) vêm logo atrás na quantidade de fiscalizações, mas Goiás ficou em segundo lugar (271) em número de vítimas, seguido por Piauí (180), Rio Grande do Sul (156) e São Paulo (146).

Os 2.575 resgatados receberam R$ 8,19 milhões em salários e verbas rescisórias. Mais de R$ 2,8 milhões foram recuperados para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

As operações são coordenadas pela Inspeção do Trabalho em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, entre outras instituições. Ou por equipes ligadas às Superintendências Regionais do Trabalho nos estados, que também contam com o apoio das Polícias Civil, Militar e Ambiental.

“O resgate tem por finalidade fazer cessar a violação de direitos, reparar os danos causados no âmbito da relação de trabalho e promover o devido encaminhamento das vítimas para serem acolhidas pela assistência social”, afirmou à coluna o auditor fiscal do trabalho Maurício Krepsky, chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dos resgatados, 92% eram homens, 29% tinham entre 30 e 39 anos, 51% residiam no Nordeste e 58% nasceram na região. Quanto à escolaridade, 23% declararam não ter completado o 5º ano do ensino fundamental, 20% haviam cursado do 6º ao 9º ano incompletos e 7% eram analfabetos.

No total, 83% se autodeclararam negros, 15% brancos e 2% indígenas.

Três indígenas Guarani-Kaiowá de 23, 20 e 14 anos foram resgatados de condições análogas às de escravo em uma área de produção de eucalipto em Ponta Porã (MS), em 19 de abril do ano passado, Dia dos Povos Indígenas. Contando com pouca comida, eles caçavam passarinhos para matar a fome quando foram encontrados.

Os três estavam alojados em um barraco de lona, usando espumas e colchões velhos para dormir sobre o chão de terra. Usavam um brejo para tomar banho e uma cacimba para retirar água a fim de cozinhar e beber. A comida era descontada do pagamento, o que é ilegal. No momento da fiscalização, havia pouca à disposição, então os jovens se alimentavam com passarinhos que eles mesmos caçaram.

Dos resgatados, 148 eram migrantes de outros países, o que representa o dobro em relação a 2021, sendo 101 paraguaios, 14 venezuelanos, 25 bolivianos, quatro haitianos e quatro argentinos.

No ano passado, 35 crianças e adolescentes foram submetidos ao trabalho análogo ao de escravo. Desses, dez tinha menos de 16 anos e 25 possuíam entre 16 e 18 anos no momento do resgate. O cultivo de café foi a atividade em que mais crianças e adolescentes foram resgatados, com 24% das vítimas.

Mas escravidão contemporânea também foi flagrada junto a menores de 18 anos em atividades esportivas, produção florestal, cultivo de arroz, cultivo de coco-da-baía, criação de bovinos, fabricação de produtos de madeira, produção de carvão vegetal, cultivo de soja e confecção de roupas.

O cultivo da cana-de-açúcar foi a atividade com maior número de resgatados em 2022, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, com 362 vítimas. Na sequência, aparece atividades de apoio à agricultura (273), produção de carvão vegetal (212), cultivo de alho (171), de café (168), de maçã (126), a extração e britamento de pedras (115), criação de bovinos (110), cultivo de soja (108), extração de madeira (102) e construção civil (68).

Do total de resgatados, 87% estavam em atividades rurais.

A Inspeção do Trabalho vem registrando um aumento de casos de trabalho escravo doméstico nos últimos anos. Em 2022, foram 30 vítimas em 15 unidades da federação, sendo dez ap***s na Bahia.

O caso mais emblemático foi o de uma mulher de 84 anos resgatada de condições análogas às de escravo, em março, após 72 anos trabalhando como empregada doméstica para três gerações de uma mesma família no Rio de Janeiro. Nesse período, ela cuidou da casa e de seus moradores, todos os dias, sem receber salário, segundo a fiscalização.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, essa é a mais longa duração de exploração de uma pessoa em escravidão contemporânea desde que o Brasil criou o sistema de fiscalização para enfrentar esse crime.

Quando a trabalhadora, que é negra, passou a atuar para a família, a Lei Áurea (1888) tinha ap***s 62 anos, o presidente era Eurico Gaspar Dutra e o Rio, a capital do país.

De acordo com a fiscalização, seus pais trabalhavam em uma fazenda no interior do estado que pertencia à família Mattos Maia. Aos 12 anos, ela se mudou para a residência do casal proprietário para realizar serviços domésticos. Quando faleceram, migrou para a casa da filha deles, onde manteve suas atividades, incluindo o cuidado com as crianças.

Ao ser resgatada, atuava como cuidadora da empregadora, apesar de ambas terem idade semelhante. Ao todo, serviu três gerações da família, uma vez que, na residência na Zona Norte da cidade, também reside o neto dos patrões originais. Os empregadores foram procurados época do resgate pela coluna, mas não responderam os pedidos por um posicionamento.

“Em razão da grande repercussão do resgate da trabalhadora doméstica Madalena Gordiano no final de 2020 em Patos de Minas, o número de denúncias aumentou”, afirmou o auditor fiscal Maurício Krepsky.

O 28 de janeiro foi escolhido como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo para marcar o aniversário da Chacina de Unaí, quando os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram executados em uma fiscalização de rotina no Noroeste de Minas Gerais em 2004.

Os irmãos Antério e Norberto Mânica, grandes produtores de feijão, foram apontados como os mandantes do crime pela Polícia Federal. Entre ida e vindas, julgamentos e anulações, eles foram condenados. Porém, aguardam recursos em liberdade.

O inquérito entregue pela Polícia Federal à Justiça sobre a chacina de Unaí afirmou que a motivação do crime foi o incômodo provocado pelas insistentes multas impostas pelos auditores à família de fazendeiros, sendo que o auditor-fiscal do trabalho Nelson José da Silva era o alvo principal. Ele já havia aplicado cerca de R$ 2 milhões em infrações a fazendas da família Mânica por descumprimento de leis trabalhistas.

O motorista Oliveira, mesmo baleado, conseguiu fugir do local com o carro e foi socorrido. Levado até o Hospital de Base de Brasília, Oliveira não resistiu e faleceu. Antes de morrer, descreveu uma emboscada: um automóvel teria parado o carro da equipe e homens fortemente armados teriam descido e fuzilado os fiscais. Os auditores fiscais morreram na hora.

A Lei Áurea aboliu a escravidão formal em maio de 1888, o que significou que o Estado brasileiro não mais reconhece que alguém seja dono de outra pessoa. Persistiram, contudo, situações que transformam pessoas em instrumentos descartáveis de trabalho, negando a elas sua liberdade e dignidade.

Desde a década de 1940, o Código Penal Brasileiro prevê a punição a esse crime. A essas formas dá-se o nome de trabalho escravo contemporâneo, escravidão contemporânea, condições análogas às de escravo.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal, quatro elementos podem definir escravidão contemporânea por aqui: trabalho forçado (que envolve cerceamento do direito de ir e vir), servidão por dívida (um cativeiro atrelado a dívidas, muitas vezes fraudulentas), condições degradantes (trabalho que nega a dignidade humana, colocando em risco a saúde e a vida) ou jornada exaustiva (levar ao trabalhador ao completo esgotamento dado à intensidade da exploração, também colocando em risco sua saúde e vida).

Como denunciar

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma sigilosa no Sistema Ipê, sistema lançado em 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em 2022, 1.654 foram enviadas pelo sistema. Denúncias também podem ser feitas através do Ministério Público do Trabalho, unidades da Polícia Federal, sindicatos de trabalhadores, escritórios da Comissão Pastoral da Terra, entre outros locais.

Dados oficiais sobre o combate ao trabalho escravo estão disponíveis no Radar do Trabalho Escravo da SIT.

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/2023/01/com-2-500-vitimas-em-2022-brasil-chega-a-60-mil-resgatados-da-escravidao/

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O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi instituído no ano de 2007 pela Lei n...
21/01/2023

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi instituído no ano de 2007 pela Lei nº 11.635 em homenagem à Mãe Gilda Iyalorixá, que foi vítima de intolerância religiosa em outubro de 1999, quando teve seu templo invadido, depredado e o seu marido agredido por fundamentalistas religiosos. Não superando o trauma dos ataques, veio a falecer em janeiro do ano seguinte, após um infarto. O dia 21 de janeiro significa um marco na luta ao respeito da diversidade religiosa. Embora o preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, as ocorrências aumentaram de forma substancial nos últimos anos.

Mãe Gilda Iyalorixá
Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum fundou em 1988 o Ilê Axé Abassá de Ogum, Terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã em Salvador.
Foi iniciada no Candomblé em 1976, no Terreiro de Oya, ao completar sete anos de iniciada na religião com cargo de yalorixá. Em outubro de 1988, registrou seu Terreiro de Candomblé, o Axé Abassá de Ogum, de nação Ketu na Federação do Culto Afro.
Mãe Gilda foi uma ativista social e se destacou pela sua personalidade forte e grande participação em ações para a melhoria do bairro de Nova Brasília de Itapuã.






Mais do que resistência, somos potências vivas prontas a alcançar a plenitude de nossas ações, engajar outros em suas bu...
16/12/2022

Mais do que resistência, somos potências vivas prontas a alcançar a plenitude de nossas ações, engajar outros em suas buscas pessoais e pavimentar o caminho para que muitos atravessem, e havendo desafios, os venceremos com a disciplina e confiança.
Somos a jóia na coroa de nossos ancestrais.
Chegamos a mais um final de ano cheio de conquistas e também tristezas, alegrias e poréns, porque assim é a vida e ela abençoa os persistentes.
Este registro foi realizado no último sábado, onde após a aula fizemos nossa confraternização, teve momento de estudo, risadas, abraços e renovação da perspectiva!
Segue o nosso agradecimento a todos os alunos, nossos maravilhosos professores e parceiros (Fundação Tide Setubal e Espaço Carioca 70) que fizeram e fazem de nossa investida um sucesso único e absoluto, e parafraseando Racionais Mc's:
"Firmeza total, mais um ano se passando
Graças a Deus a gente 'tá com saúde aí, 'morô?
Muita coletividade na quebrada, dinheiro no bolso
Sem miséria, e é nóis
Vamos brindar o dia de hoje
Que o amanhã só pertence a Deus, a vida é loka."

A causa da morte do DJ Stephen “tWitch” Boss foi revelada pelas autoridades oficiais de Los Angeles, nos Estados Unidos....
16/12/2022

A causa da morte do DJ Stephen “tWitch” Boss foi revelada pelas autoridades oficiais de Los Angeles, nos Estados Unidos. O Los Angeles County Medical Examiner determinou que o produtor cometeu suicídio com um tiro na cabeça.
Boss tinha 40 anos de idade e foi encontrado no banheiro de seu quarto de motel na Califórnia, na terça-feira (13). Sua esposa, Alison Holker, foi até uma delegacia em Los Angeles desesperada alegando que ele tinha saído de casa sem o carro, sendo essa uma atitude suspeita e não comum do DJ. Pouco tempo após, a polícia foi notificada de um tiroteio em um hotel de Los Angeles, encontrando logo após o corpo de Stephen. O produtor já tinha falado publicamente sobre as suas questões de saúde mental e superação de adversidades.

“Para mim, ajuda saber que tudo continua – continua, não importa o que aconteça – mesmo que algo pareça muito devastador, como se houvesse algum tipo de força que vai continuar e está lá para você acessar naturalmente. Às vezes, sou confrontado para fazer uma escolha que é a melhor escolha possível que posso fazer naquele determinado momento. Agora, será a escolha perfeita? Não. Isso me fará cair? Talvez, e se assim for, você tem que voltar muito, muito rápido e aprender a lição do que quer que seja e, em seguida, mantê-lo em movimento, porque é o que a vida faz.”, disse Stephen Boss em um podcast em 2017.

Boss começou como DJ no talk show de Ellen Degeneres em 2014, e atuou como produtor executivo em 2020. Foi finalista em um programa de dança americano em 2008, o So You Think You Can Dance, com performances de street dance e hip hop e participou do filme Magic Mike: XXL.

A morte de Stephen traz novamente a pauta do homem negro e a saúde mental. O Brasil ocupa topo do ranking no número de casos de depressão na América Latina, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), com cerca de 12 milhões de pessoas afetadas pela doença. Ainda de acordo com a OMS, a ansiedade é outro transtorno que acomete 18,6 milhões de brasileiros. Na faixa etária de 10 a 29 anos, o índice de transtornos mentais também é preocupante, especialmente entre jovens negros: estes chegam a ter 45% mais chances de desenvolver depressão que um jovem branco, o que os leva ao suicídio, e o racismo tem um papel fundamental nisto, pois impacta na construção da subjetividade de pessoas negras por meio de sentimentos de inferioridade, baixa autoestima, inadequação, autocobrança.

Para entender como o racismo e a exclusão social operam como potencializadores de tentativas de suicídio entre jovens pretos no Brasil, é preciso retomar dados históricos da época em que o Brasil passou a ser colonizado e pessoas negras, escravizadas. É o que explica Jeanne Saskya Campos Tavares, psicóloga, mestre em Saúde Comunitária, doutora em Saúde Pública e docente na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).

“No passado, por diferentes meios, pessoas negras davam fim às suas próprias vidas e de seus filhos para que não fossem submetidos aos horrores da escravização. Atualmente, o racismo continua diretamente ligado à ideação e comportamento suicida, pois não se trata de um problema individual, mas sim de um processo coletivo e se relaciona com a necessidade do jovem negro de cessar um intenso sofrimento através da morte”, afirma ela.

Fontes: https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2022/09/08/noticia-diversidade,1391718/racismo-e-exclusao-jovens-negros-sao-principais-vitimas-de-suicidio.shtml

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/11/10/saude-mental-e-luta-antirracista.htm

https://hugogloss.uol.com.br/famosos/dj-e-produtor-de-ellen-degeneres-stephen-twitch-boss-morre-aos-40-anos-apresentadora-se-manifesta/

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A primeira advogada no mundo surgiu durante o Império Romano, segundo historiadores. Mesmo não sendo bem-vista por sua o...
15/12/2022

A primeira advogada no mundo surgiu durante o Império Romano, segundo historiadores. Mesmo não sendo bem-vista por sua ousadia para a época, a famosa Joana D’Arc defendia suas causas com muito entusiasmo e compaixão. Não muito diferente das mulheres do mundo contemporâneo, como a brasileira Myrthes de Campos, que no fim do século 19 fez história em defender causas importantes como o voto feminino. Por causa da sua importância, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituiu, em 2016, o 15 de dezembro como o Dia da Mulher Advogada.
Porém, embora no ano de 2021 pela primeira vez, o número de advogadas tenha superado o de advogados no país (a época eram 633 mil mulheres e quase 622 mil homens na Ordem), as mulheres ainda lidam com situações de clientes que não confiam em advogadas mulheres, de delegados que não dão a devida importância a estas profissionais e ainda tem o assédio.
Do acesso à educação, à equidade salarial, da representatividade em cargos de decisão e no que diz respeito a seus corpos a data lembra dos avanços já conquistados e a longa via que essas profissionais terão pela frente.
Em termos raciais uma pesquisa realizada pelo Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade), indicou que ap***s 2% dos sócios dos maiores escritórios de advocacia do país são negros. O número de mulheres negras nestes cargos é ainda menor, o que aponta o verdadeiro abismo que advogadas negras têm no acesso a cargos de poder na profissão.
Em 25 de novembro de 2022 o Conselho Pleno da OAB Nacional reconheceu Esperança Garcia como a primeira advogada brasileira. Ela foi uma mulher negra escravizada que lutou contra a situação a qual ela e outras pessoas foram submetidas e representa em absoluto a luta travada pelas mulheres negras advogadas nos tribunais espalhados pelo país.
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No último dia 08 de dezembro o Comitê InterReligioso da Bahia realizou, o ato inter-religioso "Por Uma Cultura de Paz e ...
14/12/2022

No último dia 08 de dezembro o Comitê InterReligioso da Bahia realizou, o ato inter-religioso "Por Uma Cultura de Paz e Respeito", no Monumento Mãe Stella de Oxóssi, localizado na avenida de mesmo nome, em Salvador.

O ato contou com a presença de líderes das mais diversas representações religiosas, além de coletivos de representatividade preta e antirracista, o grupo protestou contra o racismo, o ódio e o "terrorismo religioso".

A manifestação, que começou às 09h, foi mobilizada por conta do incêndio criminoso que o monumento sofreu no último dia 4. A estátua de Mãe Stella de Oxóssi, em Stelle Maris, foi incendiada durante a madrugada do domingo e parte da obra que representava a Yalorixá, morta no final de 2018, ficou completamente destruída. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, lamentou nas suas redes sociais o ato de vandalismo do qual a estátua foi alvo. De acordo com o gestor, o ato foi fruto de "intolerância religiosa".

A escultura criada pelo artista plástico Tatti Moreno, morto em julho deste ano, foi feita em 2019, em homenagem a Mãe Stella. A Yalorixá morreu aos 93 anos em dezembro de 2018. Ela era uma das principais representantes do Candomblé e mães de santo do país.

Oxóssi, que teve a sua imagem preservada no incêndio que atingiu a estátua, era o orixá de cabeça de Mãe Stella. Caçador, ele é responsável por prover a alimentação do povo. É considerado também um poderoso guerreiro e um grande sábio.

A Fundação Gregório de Mattos (FGM) já realizou reuniões com os filhos de Tatti Moreno para alinhar as questões sobre a confecção da réplica da estátua de Mãe Stella de Oxóssi. Segundo a FGM, a proposta será apresentada à instituição ainda este mês, por André e Gustavo Moreno, que são sócios em seu ateliê e acompanhavam todos os trabalhos do pai. Após apresentação do projeto, a Fundação afirma que dará seguimento com os trâmites burocráticos, bem como definição de orçamento e prazo para que o Conjunto Escultórico Mãe Stella e Oxóssi volte a ficar completo.

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Libertada após nove meses de prisão em Moscou, na Rússia, a jogadora de basquete norte-americana Brittney Griner, de 32 ...
14/12/2022

Libertada após nove meses de prisão em Moscou, na Rússia, a jogadora de basquete norte-americana Brittney Griner, de 32 anos, afirma estar respirando "um suspiro de alívio". U

Griner é uma das pivôs da liga feminina da National Basketball Association, a NBA, e estava presa desde fevereiro deste ano, quando foi flagrada com porte ilegal de óleo de cannabis no aeroporto de Moscou. Dois cartuchos do óleo de haxixe para ser usado em um vaporizador foram encontrados dentro da bagagem da atleta.

Griner foi solta após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fechar um acordo de troca de prisioneiros entre os governos do EUA e Rússia, no qual a Casa Branca liberou o traficante de armas e ex-integrante do exército russo Vikor Bout.

Brittney Griner foi campeã da WNBA em 2014, também foi duas vezes a maior pontuadora do campeonato e conquistou duas medalhas de ouro com a seleção americana em Olimpíadas, sendo uma no Rio-2016 e outra em Tóquio-2020.

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Há aproximadamente cinco décadas o mês de novembro se consolidou como referência de atividades que remetem, recordam e i...
09/11/2022

Há aproximadamente cinco décadas o mês de novembro se consolidou como referência de atividades que remetem, recordam e inspiram a luta e rebeldia do Povo Preto contra o racismo e a opressão na sociedade brasileira. O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, é referência máxima da resistência da negritude neste país e é uma conquista do Movimento Negro ainda contestada por grupos e indivíduos racistas e que não se sensibilizam ou reconhecem a historicidade do povo negro no Brasil.
E embora este mês seja repleto de comemorações importantíssimas para comunidade negra, ele também traz a contradição de ter no decorrer dos anos, se tornado o único período onde a população em geral é estimulada a exaltar a fundamental presença e contribuição da população negra na construção do Brasil, estrutural, econômica e cultural.
O mês da Consciência Negra não pode ser relegado a um evento programado anualmente, seu impacto e influência deve reverberar, seu objetivo é provocar reflexão, rememorar, exaltar. Porque, o que é a Consciência Negra senão uma reflexão profunda de muitos e muitos tempos? De uma história longa onde foi e é preciso calcular a violência a nós imputada todos os dias? Quando esse cálculo acontece, surge a crítica e conseguimos passar para um outro lugar pós-crítica, que é a reflexão que produz ações e mudanças.
E aí está o grande porquê da necessária reverberação desta Consciência, porque neste momento pós-crítica os pretos serão capazes de fazer o que fazem quando não precisam pensar em racismo. E isso é muito importante porque esse futuro só será possível se a Consciência Negra não for relegada a um marco de comemoração anual, mas sim um processo de reflexão e rememoração da importância da historicidade negra, que é fundamental na constituição do orgulho e conhecimento da população negra e na equalização social da população em geral.
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Estão abertas as inscrições para o curso Preparatório para Carreiras Jurídicas do Instituto Idajo - JNLG. Se você é oper...
14/04/2022

Estão abertas as inscrições para o curso Preparatório para Carreiras Jurídicas do Instituto Idajo - JNLG. Se você é operador do direito - estudante, bacharel ou advogado (a) não perca tempo de se qualificar para os concursos!
As inscrições para o nosso curso vão de 13 a 27 de Abril, e responderemos à todos até o dia 06 de maio. As aulas iniciarão dia 09 de maio.
Para se inscrever é muito fácil! Basta acessar o link abaixo e será direcionado para o formulário, preencha seus dados, cumpra os requisitos e pronto!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6W5ew9pGdxZtr251oqChuZGyrJZYZIYS7ATu0L5s2Xusfqg/viewform?usp=sf_link

Endereço

Avenida Marechal Camara, 210
Rio De Janeiro, RJ
20020-080

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 05:00
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