03/12/2019
Galo de Barcelos – um símbolo de Portugal
O primeiro galo de Barcelos foi criado por um artesão português chamado Domingos Côto, que nasceu na cidade de Barcelos.
O galo, além de nos conectar com a lenda do peregrino, que nos traz uma mensagem de fé e de esperança, tem uma ligação com o passado de Portugal e com o meio rural.
Assim, por volta da década de 30, o Galo de Barcelos começou a ser utilizado em feiras internacionais para representar Portugal, passando a imagem de um país ligado às suas tradições. Uma curiosidade é que esta iniciativa surgiu durante o regime da ditadura no país.
Com o passar dos anos, a figura do Galo de Barcelos que saiu da lenda se consolidou como um dos principais símbolos de Portugal e é uma das lembrancinhas mais populares do país – nós adoramos!
A 'lenda do Galo de Barcelos' narra a intervenção milagrosa de um galo morto na prova da inocência de um homem erradamente acusado.Está associada ao monumento [seiscentista] que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.
Um dia, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa...
Condenado à morte na forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:
- "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!
O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz.
Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Monumento do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.