Renata Bhering Advocacia e Consultoria

Nos planos de saúde com coparticipação, o beneficiário paga uma mensalidade mais baixa, mas participa financeiramente se...
20/02/2026

Nos planos de saúde com coparticipação, o beneficiário paga uma mensalidade mais baixa, mas participa financeiramente sempre que utiliza consultas, exames ou procedimentos. Esse modelo é permitido e bastante comum no mercado. O problema surge quando a cobrança deixa de ser equilibrada e passa a comprometer o próprio acesso à saúde.

O entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça é de que a coparticipação não pode ultrapassar 50% do valor do atendimento realizado. A lógica é simples: o plano de saúde existe para garantir assistência médica, e não para transferir ao consumidor a maior parte do custo do serviço. Quando a cobrança se aproxima ou supera esse limite, ela pode se tornar abusiva, especialmente se inviabilizar a continuidade do tratamento.

Além disso, o Código de Defesa do Consumidor exige transparência e informação clara sobre os percentuais aplicados. Se o contrato não for objetivo ou se os valores cobrados surpreenderem o beneficiário, há espaço para questionamento judicial e revisão da cobrança.

A coparticipação é legal. O excesso, não. E sempre que o custo do atendimento parecer desproporcional, é fundamental analisar o contrato e verificar se os limites estão sendo respeitados.

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Quando o imóvel é desocupado, a devolução das chaves representa o encerramento da locação — e a recusa do proprietário e...
07/02/2026

Quando o imóvel é desocupado, a devolução das chaves representa o encerramento da locação — e a recusa do proprietário em recebê-las pode gerar consequências jurídicas importantes.

Em um caso analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a locatária tentou devolver as chaves ao final do contrato, mas o proprietário condicionou o recebimento à concordância com o laudo de vistoria que apontava possíveis danos no imóvel. Como não houve acordo naquele momento, a entrega das chaves só aconteceu posteriormente por meio judicial. O proprietário então buscou cobrar dos fiadores os aluguéis referentes ao período entre a desocupação do imóvel e a efetiva entrega das chaves.

O STJ entendeu que a recusa em receber as chaves foi indevida. Segundo o Tribunal, quando o contrato está em prazo indeterminado, o locatário pode encerrá-lo a qualquer momento, desde que faça a comunicação prévia ao locador. Eventuais danos identificados no imóvel devem ser discutidos em processo próprio, não podendo a devolução das chaves ser condicionada a essa concordância.

Com isso, ficou estabelecido que, havendo recusa injustificada do locador em receber as chaves, não é possível exigir do locatário — nem dos fiadores — o pagamento de aluguéis referentes ao período posterior à desocupação do imóvel.

Essa decisão reforça a importância de conhecer os direitos e deveres de cada parte na relação de locação e mostra que a devolução das chaves não pode ser impedida por divergências sobre vistoria ou eventuais reparos.

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União estável x contrato de namoro:  Entenda os riscos e as diferençasNem todo relacionamento é ap***s namoro e nem todo...
30/01/2026

União estável x contrato de namoro: Entenda os riscos e as diferenças

Nem todo relacionamento é ap***s namoro e nem todo namoro é juridicamente inofensivo.

A união estável existe quando a relação é pública, contínua, duradoura e com intenção de constituir família. Quando caracterizada, ela gera efeitos jurídicos automáticos, como direitos sobre patrimônio, herança e deveres entre as partes, mesmo sem qualquer registro em cartório.

O contrato de namoro, por sua vez, é um instrumento utilizado para formalizar que o relacionamento não tem intenção de constituir família, afastando, em tese, os efeitos da união estável. Ele pode ser útil, mas não é absoluto.

O grande risco está na prática.
Se o casal vive como família, mora junto, divide despesas e se apresenta socialmente como tal, o contrato de namoro pode não ser suficiente para afastar o reconhecimento da união estável.

Na Justiça, o que prevalece não é ap***s o documento assinado, mas a realidade da relação.

Por isso, antes de optar por um contrato de namoro ou ignorar os efeitos da união estável, é essencial compreender as diferenças e os riscos envolvidos. Informação jurídica evita conflitos, desgastes emocionais e prejuízos patrimoniais no futuro.

📌 Cada relação tem uma realidade. Cada decisão exige orientação adequada.

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Muita gente só descobre que teve o limite do cartão reduzido na pior hora: na hora de pagar uma compra, em uma emergênci...
23/01/2026

Muita gente só descobre que teve o limite do cartão reduzido na pior hora: na hora de pagar uma compra, em uma emergência ou até em uma viagem.

📌 Mas atenção: o STJ decidiu que reduzir o limite do cartão sem aviso prévio ao consumidor não gera, automaticamente, dano moral presumido.

Ou seja:
⚖️ não basta acontecer a redução do limite para existir indenização por danos morais.

✅ Mas isso não significa que o banco pode fazer o que quiser.
Se essa redução causar um constrangimento real, prejuízo comprovado, exposição ou impacto direto na sua vida financeira, pode sim existir direito à reparação, dependendo do caso.

🔎 Cada situação precisa ser analisada com cuidado:
• houve aviso prévio?
• houve recusa pública da compra?
• você passou por constrangimento?
• teve prejuízo financeiro por causa disso?

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A ocupação de imóvel em área de preservação permanente (APP) não gera direito à aquisição por usucapião.Isso porque a AP...
14/01/2026

A ocupação de imóvel em área de preservação permanente (APP) não gera direito à aquisição por usucapião.

Isso porque a APP é uma área protegida por lei, criada para preservar recursos naturais, evitar degradação ambiental e garantir segurança coletiva (como margens de rios, encostas e nascentes).

E o que diz a Justiça?
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) já consolidou o entendimento de que a ocupação em APP não pode ser “regularizada” por usucapião, justamente por envolver interesse público e proteção ambiental.

Ou seja: tempo de posse, moradia e melhorias no local não transformam a ocupação em direito de propriedade quando se trata de área ambientalmente protegida.

⚠️ Na prática, o risco é real:
• perda do imóvel/posse
• ações judiciais e demolição
• multas e obrigação de recuperação ambiental
• prejuízo financeiro e insegurança jurídica

✅ Antes de comprar, construir ou “assumir” um imóvel, o certo é checar se ele está em APP e se a área é regular.

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Que o Ano Novo que se aproxima seja uma porta aberta para novos sonhos, realizações e muito sucesso!Feliz 2026!
31/12/2025

Que o Ano Novo que se aproxima seja uma porta aberta para novos sonhos,
realizações e muito sucesso!

Feliz 2026!

Que o Natal traga calma, afeto, risadas sinceras e aquele abraço que faz bem 🎁✨Que nunca falte presença, verdade e carin...
24/12/2025

Que o Natal traga calma, afeto, risadas sinceras e aquele abraço que faz bem 🎁✨

Que nunca falte presença, verdade e carinho nos nossos dias.

Desejamos a todos os amigos e clientes um Feliz Natal!

Muita gente ainda acredita que o plano de saúde é obrigado a custear qualquer exame realizado durante uma viagem ao exte...
12/12/2025

Muita gente ainda acredita que o plano de saúde é obrigado a custear qualquer exame realizado durante uma viagem ao exterior, mas isso nem sempre é verdade. A maior parte dos planos atua com uma área de cobertura definida em contrato, normalmente limitada ao território nacional. Por isso, contar ap***s com o plano de saúde quando você está fora do país pode gerar frustração e custos altos inesperados.

Quando o assunto é viagem internacional, a proteção financeira é tão importante quanto ao passaporte e passagem. Em caso de emergência médica, acidente ou necessidade de exames fora do Brasil, a viagem segura é o grande aliado. Ele é o produto desenhado justamente para oferecer atendimento médico, exames, internações e, em alguns casos, até repatriação, dentro dos limites contratados.

Antes de embarcar, o ideal é entender exatamente o que cada proteção faz: plano de saúde, seguro de viagem e eventuais serviços adicionais. Esse cuidado evita a falsa sensação de segurança e ajuda você a tomar decisões mais conscientes, sem surpresas no meio da viagem. É aquele planejamento simples que faz toda a diferença se algo inesperado acontecer.

Verifique se o seu plano de saúde oferece alguma cobertura internacional ou opção de reembolso.

Confirme se a viagem segura escolhida inclui atendimento médico, exames, internação e assistência 24h.

Analise com atenção os limites de cobertura, carências e principais exclusões da apólice.

Ficou em dúvida sobre como se proteger em viagens internacionais ou precisa de orientação jurídica? Encaminhe sua mensagem por WhatsApp, inbox ou pelo e-mail [email protected]. 💼

No Direito de Família, cada vez mais se reconhece que ser pai vai muito além do vínculo biológico. A Justiça reafirmou q...
29/11/2025

No Direito de Família, cada vez mais se reconhece que ser pai vai muito além do vínculo biológico. A Justiça reafirmou que a paternidade socioafetiva pode ser reconhecida até mesmo após a morte do pai, mesmo quando o filho já havia retornado à família biológica.

Isso acontece porque o que forma uma relação parental não é ap***s o DNA. É o cuidado, a presença, o afeto e a construção diária de vínculo.
E esse vínculo merece proteção jurídica.

O reconhecimento da paternidade socioafetiva garante:
• direito ao nome
• inclusão em documento
• proteção emocional e identitária
• e, em alguns casos, direitos sucessórios

Cada história tem suas particularidades e merece ser tratada com sensibilidade e técnica.

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Muita gente acredita que só começa a pagar condomínio depois de receber as chaves, mas, juridicamente, não é assim que f...
21/11/2025

Muita gente acredita que só começa a pagar condomínio depois de receber as chaves, mas, juridicamente, não é assim que funciona.

A obrigação nasce a partir do registro do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis, porque é nesse momento que ocorre a transferência efetiva da propriedade. A partir daí, o comprador passa a ser oficialmente o titular do imóvel e, portanto, responsável pelas despesas condominiais, mesmo que ainda não esteja ocupando a unidade.

Esse entendimento é consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afirma que a taxa de condomínio tem natureza propter rem, ou seja, está vinculada ao imóvel e acompanha o proprietário.

Isso significa que, registrado o imóvel, o novo proprietário assume automaticamente:

✔️ Taxas condominiais ordinárias e extraordinárias
✔️ Multas e juros por eventual inadimplência
✔️ Responsabilidade perante o condomínio

Mesmo que existam pendências da construtora, atraso na entrega das chaves ou impossibilidade de uso imediato, a responsabilidade condominial segue o registro — não a posse física do imóvel.

Por isso, entender esse detalhe é essencial para evitar surpresas financeiras e organizar melhor sua jornada na compra de um imóvel.

Se você está passando por essa situação ou tem dúvidas sobre obrigações após a compra, encaminhe uma msg inbox, WhatsApp ou através do e-mail [email protected]

Recentemente, a Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou entendimento de que os crimes de embriaguez ao volante (art. 3...
08/11/2025

Recentemente, a Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou entendimento de que os crimes de embriaguez ao volante (art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro) e de lesão corporal culposa na direção de veículo (art. 303 do CTB) são condutas autônomas, com momentos consumativos distintos e bens jurídicos diferentes, logo, aplicam-se as p***s em concurso material, isto é, devem ser somadas.

Na prática: assumir a direção após ingestão de álcool configura um crime

(embriaguez ao volante) antes mesmo de provocar qualquer acidente. E se depois desse ato causar ferimentos, surge outro crime distinto (lesão corporal culposa).

Isso significa que o infrator não “escapa” por tratar-se de um único episódio: o Direito reconhece dois momentos jurídicos distintos — primeiramente a condução alcoolizada, depois o resultado lesivo.

Por isso, a mensagem é clara: a combinação de bebida + volante + outras pessoas = risco máximo. O sistema jurídico reforça que não se trata de ap***s uma infração, mas de uma sequência que atinge vidas e exige sanção à altura.

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Exame de DNA negativo nem sempre muda o registro de paternidadeVocê sabia que nem sempre um exame de DNA negativo é sufi...
24/10/2025

Exame de DNA negativo nem sempre muda o registro de paternidade

Você sabia que nem sempre um exame de DNA negativo é suficiente para retirar o nome do pai do registro civil? ⚖️

Nem todo pai é aquele que compartilha o mesmo sangue. Muitas vezes, o verdadeiro vínculo é construído nas pequenas coisas do dia a dia: no abraço, no cuidado, na presença constante e nos momentos felizes e difíceis. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, mesmo que um exame de DNA mostre que não há ligação biológica, isso não apaga anos de convivência e afeto entre pai e filho.​ Ou seja, mesmo sem laço biológico, o que pesa é o relacionamento construído ao longo do tempo, com amor, cuidado e convivência.​

O caso julgado envolveu um homem que registrou o filho acreditando ser o pai biológico, mas, anos depois, descobriu que não era. Mesmo assim, a justiça alcançou a importância dos laços de afeto já consolidados e negou o pedido de exclusão do registro civil. Para o STJ, só é possível a retirada do nome do registro se ficar comprovado tanto que houve erro no reconhecimento inicial quanto a que não existe relação socioafetiva entre pai e filho💬 A verdade genética é importante, mas o que pesa mesmo é a verdade do afeto.

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