13/12/2017
Depois de um longo período afastado dos posts, pois quanto mais se aproxima do recesso, mais trabalho temos, retorno hoje para falar da minha preparação e como conduzo uma AIJ na JT.
▪️Dia anterior:
🔹Entro em contato com o cliente para confirmar o horário e testemunhas. Leio a inicial/contestação, para os fatos estarem “fresquinhos” na minha memória e dessa leitura, já traço quais declarações preciso obter dos depoimentos, para ter um final feliz para o meu cliente.
▪️No dia da audiência:
🔹Chego com no mínimo 1 h de antecedência.
🔹Converso com meu cliente e digo como funciona dentro da sala de audiência, peço para ele dar respostas objetivas e sempre responder exatamente o que o Juiz perguntar. (Juízes costumam detestar historinhas).
🔹Explico o mesmo para a testemunha, MAS NÃO FALO SOBRE OS FATOS do processo.
🔹Cabe ao cliente ter certeza que a testemunha indicada por ele, conheça os fatos.
🔹NUNCA ORIENTE A TESTEMUNHA SOBRE OS FATOS, isso pode invalidar completamente a sua prova. Além do que, agora as testemunhas podem ser enquadradas como “litigantes de má-fé”.
🔹Feito isso, sempre tento assistir alguma audiência que anteceda a minha, para sentir a “vibe” do Juiz naquele dia (rsrs) e observar como ele está conduzindo as audiências.
▪️Na audiência:
🔹Se estou pelo Rdo, peço para o Juiz fixar os pontos controvertidos em ata, daí já limitamos o direcionamento dos depoimentos.
🔹Não costumo levar as perguntas prontas para a audiência, para mim é uma questão de “feeling”, as óbvias sempre são feitas pelo Juiz, então, somente tenho anotado ou destacado o que preciso que seja dito pela parte adversa e pelas testemunhas.
🔹A AIJ é muito de sentir e ficar atento a todas as palavras ditas, inclusive, nas perguntas feitas pelo Juízo, daí temos uma noção do rumo da instrução. Questionamentos sempre direitos e que realmente façam diferença para o processo.
▪️ Eu no início da carreira tinha pavor das AIJs, hoje, depois de 5 anos, já gosto e até curto o momento, tudo é questão de prática! Rsrs.