Rachel Serodio Advocacia

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Somos um escritório de advocacia especializado em Direito da Família e Direito da Mulher. Também atuamos em outras áreas, prestando consultoria ou atendendo demandas judiciais diretamente. Temos como objetivo identificar necessidades e desenvolver soluções que promovam a resolução de conflitos.

26/08/2026

Existe uma ideia muito presente no imaginário das pessoas de que medida protetiva é algo destinado apenas a mulheres que estão ou estiveram em um relacionamento com o agressor.

E isso pode fazer com que uma mulher nem cogite buscar proteção quando a violência parte de alguém com quem ela nunca se relacionou.

A recente decisão do STF é importante justamente porque afasta essa limitação: a inexistência de vínculo doméstico, familiar ou afetivo não pode, por si só, excluir a possibilidade de aplicação das medidas protetivas quando existe violência contra a mulher baseada no gênero.

Isso amplia a discussão para situações que também fazem parte da vida das mulheres e que nem sempre acontecem dentro de casa ou de um relacionamento.

Conhecer essa possibilidade pode mudar a forma como uma mulher entende aquilo que está vivendo.

Compartilhe com outras mulheres e nos seus grupos. Informação sobre proteção precisa circular.

Uma acusação de alienação parental pode fazer a defesa começar pelo lugar errado: tentando responder ao rótulo antes de ...
26/08/2026

Uma acusação de alienação parental pode fazer a defesa começar pelo lugar errado: tentando responder ao rótulo antes de reconstruir a história do caso.
Quando você foca apenas em refutar a acusação, corre o risco de aceitar a narrativa formulada pelo adverso como ponto de partida. A verdadeira estratégia começa antes: no método de análise, na reconstrução da cronologia real, na visibilidade do trabalho de cuidado e na aplicação concreta da perspectiva de gênero.
É exatamente esse caminho prático que vamos percorrer na aula “Alienação Parental: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça”.

🗓 10 de setembro | Online
⚠️ Vagas limitadas
📲 Garanta a sua vaga acessando o link na bio.

O que acontece quando uma mulher tem medo da violência, mas também começa a ter medo das consequências de denunciá-la?Me...
25/08/2026

O que acontece quando uma mulher tem medo da violência, mas também começa a ter medo das consequências de denunciá-la?

Medo de não acreditarem nela.

Medo de que sua palavra seja desqualificada.

Medo de que a denúncia seja interpretada como tentativa de afastar o pai.

Medo de ser acusada de “alienação parental”.

Medo de perder a guarda.

Quando esse medo começa a interferir na possibilidade de uma mulher falar, denunciar, estabelecer limites ou buscar proteção para suas crias, não estamos diante de uma simples divergência parental.

O problema é mais profundo.

Precisamos olhar para as relações de poder que existem antes do processo e para os mecanismos que podem transformar a busca por proteção em elemento de suspeição contra a própria mulher.

Porque uma acusação de “alienação parental” não produz efeitos apenas quando é reconhecida em uma decisão.

A ameaça dessa acusação também pode produzir silêncio.

E esse é um dos aspectos que precisamos compreender quando discutimos “alienação parental”, violência doméstica, maternidade e proteção integral das crias.

No dia 10 de setembro, vou aprofundar essa discussão na aula online “Alienação parental”: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça.

Uma aula para profissionais, mulheres e mães que querem compreender criticamente como essas acusações operam e quais efeitos podem produzir dentro — e antes — do sistema de justiça.

📅 10 de setembro de 2026
🕖 19h às 20h30
💻 Online

Se esse medo atravessa a sua história ou a realidade das mulheres que você acompanha profissionalmente, essa discussão importa.

Inscrições abertas. Vagas limitadas. Acesse o link da bio para conhecer a aula e se inscrever.

25/08/2026

Minha inquietação com o chamado “namoro qualificado” nunca foi apenas terminológica.

Ela está na fronteira que o Direito constrói entre uma relação afetiva reconhecida como namoro e uma relação reconhecida como família, especialmente porque atravessar essa fronteira produz consequências patrimoniais concretas.

Não defendo que toda relação longa seja união estável. Isso seria juridicamente simplista.

Minha crítica está em outro lugar: qual modelo de conjugalidade continua funcionando como referência, mesmo silenciosamente, quando decidimos o que é ou não família?

Porque reconhecer juridicamente a pluralidade familiar exige mais do que ampliar conceitos no discurso.
Exige também questionar a régua com que continuamos medindo essas famílias.

Enquanto ele acumulava experiência, salário, previdência e patrimônio, ela também trabalhava — mas parte do trabalho del...
24/08/2026

Enquanto ele acumulava experiência, salário, previdência e patrimônio, ela também trabalhava — mas parte do trabalho dela não aparecia como renda.

Cuidado, casa, filhos e gestão da rotina também produziram algo economicamente valioso: tempo para que outra pessoa pudesse investir na própria carreira.

Por isso, quando olhamos apenas para quem recebeu o salário, podemos contar apenas metade da história econômica de uma família.

Existe trabalho que produz dinheiro. E existe trabalho que produz as condições para que o outro possa produzi-lo.

Se essa conta te parece familiar, compartilhe.

24/08/2026

Um processo não começa quando chega ao sistema de justiça.

Antes dos autos, já existe uma história.

Existem relações de poder, uma determinada divisão do trabalho de cuidado, condições materiais distintas e, em alguns casos, uma dinâmica de violência que antecede a própria judicialização.

Mais de 20 anos acompanhando casos complexos me ensinaram que compreender esse contexto não é algo acessório à atuação profissional. É parte da própria análise jurídica.

E isso se torna especialmente importante quando surge uma acusação de “alienação parental”.

Porque, se olhamos apenas para o momento em que essa expressão aparece nos autos, podemos deixar de fazer perguntas fundamentais:

Quando essa acusação surgiu?
O que aconteceu antes?
Quem exercia o cuidado?
Existe uma dinâmica de violência?
Quais relações de poder atravessam essa família?

A aparente neutralidade pode produzir uma leitura incompleta quando retira os acontecimentos do contexto em que foram produzidos.

É a partir da experiência profissional, da pesquisa, dos Direitos Humanos e da perspectiva de gênero que vou conduzir a aula:

“Alienação parental”: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça.

📅 10 de setembro de 2026
🕖 19h às 20h30
💻 Online

Uma aula para profissionais e pessoas interessadas em compreender essas acusações para além da superfície — e observar os efeitos que elas podem produzir sobre mulheres, mães e crias dentro do sistema de justiça.

Inscrições abertas. Vagas limitadas.

Acesse o link da bio para conhecer a aula e se inscrever.

22/08/2026

Uma das consequências de limitar a Lei Maria da Penha ao ambiente doméstico era bastante concreta: algumas mulheres podiam estar vivendo situações graves de violência de gênero e, ainda assim, encontrar dificuldade para acessar medidas protetivas porque o agressor não era marido, namorado, ex ou familiar.

Foi justamente essa barreira que o STF afastou.

A decisão é importante porque olha para uma realidade que não cabe apenas dentro das relações afetivas. Mulheres também podem ser perseguidas, ameaçadas e submetidas a outras formas de violência de gênero por pessoas com quem nunca tiveram qualquer vínculo.

Isso não transforma todo conflito em violência de gênero. Mas impede que a falta de relacionamento entre vítima e agressor seja, sozinha, motivo para negar proteção.

É uma mudança importante na forma como essa proteção passa a ser compreendida e aplicada.

Compartilhe. Muita mulher ainda acredita que a Lei Maria da Penha só pode protegê-la de alguém com quem ela teve um relacionamento.

22/08/2026

Este livro não nasceu apenas de uma pesquisa acadêmica.

Ele também é resultado de mais de 20 anos de atuação profissional, acompanhando casos complexos e observando como determinadas categorias jurídicas produzem efeitos concretos sobre mulheres, mães e crias.

A prática trouxe perguntas que a leitura isolada da lei não respondia.

A pesquisa permitiu ir além dos casos individuais e reconhecer mecanismos que se repetem: estereótipos de gênero, silenciamento, deslegitimação da palavra das mulheres, invisibilização do cuidado e formas de revitimização dentro do próprio sistema de justiça.

Foi nesse encontro entre prática profissional, produção acadêmica, Direitos Humanos e feminismo jurídico que aprofundei meus estudos sobre “alienação parental”.

E é parte desse percurso que vou compartilhar na aula online:

“Alienação parental”: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça.

Não será apenas uma aula sobre o que diz a Lei nº 12.318/2010.

Será um espaço para compreender o que existe por trás dessa categoria, como ela opera e quais efeitos pode produzir quando chega aos casos concretos.

📅 10 de setembro de 2026
🕖 19h às 20h30
💻 Online

Se “alienação parental” atravessa a sua atuação profissional ou a sua própria história, essa discussão precisa fazer parte do seu repertório.

As vagas são limitadas. Acesse o link da bio e garanta sua inscrição.

Quando o sistema de justiça se diz “neutro” diante da alienação parental, ele não está suspendendo valores. Está escolhe...
21/08/2026

Quando o sistema de justiça se diz “neutro” diante da alienação parental, ele não está suspendendo valores. Está escolhendo um lado.

Neutralidade, nesse contexto, significa:
– ignorar desigualdades de gênero;
– tratar violência como conflito;
– colocar mães e agressores no mesmo patamar discursivo;
– chamar proteção de manipulação.

Não existe aplicação neutra de uma lei construída sobre desconfiança estrutural das mulheres. O que existe é a decisão de não enxergar gênero como categoria jurídica relevante — mesmo quando isso produz dano reiterado.

A LAP prospera exatamente nesse discurso: o da falsa imparcialidade que se recusa a nomear o patriarcado para não confrontá-lo.

O livro “Alienação Parental: Violência e Estratégia de Manutenção do Patriarcado” demonstra como a neutralidade foi usada historicamente como álibi para legitimar violências institucionais contra mulheres no Direito das Famílias.

Chamar isso de técnica é parte do problema.

E é também sobre os efeitos dessa suposta neutralidade na atuação concreta que vamos discutir na aula online “Alienação parental”: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça.

Uma aula para compreender como perspectiva de gênero, violência, cuidado e proteção integral das crias modificam a leitura das acusações de “alienação parental” e revelam aquilo que uma análise supostamente neutra pode deixar invisível.

10 de setembro de 2026, das 19h às 20h30.

Inscrições abertas.
Vagas limitadas.
Acesse o link da bio para conhecer a aula e para fazer sua inscrição.

A Lei da Alienação Parental não se sustenta sozinha.Ela depende de algo anterior e mais profundo: a disposição do sistem...
20/08/2026

A Lei da Alienação Parental não se sustenta sozinha.
Ela depende de algo anterior e mais profundo: a disposição do sistema de justiça em punir e exigir condutas morais e subserviente de mulheres mães.

Sem essa base, a LAP não operaria.
Não haveria adesão acrítica, nem aplicação automática, nem decisões que ignoram denúncias de violência para focar na “conduta materna”.

A tese da “alienação parental” funciona porque encontra um terreno fértil:
– um sistema que desqualifica a palavra das mulheres;
– que trata o cuidado como excesso;
– que prefere patologizar mães a enfrentar o núcleo das violências domésticas.

Dizer que o problema é “má aplicação” é confortável.
Mas não se sustenta.

O problema é estrutural.
E enquanto o sistema continuar tratando mulheres como suspeitas naturais, a LAP seguirá cumprindo sua função: manter o patriarcado operando sob a aparência de técnica.

Quem quer entender essa engrenagem — e não apenas reagir a ela — precisa estudar suas origens, seus usos e seus efeitos. É isso que faz o livro “Alienação Parental: Violência e Estratégia de Manutenção do Patriarcado”.

E é justamente para aprofundar essa compreensão que, no dia 10 de setembro, vou realizar a aula online “Alienação parental”: orientações teóricas e práticas para acusações e atuação no sistema de justiça.

Vamos partir dessa construção teórica para compreender também suas repercussões concretas e o que precisa ser observado quando acusações de “alienação parental” atravessam a atuação no sistema de justiça.

10 de setembro de 2026, das 19h às 20h30.

Inscrições abertas. Vagas limitadas. Acesse o link da bio para conhecer a aula e se inscrever.

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