06/11/2025
Muitos de nossos clientes já vivenciaram situações semelhantes — por isso, compartilhamos este tema.
Em setembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do REsp nº 2.106.548/SP, reafirmou que, em caso de conflito entre a Lei do Distrato (Lei nº 13.786/2018) e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), prevalece o CDC.
Na prática, isso significa que, quando ocorre a rescisão de um contrato de compra e venda de imóvel, a retenção não pode ultrapassar 25% dos valores pagos e a devolução deve ser imediata, conforme a Súmula 543/STJ. O Tribunal também reforçou que a taxa de fruição só é cabível em casos específicos — e nunca para lotes não edificados.
A decisão reacende o debate sobre o equilíbrio contratual e a segurança jurídica nas relações de consumo. Sob o ponto de vista econômico, trata-se de um alerta para o mercado: o respeito às regras de transparência e boa-fé não elimina a necessidade de previsibilidade jurídica — essencial para quem compra, vende ou financia imóveis.
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