22/07/2025
A pejotização acontece quando uma empresa exige que o trabalhador se formalize como pessoa jurídica (abra um CNPJ) para prestar serviços, mesmo que a relação tenha todas as características de um vínculo de emprego.
Ou seja, o profissional continua trabalhando com subordinação, habitualidade, pessoalidade e onerosidade, mas sem a carteira assinada e sem os direitos garantidos pela CLT, como:
- Férias remuneradas
- 13º salário
- FGTS
- INSS
- Aviso prévio e seguro-desemprego
O que diz a legislação?
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não permite fraudes na forma de contratação. A pejotização, quando usada para disfarçar uma relação de emprego, é considerada ilegal. A Justiça do Trabalho já possui diversas decisões reconhecendo o vínculo empregatício mesmo com CNPJ.
Como a Justiça do Trabalho enxerga a pejotização?
A Justiça entende que o que importa não é o nome do contrato ou a existência de um CNPJ, mas sim a realidade da relação. Se houver os elementos típicos da relação de emprego, o vínculo pode ser reconhecido judicialmente e os direitos trabalhistas recuperados.
Por que a pejotização prejudica o trabalhador?
O trabalhador f**a desprotegido em momentos delicados, como doenças, necessidade de afastamento, demissão ou aposentadoria. Além disso, arca com tributos como pessoa jurídica e ainda corre o risco de não receber os direitos básicos de qualquer trabalhador.
Desconfie se a empresa te obrigar a “virar PJ” para continuar no mesmo trabalho que já fazia como CLT. Isso pode ser uma fraude trabalhista.
Tem dúvidas sobre seu contrato ou quer saber se você foi vítima da pejotização? Entre em contato com nosso escritório. Estamos aqui para defender os seus direitos!