01/10/2024
Conforme antecipamos em vários artigos anteriores, desde junho de 2023, a partir de zero hora de hoje irrompeu uma greve de trabalhadores portuários – a primeira desde 1977 – onde podemos testemunhar a paralisação de cerca de 25.000 trabalhadores, de acordo com a United States Maritime Alliance (USMX), e fechar cerca de 14 portos: Baltimore; Boston; Charleston, Carolina do Sul; Jacksonville, Flórida; Miami; Houston; Mobile, Alabama; Nova Orleans; Nova York/Nova Jersey; Norfolk, Virgínia; Filadélfia; Savannah, Geórgia; Tampa, Flórida; e Wilmington, Delaware.
Segundo declarações da International Longshoremen’s Association (ILA), representando trabalhadores da Costa Leste e do Golfo do México, a paralisação está baseada nas negociações frustradas com a USMX, dentre outras, por conta do nível de correção dos salários.
De acordo com cálculos conservadores, estima-se que para cada dia de paralisação, existirá a construção de um back log equivalente a sete dias de acúmulo de movimentação de carga.
A preocupação na economia como um todo, encontra-se focada na construção de estoques, já para as festas de final de ano, pois serão impactados, dependendo da duração das paralisações.
A ILS demanda, para além dos aumentos dos salários de seus associados, o banimento do uso de automação de guindastes, portões e caminhões de movimentação de contêineres, o que já acontece em cerca de 36 portos Americanos, responsáveis por cerca de 50% da movimentação de carga através de navios.
A USMX entrou com uma acusação de “Prática Trabalhista Injusta” (ULP) no National Labor Relations Board (NLRB) e solicitou medida liminar imediata – exigindo que o Sindicato retome a negociação – para que eles possam negociar um acordo.
Há quem aposte ainda, que o Presidente Biden utilizará o Taft-Hartley Act, através de uma ordem judicial, que obrigue as partes a respeitarem uma “trégua” de 80 dias, a fim de suspender os efeitos danosos da greve sob comento.