Eloisa Samy

Eloisa Samy Doutoranda em Direito - UFF;
Mestre em Direito - UFRJ;
Especialização em Gênero e Direito - EMERJ. Advogada.

19/04/2026

Este é um dos relatos mais dramáticos e contundentes que já vi, ainda mais por vir de uma atriz do porte de Charlize Theron, em que ela revela detalhes sobre a noite em que sua mãe foi obrigada a matar o marido para defender as duas.
E, de fato, acredito que, para a violência ter escalado a esse ponto, é porque ninguém realmente se importa com a segurança de mulheres e crianças.

😥
17/04/2026

😥

16/04/2026

A parlamentar em questão é Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), principal legenda da oposição de centro-esquerda italiana (TSF Rádio Notícias). Na terça-feira (14/04), da tribuna da Câmara dos Deputados, ela manifestou solidariedade a Giorgia Meloni após Donald Trump ter atacado a premiê em entrevista ao Corriere della Sera.

"Condenamos veementemente o ataque do Presidente Donald Trump à primeira-ministra Meloni por expressar, com toda a razão, solidariedade com o Papa Leão XIV. Somos adversários nesta Câmara, mas somos todos cidadãos italianos e não aceitaremos ataques ou ameaças ao Governo e ao nosso país"

Institucionalmente, Schlein mobiliza a distinção entre governo e Estado que estrutura o parlamentarismo desde sua formulação clássica. Criticar o governo é função constitutiva da oposição; permitir que um chefe de Estado estrangeiro ataque a premiê em suas funções é consentir com a erosão da própria forma parlamentar. Quando ela diz "somos adversários nesta Câmara, mas somos todos cidadãos italianos", está reencenando a fórmula que os democratas cristãos e a esquerda republicana italiana construíram no pós-guerra para estabilizar a República contra ingerências externas. A forma parlamentar supõe que o dissenso interno não pode ser instrumentalizado por potências externas sem destruir a própria possibilidade do dissenso futuro.

Em relação à soberania, a questão é ainda mais grave, penso eu. Quando Trump diz que espera que os Estados Unidos "façam o trabalho" pela Itália, ele expressa uma concepção do vínculo aliado em que a soberania italiana é condicional, existe enquanto obedece, e desaparece quando discorda. Meloni, ao recusar permitir que a base de Sigonella, na Sicília, fosse usada em operações no Irã invocando direito internacional, reativou a soberania como categoria substantiva e não meramente formal. Schlein, ao defendê-la, reconhece que essa reativação é um ganho coletivo do povo italiano, independente de quem governa. Schlein compreende que a soberania popular, como condição de possibilidade da democracia, precede a disputa pelo seu exercício. Perdê-la signif**a perder o próprio terreno onde PD e Fratelli d'Italia podem continuar se enfrentando como adversários legítimos.

Por outro lado, a forma do ataque de Trump ao dizer "pensava que ela tivesse coragem" a uma mulher chefe de governo, no contexto em que a virilidade está sendo performada como atributo do vínculo correto, não é uma crítica política: é a mobilização de uma gramática misógina específ**a que reduz a discordância feminina a falha de caráter, especif**amente, a falha daquele caráter codif**ado como masculino. A mesma frase dita a Macron ou Starmer teria outra leitura. Dita a Meloni, ela evoca todo um arquivo cultural em que a mulher que discorda é sempre, em última instância, uma mulher que "deveria" ter obedecido e falhou em fazê-lo. O "muito diferente do que eu imaginava" signif**a que Trump imaginava uma mulher domesticável, e a realidade o decepcionou.

Essa lógica é manifestação ideológica do patriarcado, e não alinhamento partidário. O feminismo identitarista opera por correspondência entre corpo e posição política: mulher de esquerda defende mulher de esquerda, mulher de direita f**a com a direita. O feminismo radical compreende que o patriarcado é uma estrutura de dominação que atravessa e excede as clivagens partidárias, organizando o que pode ser dito, por quem, e com que custo. Quando Trump diz que Meloni "não tem coragem", ele não está apenas atacando uma adversária política pontual: está reativando um dispositivo disciplinar que afeta todas as mulheres em posições de autoridade pública, incluindo qualquer mulher que possa um dia ocupar aquele cargo. Defender Meloni contra essa forma específ**a de ataque é defender a possibilidade futura de que mulheres governem sem serem disciplinadas pelo teste da virilidade imposto por homens poderosos.

O principal destaque do pacote é a sanção do Projeto de Lei nº 2.942/2024 (convertida na Lei nº 15.383/2026), que estabe...
11/04/2026

O principal destaque do pacote é a sanção do Projeto de Lei nº 2.942/2024 (convertida na Lei nº 15.383/2026), que estabelece o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma no âmbito da Lei Maria da Penha. A nova legislação permite que o agressor seja submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, com definição de perímetro de circulação e emissão de alertas à vítima e às autoridades em caso de aproximação indevida.

Outro avanço é a sanção do Projeto de Lei nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), que inclui na legislação o crime de violência vicária.

25/03/2026
Fiquem tranquilas porque a nova lei que criminaliza a misoginia fala na "condição de mulher" e não no "gênero feminino"
25/03/2026

Fiquem tranquilas porque a nova lei que criminaliza a misoginia fala na "condição de mulher" e não no "gênero feminino"

19/03/2026

Vamos olhar para a história sem romantizar e entender como surgiu o conceito de identidade de gênero.

Essa história começa com dois irmãos gêmeos idênticos, nascidos no Canadá nos anos 60. Um deles, ainda bebê, sofreu um acidente grave durante uma cirurgia de rotina. O dano foi tão sério que os pais f**aram sem saber o que fazer. Foi nesse momento que entraram em contato com um especialista que defendia uma ideia bastante ousada para a época. A criança era David Reimer, nascido em 1965, no Canadá, originalmente chamado de Bruce Reimer. Ele tinha um irmão gêmeo idêntico, Brian.

Durante uma circuncisão ainda bebê, houve um erro médico grave que destruiu seu p***s. Os pais, desesperados, buscaram ajuda e chegaram até John Money, que viu ali uma oportunidade para testar sua teoria. Ele acreditava que uma criança não nascia com uma identidade definida, mas que tudo poderia ser moldado pela forma como ela fosse criada. A proposta, então, foi a seguinte: criar aquele menino como menina desde cedo, com outro nome, outra aparência, outro papel social. O irmão gêmeo continuaria sendo criado como menino. Como eram geneticamente iguais, isso serviria, na visão dele, como uma prova de que o ambiente era mais importante do que o corpo.

Os pais aceitaram. O menino passou a viver como menina. Mudaram o nome, as roupas, a forma de tratar. Só que, na vida real, nada aconteceu como o esperado.

Desde pequena, aquela criança demonstrava um desconforto profundo. Não se reconhecia naquilo que estavam tentando impor. Rejeitava vestidos, não se identif**ava com outras meninas, se sentia deslocada o tempo todo. Não era questão de fase ou adaptação. Era um sofrimento constante, difícil de explicar, mas impossível de ignorar.

E havia algo ainda mais perturbador acontecendo nos bastidores. Durante os acompanhamentos, os dois irmãos eram levados juntos às consultas. Ali, eram expostos a situações completamente inadequadas para crianças. Hoje, não há dúvida de que aquilo ultrapassava qualquer limite aceitável.

Mesmo assim, por anos, o caso foi divulgado como um sucesso. Para quem via de fora, parecia que tudo estava funcionando perfeitamente.
(Continua no primeiro comentário)

"Um levantamento da Real Time Big Data indica que a maioria dos brasileiros rejeita a indicação da deputada federal Erik...
19/03/2026

"Um levantamento da Real Time Big Data indica que a maioria dos brasileiros rejeita a indicação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Segundo a pesquisa, 84% dos brasileiros são contra a gestão dela no colegiado.
O nível de conhecimento sobre o caso é elevado: 82% dos entrevistados afirmaram já ter tomado conhecimento da nomeação, contra 18% que disseram não conhecer o tema.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores em todo o país, entre os dias 17 e 18 de março de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%."

E as eleições, hein?

O que aconteceu no plenário da ALESP não foi só um espetáculo constrangedor. Foi a exposição de uma armadilha que a próp...
18/03/2026

O que aconteceu no plenário da ALESP não foi só um espetáculo constrangedor. Foi a exposição de uma armadilha que a própria esquerda ajudou a criar.

A deputada se pintou de marrom para fazer uma comparação provocativa. Disse, na prática, que se uma pessoa branca não pode se declarar negra, então uma pessoa trans também não poderia ser reconhecida como mulher. É um raciocínio grosseiro, feito para chocar, mas não é por isso que ele deve ser ignorado. Ele só funciona porque existe uma incoerência anterior que não foi enfrentada.

Há muito tempo, o feminismo fala de mulheres a partir de algo concreto. Fala de corpos, de reprodução, de violência, de limites impostos por uma realidade material que não depende de escolha individual. É disso que surgem categorias como “mulher” enquanto grupo político.

Quando esse ponto de partida mais concreto é substituído pela ideia de que basta a autodeclaração para definir pertencimento, cria-se uma ruptura. E ignorar isso, ou tratar como se não fosse um problema, não faz com que desapareça.

Aí, aparece essa armadilha. Porque a direita entra nesse ponto com facilidade. Ela pega essa contradição, simplif**a, distorce e transforma em uma caricatura grotesca. E, ao fazer isso, consegue deslocar o debate inteiro, colocando em xeque não só uma pauta específ**a, mas a própria ideia de direitos.

O problema é que, enquanto isso, muita gente à esquerda prefere reagir à provocação em vez de encarar a questão de fundo. Como se bastasse dizer que a comparação é absurda para que ela perca força. Não perde. Porque, no fundo, ela toca numa pergunta que ainda está em aberto.

A gente já reconhece, por exemplo, que não basta uma pessoa branca se pintar de preta para “se tornar” negra. Existe um limite aí que a própria esquerda defende. Aliás, qualquer um com um mínimo de bom senso defende. Então por que, em outros casos, essa discussão parece interditada?

Se essa pergunta não for enfrentada com honestidade, outras cenas como essa vão continuar acontecendo. E vai f**ar cada vez mais difícil sustentar um discurso coerente.

A armadilha já está aí, funcionando. Ignorar isso não resolve nada.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
27930-360

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 19:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
Sexta-feira 09:00 - 19:00
Sábado 09:00 - 14:00

Telefone

+5521964456280

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Eloisa Samy posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Eloisa Samy:

Compartilhar