20/06/2026
O perigo do pânico corporativo
O pânico é o pior modelo de negócios do mercado.
Sempre que uma nova mudança estrutural ou reforma é anunciada, o ecossistema de negócios é inundado por uma enxurrada de alertas falsos e soluções mágicas de urgência. É o terrorismo digital disfarçado de assessoria empresarial.
A desinformação e o uso oportunista de boatos destroem a base mais preciosa do mercado: a confiança. Quando agentes de mercado geram pânico generalizado para vender soluções fáceis, eles sabotam o bem-estar social e a estabilidade emocional dos tomadores de decisão, que já carregam uma carga pesada de responsabilidade.
Isso não é marketing estratégico. É irresponsabilidade civil.
Nos negócios duradouros, a ética e a solidariedade são ativos intangíveis que protegem a comunidade empresarial inteira. Quem tem real compromisso com a longevidade de uma marca age como escudo técnico, não como amplificador de pânico.
Clareza e sobriedade são as maiores defesas de um empresário.
Na próxima vez que receber um alerta apocalíptico, observe com frieza: quem enviou quer proteger o seu negócio ou quer se aproveitar do seu medo?
Qual é o limite ético que você exige das marcas que assessoram sua tomada de decisão?
CARLOS ALBERTO COSTA (CEO eCAC DIGITAL)
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