29/06/2026
Quando me formei em Direito, em 2012, meu primeiro filho tinha apenas 1 ano.
E a verdade é que eu nunca pensei em advogar.
Fiz Direito porque queria prestar concurso público. Esse sempre foi o plano.
Entre cuidar do meu filho, da casa, da família e estudar, eu acreditava que meu futuro seria no serviço público. Depois veio meu segundo filho e a rotina ficou ainda mais desafiadora, mas eu continuei firme nesse caminho.
Nesse período, também tentei o Exame da Ordem algumas vezes. Entre 2012 e 2017 bati na trave três vezes.
Mas tinha uma pessoa que nunca me deixava desistir: minha mãe.
Ela sempre dizia:
"Para mim, sua faculdade só vai estar concluída quando você tiver a OAB."
Em 2018, minha vida deu uma reviravolta.
Eu tinha mudado de cidade, perdido minha rede de apoio e estava enfrentando problemas pessoais e financeiros que afetaram muito minha saúde mental.
Foi um período difícil.
Muito difícil.
Mas, por algum motivo, decidi me inscrever mais uma vez para o Exame da Ordem.
E passei.
Até hoje, quando olho para trás, vejo que aquela aprovação representou muito mais do que uma carteira profissional. Ela foi a prova de que eu era capaz de seguir em frente mesmo quando tudo parecia desmoronar.
Comecei trabalhando em um pequeno escritório e, durante a pandemia, percebi que talvez eu pudesse construir algo meu.
Foi aí que comecei a advogar por conta própria.
E então a vida me surpreendeu mais uma vez.
Veio a gravidez dessa pequena da foto.
Confesso que não foi fácil conciliar um novo maternar com uma rotina de trabalho intensa. Mesmo trabalhando online, os desafios eram muitos.
Mas eu já tinha aprendido uma coisa: desistir não era uma opção.
Essa pequena me acompanha desde o ventre. Já esteve comigo em fóruns, cartórios, cursos, palestras e eventos. Ela está crescendo vendo a mãe trabalhar, estudar, empreender e correr atrás dos próprios sonhos.
Hoje, além da maternidade e da rotina da casa (que felizmente divido com meu companheiro de vida), conduzo meu escritório (o "euscritório"), sou fundadora e atual Presidente do IDNOR.
E, sinceramente?
Não consigo mais me imaginar longe da mulher multipontencial que me tornei.
(Cont. comentários)