05/07/2022
No mundo atual, imensamente globalizado, insistir em velhas práticas pode levar seu negócio à falência ou, na melhor das hipóteses, à estagnação e à falta de perspectiva. Todas as atividades da empresa devem ser pensadas de forma interligada e alinhadas com os objetivos globais do negócio.
Sem nos aprofundarmos nos métodos, os resultados do dia-a-dia demonstram que o BSC (Balanced Scorecard) apresenta a forma mais ef**az de pensar a estratégia da empresa, partindo-se da interligação dos objetivos globais em suas 4 (quatro) grandes perspectivas: Financeira, Cliente, Processos Internos e Aprendizagem e Crescimento.
Mas onde o Jurídico entra nisso?
Fácil: em tudo! Isso porque a empresa é um todo holístico, ou seja, suas partes devem estar interligadas e em harmonia, pois os objetivos globais e as perspectivas do BSC se interligam. Assim, é preciso Aprendizagem e Crescimento para melhorar Processos Internos, que irão tornar Clientes mais encantados e fiéis aos seus produtos, serviços e marcas e, assim, atingir à tão almejada perspectiva Financeira.
Sendo um todo harmônico, os gestores da empresa pensam na sua cadeia de valor como um encadeamento lógico de atividades, sejam estas próprias do core business ou atividades de apoio, como é o Jurídico.
Basicamente, a atividade do Jurídico se divide em duas grandes frentes: uma, evitar o problema (consultivo); a outra, corrigir o problema (contencioso). E, em absolutamente TODAS as perspectivas do BSC, há atuações do Jurídico, tanto consultivas quanto contenciosas, que são determinantes para que a empresa atinja seus objetivos e metas globais.
Por exemplo, na perspectiva da Aprendizagem e Crescimento, o Jurídico pode atuar auxiliando os Recursos Humanos com questões dos contratos de trabalho; de forma consultiva, pode avaliar atividades e projetos (inclusive negociar com sindicatos) para evitar processos judiciais e alinhar expectativas da cultura organizacional.
Nos Processos Internos, o Jurídico trabalha de forma ativa e participativa na formulação ou revisão de produtos e serviços, alinhando a atuação da empresa com a legislação regulatória da indústria ou setor econômico, avalia contratos de aquisição de matéria-prima e parcerias, auxilia a organização da produção no sentido de reduzir custos tributários.
Já na perspectiva do Cliente, o Jurídico atua ao lado do Marketing e Vendas para modular peças publicitárias, relacionamento com clientes nas redes sociais e canais de comunicação, negociar com clientes insatisfeitos para evitar processos judiciais.
E, como vimos, a atividade do departamento jurídico ajuda a tornar os processos mais eficientes, possibilitando economia de um lado e, de outro, o investimento destes capitais em novos projetos. Além disso, ao evitar processos judiciais ou negociar soluções mais pacíf**as, a empresa ganha em economia com o custo da qualidade ou o custo operacional, além de se tornar mais amigável perante clientes, fornecedores, parceiros e trabalhadores.
Estes são somente exemplos muito superficiais do que um bom Jurídico pode (e deve!) fazer pela empresa. E, exatamente por isso, que as empresas devem rever sua visão quanto a atividade dos advogados. De outro lado, advogados devem também revisar antigas práticas, de forma a proporcionar à empresa soluções rápidas, ef**azes e que tragam segurança aos gestores, investidores e trabalhadores.
O advogado jamais pode ser o obstáculo da inovação ou se deixar assustar por novos e complexos desafios que se colocam todos os dias na realidade das empresas.
As empresas, por seu turno, devem investir em seu Jurídico se desejam crescer e se tornar mais competitivas. E a primeira grande decisão é definir se este será uma atividade internalizada ou terceirizada a um escritório de advocacia.
Ambas são escolhas estratégicas e dependem do contexto de cada empresa. Em geral, a opção pela terceirização é mais acertada, por diversos fatores:
a responsabilidade técnica do Jurídico f**a com o escritório contratado: a empresa contrata o serviço jurídico e o escritório de advocacia é o responsável pela qualidade da atividade jurídica aplicada em toda a gestão estratégica da empresa;
a empresa dirige melhor seus recursos internos: uma vez que a produção jurídica é responsabilidade do escritório de advocacia, a empresa pode se preocupar com as atividades principais de seu core business: produzir, vender e encantar seus clientes;
a empresa aumenta a qualidade de seus processos: ao criar o departamento interno, a empresa precisa montar um time de advogados, o que já possui elevados custos envolvidos. Quando ela terceiriza o Jurídico para um escritório de advocacia, este se responsabiliza em entregar para a empresa as atividades jurídicas nas mais diversas especialidades, sendo sua responsabilidade garantir a continuidade e a disponibilidade dos serviços;
a empresa economiza: com um escritório de advocacia, além de ser possível reduzir os custos de sala física e equipamentos de tecnologia, a empresa não se preocupa com direitos e benefícios trabalhistas
Nada impede, porém, que a empresa escolha manter uma equipe mínima de advogados internos e encaminhe ao escritório demandas mais específ**as.
Seja qual for a escolha, a empresa, seja esta minúscula ou uma gigante corporação, precisa de bons advogados e de confiança, que trabalhem juntos com suas equipes em projetos e processos, alcançando a maior qualidade pelo menor custo.