Comissão de Igualdade Racial

Comissão de Igualdade Racial OAB - CIR/BARRA DA TIJUCA
Presidente: Dra Suely Beatriz Ferreira
Vice-Presidente: Dr José Agripino

Por que Roma, agora?Voltar a Horácio, Ovídio e Virgílio não é um gesto de erudição, mas de método. Eles escreveram em um...
26/04/2026

Por que Roma, agora?

Voltar a Horácio, Ovídio e Virgílio não é um gesto de erudição, mas de método. Eles escreveram em um mundo distante, mas formularam uma pergunta que permanece intacta: o que fazer com o tempo da vida?

Entre o presente que escapa, o desejo que insiste e o dever que se impõe, delineia-se uma disputa que não ficou no passado. Ela apenas mudou de linguagem.

Hoje, aparece sob a forma de produtividade, jornada e desempenho, mas continua girando em torno do mesmo eixo: quem pode viver o próprio tempo?

No Brasil, essa pergunta não é abstrata. A abolição formal da escravidão, com a Lei Áurea, não significou uma redistribuição do tempo.

Ela apenas deslocou a forma da exploração. O acesso ao descanso, ao lazer e à própria experiência de viver permaneceu desigual.

É por isso que esses autores ainda importam. Não porque expliquem o presente, mas porque revelam sua estrutura.

Dr Sérgio Abreu - membro CIR OAB Barra

"Desistir não é opção" encapsula o legado histórico de luta, resistência e superação da população negra. A persistência ...
25/04/2026

"Desistir não é opção" encapsula o legado histórico de luta, resistência e superação da população negra.

A persistência e a resiliência não são apenas características, mas parte estrutural da trajetória de vida negra, marcadas pela recusa em submeter-se à opressão e pela constante reinvenção de caminhos.

Desde a escravidão, a histórica resistência negra se manifestou através de fugas, formação de quilombos — como o de Palmares, que resistiu por quase 100 anos —, e preservação cultural.

Histórias de vida, como a de Tereza, uma mulher negra que superou fome, frio e violência física, demonstram a persistência de não desistir e transformar a dor em superação.

A sabedoria ancestral é utilizada como ferramenta de sobrevivência e empoderamento, permitindo que mulheres negras, mesmo diante de desiguldades, mantenham a força e a sabedoria.

Transformação da Dor em Luta sempre foi inspiração para o enfrentamento. Figuras como Luiz Gama, um advogado negro que libertou mais de 500 pessoas escravizadas, e Carolina Maria de Jesus, que transformou a vivência na periferia em literatura, exemplificam o uso da intelectualidade e persistência para a emancipação.

A trajetória negra é marcada pela inovação e pela compreensão de que a luta é contínua, passando de geração em geração, acreditando no futuro e criando estratégias de sobrevivência.

Essa persistência se traduz na capacidade de transformar o "não" da sociedade em "sim" para si mesma, reafirmando a identidade e a existência, mesmo diante de obstáculos burocráticos e racismo estrutural.

Avante!








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25/04/2026

O Plano Juventude Negra Viva (PJNV) é uma política nacional brasileira lançada em 2024 para reduzir a violência letal e a vulnerabilidade de jovens negros (15 a 29 anos), combatendo o racismo estrutural.

Com R$ 665 milhões, o plano articula 217 ações em 18 ministérios, incluindo educação, saúde, segurança e cultura, com foco em oportunidades e dignidade.

Foco principal: Enfrentar a violência letal contra a juventude negra e garantir oportunidades.

Ações concretas: Inclui treinamentos, bolsas de R$ 500 para cursos, editais culturais e internet nas periferias.

Duração: O plano tem aplicação projetada para 12 anos, com avaliações a cada 4 anos.

Construção Participativa: Elaborado com a participação de 6.000 jovens de todo o Brasil.

Implementação Territorial: Utiliza "Agentes Territoriais" para articular as ações localmente, com apoio da ONU.

Exemplos de Ações/Uso:
Segurança: Implementação de câmeras em fardamentos policiais.

Educação/Profissionalização: Bolsas de estudo, preparação para concursos e intercâmbios (Caminhos Africanos).

Infraestrutura: Programa Periferia Viva para urbanização.

Saúde: Programas de saúde com recorte racial.

O plano é coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.








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Mulheres negras são o pilar central do empreendedorismo nas favelas brasileiras, representando 55% dos empreendedores ne...
25/04/2026

Mulheres negras são o pilar central do empreendedorismo nas favelas brasileiras, representando 55% dos empreendedores nesses territórios, segundo pesquisa do Instituto DataFavela. Elas atuam como líderes na geração de renda e autonomia econômica, mas enfrentam desafios estruturais severos, incluindo a tripla jornada de trabalho, informalidade e acesso limitado ao crédito.

Perfil e Protagonismo na Economia da Favela

*Maioria Feminina e Negra: 75% dos empreendedores nas comunidades se declaram negros, sendo a maioria mulheres (55%).

*Empreendedorismo de Necessidade: Muitas empreendem como alternativa à exclusão do mercado de trabalho formal, buscando sustento e autonomia.

*Setores de Atuação: Focam predominantemente em alimentação, beleza e moda.

*Faixa Etária e Instrução: Concentram-se na faixa entre 35 e 59 anos (48%), com ensino médio completo (38%).

*A Tripla Jornada e Sobrecarga
Conciliação Exaustiva: 68% dessas mulheres dedicam mais de três horas diárias aos cuidados domésticos e com os filhos, além da gestão do negócio.

*Mães Solo: A pesquisa indica que 48% das empreendedoras negras são mães solo, enfrentando dupla ou tripla jornada de trabalho, o que gera exaustão física e mental.

*Falta de Rede de Apoio: A escassez de creches ou suporte familiar aumenta a dificuldade em equilibrar os negócios com a vida doméstica.

*Desafios Estruturais
Baixa Renda e Informalidade: Cerca de 39% vivem com renda familiar de até dois salários mínimos, e apenas 37% dos negócios estão formalizados.

*Falta de Crédito: 55% das empreendedoras apontam a falta de recursos e acesso a crédito como principal entrave para o crescimento dos negócios.

*Racismo Estrutural: Enfrentam barreiras adicionais de discriminação no acesso a recursos e mentoria, sendo frequentemente invisibilizadas no ambiente corporativo tradicional.

Apesar da alta sobrecarga, essas mulheres impulsionam a economia local e transformam a realidade de suas comunidades.

Exatamente desse jeito, sem tirar nem por vejo a saga da minha querida e saudosa mãe Iraci !








Essa reflexão é fundamental e alinha-se com a máxima de que a transformação social começa com a consciência e a ação ind...
25/04/2026

Essa reflexão é fundamental e alinha-se com a máxima de que a transformação social começa com a consciência e a ação individual.

Como aponta a filósofa Angela Davis, em uma sociedade ra***ta, não basta não ser ra***ta, é preciso ser antirra***ta.

A Transformação Começa em Nós com Auto-reflexão e Letramento. Lutar contra o preconceito exige primeiro olhar para dentro, reconhecer privilégios e identificar atitudes ra***tas enraizadas.

Isso envolve educação contínua, letramento racial e a desconstrução de comportamentos aprendidos.

A luta antirra***ta não é pontual; é um compromisso diário que envolve rever atitudes e posicionar-se contra o racismo estrutural em todos os espaços.

Para uma Sociedade Justa e Antirra***ta deve-se estar Ativo. A neutralidade diante do racismo estrutural perpetua a desigualdade.

Ser antirra***ta significa agir, denunciar e romper o pacto da branquitude.

Educação e Acolhimento tem sempre que estar presente. Combater o preconceito é ensinar respeito e igualdade desde a infância, construindo uma estrutura de ensino, com escola antirra***ta.

Necessitamos:
*Valorizar autores, criadores e pequenos negócios de pessoas negras.
*Amplificar vozes: Seguir e dar voz a influenciadores e ativistas negros.
*Denunciar: Não admitir racismo e denunciar casos, utilizando canais como o Disque 100.

A verdadeira mudança ocorre quando o compromisso coletivo com a justiça social se transforma em práticas cotidianas de respeito, empatia e combate a todo tipo de preconceito.

Seja um aliado nesta luta. Avante!








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Dados recentes indicam que o racismo é um fenômeno generalizado na França, atingindo uma parcela significativa da popula...
24/04/2026

Dados recentes indicam que o racismo é um fenômeno generalizado na França, atingindo uma parcela significativa da população.

Uma ampla pesquisa realizada pelo instituto Ifop em parceria com a LICRA (Liga Internacional contra o Racismo e o Antissemitismo), publicada em abril de 2026, revelou que 46% dos franceses afirmam já ter sido vítimas de agressão ou discriminação racial ao longo da vida.

Entre pessoas percebidas como negras, árabes ou muçulmanas, a incidência de racismo é ainda maior, com cerca de 60% a 80% relatando experiências de discriminação nos últimos cinco anos.

A escola, o mercado de trabalho e espaços públicos são apontados como os principais locais de ocorrência de atos ra***tas.

Mais da metade (52%) das vítimas de racismo ou discriminação religiosa na França relataram ter adotado estratégias de evitação para se proteger, como mudar de aparência ou evitar certos lugares.

Estudos e movimentos sociais apontam uma incidência desproporcional de abordagens policiais e violência contra jovens negros e árabes, com uma probabilidade 20 vezes maior de serem parados pela polícia em comparação com brancos.

A pesquisa também ressalta que, embora a maioria dos franceses apoie a luta contra o racismo, o problema ainda é percebido como uma realidade diária para quase metade da população, não se tratando de um fenômeno isolado.

LAMENTÁVEL...








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Mais um orgulho da comunidade Preta!O filme "Malês", dirigido por Antônio Pitanga, foi o grande vencedor do Troféu Janga...
24/04/2026

Mais um orgulho da comunidade Preta!

O filme "Malês", dirigido por Antônio Pitanga, foi o grande vencedor do Troféu Jangada de Melhor Filme (júri popular) no 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, encerrado em 14 de abril de 2026.

Como destaques de "Malês", traz a marca do retorno de Antônio Pitanga à direção após 46 anos.

Retrata o levante de escravizados na Bahia em 1835, considerada a maior insurreição de escravizados na história do Brasil.

A obra foca na resistência, na fé islâmica e na organização de africanos escravizados e libertos que lutaram contra a escravidão e a intolerância religiosa.

O filme desafia o apagamento histórico, colocando os negros como protagonistas de sua própria história, destacando-os não como figuras submissas, mas como estrategistas e agentes de sua própria liberdade.

A narrativa aborda os Malês (africanos muçulmanos, majoritariamente da etnia nagô), destacando sua alfabetização em árabe, sua disciplina religiosa e organização militar para o levante.

A trama mostra a união de diferentes grupos de negros escravizados e libertos que se rebelaram contra a opressão na Bahia do século XIX.

O filme é descrito como um manifesto visual e espiritual que resgata a ancestralidade e a coragem, humanizando os personagens negros envolvidos na revolta.

A história acompanha um casal de muçulmanos arrancados de sua terra natal na África e separados no Brasil, que lutam para sobreviver e se reencontrar em meio à revolta.

O filme traz Antônio Pitanga no elenco (interpretando Pacífico Licutan) e seus filhos, Camila e Rocco Pitanga.

Venceu o prêmio de Melhor Filme na mostra que exibe produções brasileiras na capital francesa.

Parabéns!








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23/04/2026

Acolher uma pessoa que sofreu racismo é um processo fundamental que exige empatia, escuta ativa e ações concretas para validar a dor e proteger a vítima. O racismo é uma violência estrutural que causa traumas profundos, ansiedade e medo.

Aqui estão passos essenciais baseados em diretrizes de acolhimento:

1. Escuta Ativa e Validação (Não minimize)
*Escute sem julgar: Ofereça um espaço seguro para a pessoa falar, se ela quiser, sem interromper ou questionar os fatos.
*Acredite no relato: Jamais diga que é "bobagem", "mimimi" ou que ela "entendeu errado".
*Valide os sentimentos: *Reconheça a dor, a raiva e a angústia. Frases como "Sinto muito que você passou por isso" ou "Eu acredito em você" são importantes.

2. Acolhimento Emocional e Psicológico
*Reafirme o valor da pessoa: O racismo tenta diminuir a autoestima.
*Reafirme a beleza, a inteligência e o valor da vítima.
*Ofereça suporte contínuo: O impacto do racismo não passa imediatamente. Verifique como a pessoa está nos dias seguintes.
*Sugira ajuda profissional: Se possível, incentive a busca por terapia, preferencialmente com profissionais capacitados em relações raciais.

3. Ações Práticas e Segurança (Se for um caso recente)
*Priorize a segurança: Verifique se a pessoa está fisicamente segura e confortável.
*Ajude a registrar o caso: Se a pessoa desejar, ofereça-se para acompanhar à delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência (o racismo é crime).
*Reúna evidências: Ajude a identificar testemunhas e guardar provas (mensagens, gravações, nomes).

4. No Ambiente Escolar ou Profissional
*Denuncie: Em escolas ou empresas, reporte o caso à gestão, diretoria ou RH para garantir que o agressor seja responsabilizado.
*Crie rede de proteção: Ajoelhe-se com conselheiros tutelares (no caso de crianças) ou departamentos de RH para garantir um ambiente seguro e medidas antirra***tas.

O que NÃO fazer:

*minimizar
*silenciar
*ficar na intenção do agressor

BASTA!!!

23/04/2026

Salve Jorge!
Salve Ogum!

Hoje, a Comissão de Igualdade Racial eleva sua voz em gratidão e reverência a este grande guerreiro negro, símbolo de força, coragem e resistência que atravessa gerações e vive em nossa ancestralidade.

São Jorge / Ogum representa mais do que proteção: ele é presença viva nas lutas do povo negro, inspiração nas batalhas diárias e escudo contra as injustiças que ainda marcam nossa história.

Em cada passo dado com dignidade, em cada conquista alcançada com esforço, sentimos sua força nos guiando.

Reconhecemos a dor que atravessa nossa memória coletiva, marcada pela diáspora africana — um processo cruel, desumano e violento, que arrancou milhões de nossos ancestrais de sua terra, de sua cultura e de suas vidas.

Honramos aqueles que não sobreviveram e reverenciamos, com profundo respeito, os que resistiram e seguem resistindo até hoje.

É dessa resistência que nasce nossa fé. É dessa memória que vem nossa força.

Agradecemos, São Jorge, por proteger nossas vidas, nossas famílias e nossa comunidade. Por nos fortalecer diante das opressões, por nos lembrar de quem somos e de onde viemos.

Que tua espada continue abrindo caminhos, que tua coragem continue nos inspirando, e que tua presença permaneça firme ao lado de cada filho e filha dessa história de luta e dignidade.

Seguimos de pé, com fé, resistência e esperança.
Gratidão eterna.
Salve Jorge!
Salve Ogum!








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A independência de Serra Leoa ocorreu em abril de 1961, encerrando o domínio colonial britânico. Sir Milton Margai torno...
22/04/2026

A independência de Serra Leoa ocorreu em abril de 1961, encerrando o domínio colonial britânico.

Sir Milton Margai tornou-se o primeiro primeiro-ministro, liderando o país após um processo de negociação iniciado nos anos 50.

Apesar da independência, o país enfrentou instabilidade política, golpes e uma guerra civil nos anos 90.

Após décadas como colônia (costeira) e protetorado (interior), o país tornou-se independente.

Sib a liderança de Sir Milton Margai, do Partido Popular de Serra Leoa (SLPP), levou o país à independência.

Em 1971, o país tornou-se uma república, com Siaka Stevens, do Congresso de Todos os Povos (APC), proclamado presidente.

O país passou por instabilidade severa, incluindo golpes de estado e uma longa guerra civil (1991-2002) movida pela disputa de diamantes.

A data é celebrada anualmente como o Dia da Independência de Serra Leoa.








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A população preta e parda da cidade de São Paulo representa cerca de 37% do total, mas os monumentos que homenageiam pes...
22/04/2026

A população preta e parda da cidade de São Paulo representa cerca de 37% do total, mas os monumentos que homenageiam pessoas negras correspondem a apenas 5,5% das obras que representam figuras humanas.

A população branca, que é 60% da população paulistana, se vê em 74% dos monumentos.

É sobre isso...

Atenção!








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Projeto de lei que inscreve o nome do geógrafo e intelectual baiano Milton Santos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátr...
22/04/2026

Projeto de lei que inscreve o nome do geógrafo e intelectual baiano Milton Santos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em abril de 2026.

Trata-se do PL 4143/2025, de autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que visa eternizar o legado de Milton Santos no Panteão da Pátria, em Brasília.

A aprovação é destacada como um reconhecimento de que o heroísmo não se limita ao campo de batalha, mas também ao pensamento intelectual a serviço do povo.

Próximo ao centenário de nascimento de Milton Santos (3 de maio de 1926), a aprovação do projeto é concedida, e celebra sua trajetória como referência mundial na geografia humana, intelectual negro e perseguido pela ditadura militar.

O projeto reconhece Milton Santos como um dos maiores intelectuais do Brasil, fundamental para a compreensão do território brasileiro e da globalização.

Parabéns!








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Av Das Américas 3959/216
Rio De Janeiro, RJ

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