13/10/2025
Era uma segunda-feira, 13 de outubro de 1997, quando a advocacia deixou de ser apenas parte da minha convivência familiar e passou a ser também o meu caminho. Comecei ajudando no escritório do meu pai, Antônio Carlos Guadelupe, exercendo as funções de secretário, de office boy, de copeiro — mas com o coração cheio de orgulho por estar ao lado de quem sempre foi meu maior exemplo.
Mas, na verdade, meu contato com a advocacia começou muito antes. Cresci ouvindo as conversas, as histórias e os desafios que vinham da mesa do meu pai. O som das máquinas de escrever, o cheiro dos processos e o respeito com que ele tratava cada cliente moldaram em mim, desde cedo, o amor por essa profissão.
Meu pai, meu eterno exemplo e mestre, já não está mais entre nós, mas a sua presença permanece viva em cada causa que assumo, em cada cliente que confia no meu trabalho e em cada palavra que escrevo.
Foi ele quem me ensinou que o advogado precisa ter a alma inquieta diante da injustiça e o coração sereno diante da lei.
E é por isso que, mesmo após sua partida, continuo sentindo sua voz a me guiar — lembrando-me de que a advocacia é mais do que ofício: é vocação, é missão, é legado.
Hoje, completo 28 anos de trabalho ininterrupto no escritório, embora minha habilitação profissional tenha vindo apenas em 2006, após o fim da graduação a o êxito no exame da Ordem. Foram 28 anos de aprendizado, perseverança e amor a essa nobre profissão — que começou como herança, mas se transformou em propósito de vida.
Hoje, olho para trás e agradeço a Deus, ao meu pai e à advocacia.
Que venham os próximos anos, sempre guiados pela memória, pelo legado e pela inspiração daquele que me ensinou a amar a advocacia.