11/02/2022
Uma vez me perguntaram: você sempre quis advogar? Minha resposta pra essa pergunta foi NÃO. Quem me vê assim, vestindo a camisa da minha profissão, não imagina que até já pensei em largar tudo e vender minha arte na praia (k*k).
Como todo estudante de Direito, entrei na faculdade visando uma carreira grandiosa. Queria ser Juíza. Depois de uns tempos, vi que não se encaixava no meu perfil. Em seguida, quis ser Promotora de Justiça – por estagiar no Ministério Público -, o que também ficou fora de cogitação com o passar do tempo.
No fim da faculdade, pensava em prestar concurso, não importava o cargo. Decidi advogar para não sair da área, mas continuei na vida de concurseira por um ano, mais ou menos.
A advocacia surgiu como um “meio” pra chegar onde eu queria. Mas no caminho, percebi que gostava de atender, de correr atrás das coisas em prol do direito alheio, de organizar meu escritório, de ter meus horários, de poder trabalhar em casa ou em qualquer lugar, se precisar.
Demorei pra aceitar que eu tinha mudado de ideia e de planos. Mas quando aceitei, vesti a camisa de vez e as coisas começaram e melhorar. No meio da incerteza que é o pós-faculdade, diante das inúmeras pessoas me mandando estudar pra concurso, porque “dá mais dinheiro”, comecei a ouvir a minha intuição e a aceitar as oportunidades que apareciam.
Resultado? Parei de estudar pra concurso e me joguei na advocacia. Deu certo? Está dando. Não é uma profissão perfeita, até porque nenhuma é, mas já me rendeu muita experiencia boa.
Não estou dizendo pra um estudante de Direito fazer o que eu fiz, julgando que o certo é advogar e não prestar concurso. Não é isso. Estou dizendo que as vezes não faz mal nenhum mudar de ideia. Não faz mal seguir o caminho que você quer e ir contra o que os outros dizem que é melhor.
Aliás, faz muito bem, porque assim você está aceitando e se dedicando ao que seu coração pede e, nesse caso, a colheita é sempre boa.