09/09/2024
Lorenzo Aragão, 4 anos, precisa receber a dose única de Elevidys, remédio que interrompe os sintomas da Distrofia Muscular de Duchenne.
A doença rara causa degeneração progressiva dos músculos, inclusive dos cardíacos e do sistema nervoso. Uma dose única de Elevidys pode interromper os sintomas da doença.
Porém, em 28 de agosto de 2024, o Ministro do STF, Gilmar Mendes atendeu a um pedido da União e suspendeu todas as ordens para a compra do medicamento. Dias depois, o ministro voltou atrás, pelo menos em parte da decisão. Em 03 de setembro, ele decidiu que apenas crianças com 07 anos, que já tivessem liminar, poderiam receber o medicamento.
O Ministro ressaltou que o principal enfoque da conciliação em curso no STF é satisfazer o direito das crianças. Porém, destacou que o Poder Judiciário deve ter cautela com decisões que possam comprometer o funcionamento do sistema público de saúde.
Lorenzo tem apenas 4 anos. Na corrida contra o tempo, ele não atingiu a idade que o STF considerou apta a receber o medicamento. A família, por óbvio, está desesperada.
“O meu filho quer brincar, ele não consegue brincar. Estão tirando esse direito de ele poder viver, poder brincar, poder correr, sendo que ele só precisa da medicação”, lamentou a mãe. “Cada minuto, cada dia, o músculo dele morre”, completou.
O direito a vida e a saúde é garantia constitucional assegurado a TODOS os cidadãos. Não há distinção de idade na Constituição para que tal direito seja garantido ao CIDADÃO pelo Poder Público, principalmente neste caso, pois uma única dose do medicamento pode salvar a vida de crianças indefesas. O dinheiro não pode sobrepor a vida.
Fontes: metropoles.com e STF
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