09/06/2026
No Brasil, sentar num conselho de administração não é honraria. É uma responsabilidade que alcança o seu patrimônio pessoal.
A Americanas escondeu bilhões num truque chamado risco sacado. Mas quem decide o desfecho não é a contabilidade — é o dever de diligência da Lei das S.A., que há quase 50 anos diz que o administrador responde pelo que assina.
Foi essa regra que destravou a ação de responsabilidade civil contra Gutierrez e os demais, e a denúncia criminal do MPF. A lei já tinha a resposta; faltava chegar a hora.
O recado pro empresário é direto: auditoria não blinda, prestígio não isenta, assinatura não é formalidade. Quem decide, responde.
O conselho da Americanas deve responder com o próprio patrimônio, ou só quem operou a fraude? Comenta aqui embaixo.