04/02/2020
Em toda minha vida, exercendo minhas atividades profissionais como criminalista, adquiri uma "bagagem " de conhecimentos práticos de "utilidades diárias", que valeram à pena. Por exemplo: quando você ouve uma "vitima" de um suposto crime, nunca saberá até onde vai sua mentira para incriminar o "suposto" agressor. A vítima nunca conta o QUE FEZ, apenas, o que "supostamente lhe fizeram". Dessa forma, a emoção de quem profissionalmente ouve o relato ou depoimento, deve ser totalmente afastada. É sempre assim: nunca a vítima fez qualquer coisa para provocar a situação. A vítima é SANTA! Me acostumei tanto a isso, que nos primórdios da minha carreira, com apenas 22 anos, até acreditava... Depois, conheci a dureza da realidade e vi na maioria das vezes, a da inversão de valores: vítima criminosa e criminoso, vítima! Dificilmente, alguém morre brutalmente, sem que tenha feito alguma coisa, para provocar a tragédia... Resta a nós, tentarmos ser justos, e considerarmos todos os aspectos da cena de um crime, com detalhes...