22/08/2026
Consciência é ruptura. ✊🏾✊🏾✊🏾
Quando se tem exata consciência de quem se é, tudo se expande e rompem-se pactos, padrões e lugares que foram (histórica e erroneamente) destinados a nós.
Uma pessoa negra que toma consciência de si se torna uma ameaça constante à lógica que espera submissão.
A arma deles? Taxar-nos de arrogantes, soberbos, difíceis. Inventar narrativas, num devaneio coletivo, para justificar aquilo que, no fundo, incomoda: o fato de não sermos submissos. Lamento desagradar, mas eu NUNCA fui.
Por isso, pessoas negras (pretas e pardas): cresçam. Cresçam cada dia mais.
Olhem para si. Reconheçam sua história. Amem quem vocês são.
O racismo estrutural também se alimenta da reprodução de comportamentos, inclusive entre nós.
A consciência negra não é apenas saber de onde viemos. É compreender quem somos, o que nos fizeram acreditar que éramos e, sobretudo, decidir quem seremos.
A leitura de Medo da Consciência Negra, de Lewis R. Gordon, me atravessa justamente por isso: porque há um momento em que a consciência deixa de ser apenas percepção e passa a ser liberdade.
E liberdade, para quem sempre foi esperado no lugar de submissão, incomoda.
Que incomode.
Eu jamais me reduzirei para caber num espaço que não é meu. Celebro-me.
Celebrem-se. ✊🏾👊🏾✊🏾👊🏾