31/10/2025
Compartilhamos o resumo da palestra que nossa sócia responsável pela área trabalhista do nosso escritório ministrou para profissionais de toda América Latina, Portugal e Espanha que se reúnem no Codex, um ambiente interdisciplinar de compartilhamento de conhecimento na área trabalhista. Ele foi elaborado pelo Vice-presidente, Dr. José Torres Brizuela e traduzido pela Dra. Juliana.
“A Dra. Juliana Cunha Cruz de Moura destacou que a elevada competitividade entre empresas tem gerado uma pressão constante por respostas rápidas e eficientes, com forte impacto sobre quem trabalha.
Fenômenos como a hiperconectividade, que extrapola o ambiente de trabalho, a fadiga decorrente e o desrespeito ao descanso entre jornadas precisam ser considerados por empregadores, trabalhadores e pelo próprio Estado. Ela chamou atenção para a paradoxal desproteção dos profissionais que ocupam cargos liderança, especialmente os mais próximos da alta direção: espera-se deles dedicação total, mas são justamente os mais vulneráveis quanto ao direito de desconexão.
Segundo ela, o aumento de doenças como síndrome de burnout, ansiedade e estresse crônico impulsionou o Estado, por meio da NR-1, a garantir que “o Direito do Trabalho deixa de proteger apenas o corpo para proteger também a mente de quem trabalha”. Com isso, os riscos psicossociais passam a integrar o Sistema de Gestão de Riscos Ocupacionais (GRO/PGR). Esse marco é uma mudança profunda que não pode ficar apenas no papel, exige fiscalização efetiva pelos órgãos competentes e programas de prevenção nas empresas, voltados tanto a empregados quanto a empregadores.
Juliana concluiu com uma reflexão sobre o impacto da ausência de desconexão na saúde psíquica e na trajetória profissional e social de uma trabalhadora que, submetida à hiperconectividade imposta pela empregadora, acabou adoecendo gravemente.”