Marina Padilha - Advocacia Médica

Marina Padilha - Advocacia Médica Defesa de médicos e dentistas

10/08/2026

Um atestado assinado por solidariedade, sem mesa, sem prontuário, no corredor do centro cirúrgico. Semanas depois: notif**ação do CRM.

O médico não foi punido. Mas gastou semanas ansioso, horas redigindo resposta ao Conselho e energia tentando reconstruir algo que deveria existir no papel desde o início.

Médico que gasta tempo se defendendo de uma conduta correta é médico que parou de atender, de faturar, de construir.

Ter acompanhamento jurídico muda onde você chega quando o Conselho questiona. Com argumento construído, não tentando se explicar.

Você já passou por uma situação assim sem saber o peso do que estava em jogo?

Meu pai sempre foi a minha maior referência. Um pai presente, amigo, que colocava os filhos em primeiro lugar e que educ...
09/08/2026

Meu pai sempre foi a minha maior referência. Um pai presente, amigo, que colocava os filhos em primeiro lugar e que educava de verdade, incentivando cada desafio que eu decidia enfrentar. Em pucas palavras: Foi e é um pai raiz.

Foi ele quem me empurrou pra primeira faculdade e, quando eu me formei em Direito, fez questão da formatura, porque tinha orgulho de ter uma filha advogada. Ele é o meu herói e o meu amor, e é por causa dele que eu nunca aprendi a querer pouco. Foi ele que me ensinou a conquistar o que é meu, sem pressa e sem fazer nada pela metade.

há também outro pai que me enche de orgulho, meu irmão. Aquele caçula cinco anos mais novo que eu paparicava, que se tornou pai. Um paizão que dá banho, que leva no colégio, que pensa em Léo em cada detalhe e que cuida da esposa com o mesmo zelo. Um homem que faz tudo pela família.

Na época do meu pai, lá nos anos 80, quase não se via isso. Levar filho no colégio era papel da minha mãe, era outro tempo, outra forma de ser pai. Mas o meu pai nunca foi menos por isso. Ele almoçava em casa todos os dias, estava presente do jeito dele e amava sem precisar dizer.

É nisso que eu penso quando penso em paternidade. Não existe um modelo único, existe presença, cuidado e responsabilidade que passam de uma geração para a outra.

Feliz Dia dos Pais ao meu pai, que me ensinou tudo, e ao meu irmão, que me mostra todos os dias que esse cuidado continua vivo.

07/08/2026

“Eu nem estava na sala.” É uma das frases que eu mais ouço de médicos que estão sendo processados.

E quase nunca muda o desfecho.

Juridicamente, o médico responsável pelo procedimento responde pelos atos da equipe sob sua supervisão, independentemente de onde estava no momento exato do erro. Isso se chama responsabilidade solidária.

O que muda o desfecho é documentação: protocolo claro de responsabilidades, registro de supervisão, checklist de equipe. Sem isso, a defesa f**a nas suas mãos, sem nada para mostrar.

Se você tem uma equipe e ainda não estruturou isso, busque orientação jurídica especializada.

03/08/2026

O tribunal decidiu que o médico era responsável, mesmo sem ter errado tecnicamente.

Existe uma tendência consolidada nos tribunais brasileiros de inverter o ônus da prova em casos de responsabilidade médica. Na prática: o médico precisa provar que não errou, não o paciente provar que ele errou.

Decisões recentes do STJ reforçaram isso especialmente em procedimentos eletivos e estéticos. Sem documentação de consentimento, de riscos informados e de protocolo seguido, não há como construir defesa.

O que os tribunais decidem afeta diretamente a sua prática. Vale estar atualizado.

30/07/2026

da Marina criança!

quem me acompanha sabe que esse perfil aqui é da Marina advogada, séria, focada no direito e no trabalho de todo dia, mas tem coisa que nem eu consigo deixar passar batido, porque antes da OAB, de responsabilidade que a vida coloca na gente eu também fui uma criança dos anos 80, também sentei no chão da sala grudada na televisão e também acreditei que existia uma espada capaz de me deixar invencível

não existe ninguém que nasceu nessa época e não se arrepiou com essa música, e gritava: pelo poder de Grayskull!!! Com o He-Man erguendo a espada e a She-Ra do outro lado sendo tudo que a gente queria ser, os meninos queriam ser ele, as meninas queriam ser ela, e por alguns segundos a gente era forte de verdade, esse filme trouxe tudo isso de volta de uma vez só e essa nostalgia merecia demais um espacinho no feed

qual herói você queria ser quando criança?

sherra

29/07/2026

A alta médica não é o fim do atendimento.

É onde começa a maioria dos processos e quase ninguém registra direito.

Orientações genéricas não protegem.

O documento precisa descrever o que foi dito, os sinais de alerta específicos e ter a assinatura do paciente confirmando que entendeu.

Sem isso, qualquer alegação de falta de orientação f**a sem resposta jurídica.

Por isso, não deixe de procurar orientação especializada

Por trás de todo CNPJ, existe um CPF. Sou imensamente grata pela minha família, amigos e por cada pessoa que faz parte d...
24/07/2026

Por trás de todo CNPJ, existe um CPF.

Sou imensamente grata pela minha família, amigos e por cada pessoa que faz parte do meu dia a dia. São eles que me dão força para acordar todo dia e fazer o melhor trabalho que eu posso!

22/07/2026

Mounjaro virou febre. Agenda cheia, prescrição crescendo, faturamento alto. E junto veio um risco que nem todo médico está registrando antes de prescrever.

A perda de peso rápida pelo medicamento aumenta signif**ativamente o risco de litíase biliar. Pedra na vesícula que em muitos casos leva à remoção da vesícula.

O paciente desenvolve a complicação, pesquisa, consulta outro médico. A pergunta que chega depois é uma só: o meu médico sabia e não me avisou?

Se o consentimento informado não contemplava esse risco específico, a defesa começa fragilizada. O processo não pergunta se você sabia. Pergunta se você registrou.

Você sabe o que está registrado no seu consentimento antes de prescrever GLP-1?

15/07/2026

O resultado foi ruim. E o médico fez tudo certo.

Isso existe e o que separou o processo da absolvição não foi o resultado. Foi o que aconteceu nos minutos depois.

Quando analiso casos de intercorrência, o padrão quase nunca é falha técnica. É falha de conduta após a complicação: falta de comunicação imediata com o paciente ou familiar, ausência de registro das decisões tomadas, sequência de ações sem documentação.

O prontuário de uma intercorrência precisa registrar cada decisão com horário e justif**ativa, quem foi acionado e quando, e o que foi comunicado e quando.

Esse registro, feito no momento, é o que constrói a defesa meses depois.

Se você quer estruturar um protocolo para a sua prática, busque orientação jurídica especializada.

09/07/2026

Durante anos o TCLE era visto como exigência ética. “Se não fizer direito, tenho problema com o CRM.” Problema ético, resposta ética.

O Estatuto dos Direitos do Paciente mudou isso. Ausência de orientação adequada, de documentação, de prova de que o paciente compreendeu riscos e alternativas. Tudo isso hoje é fato gerador de indenização, independente de erro técnico.

No processo judicial não basta dizer “eu expliquei.” É preciso demonstrar.

Médico com agenda cheia e sem processo informacional estruturado está exposto a um risco que não aparece no prontuário. Mas aparece no processo.

Você sabia que era possível ser condenado sem ter cometido nenhum erro técnico?

Endereço

Rua Francisco Alves Nº 325, Sala 305-A
Recife, PE
50070-490

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