24/03/2026
Conversando com uma amiga que atua em um mercado completamente diferente do meu, trocamos experiências sobre o uso da inteligência artificial no dia a dia profissional.
No início, o receio foi comum às duas. Para quem cresceu entre livros e só depois foi introduzido ao digital, existe um pensamento quase automático: se não foi feito “do zero”, sem auxílio, não é genuíno.
Esse padrão não surgiu por acaso. Na escola, trabalhos à mão eram valorizados justamente para evitar a sensação de que o uso do computador substituía o aprendizado. E, de certa forma, essa lógica ficou enraizada.
Mas o contexto mudou e exige uma atualização de mentalidade.
Hoje, para quem já domina sua área de atuação, a inteligência artificial não substitui. Ela potencializa.
Sem análise crítica, interpretação e repertório, a chance de erro continua alta. A ferramenta não elimina a responsabilidade, apenas acelera o processo.
Isso se conecta muito com uma ideia do livro A Única Coisa, de Gary Keller e Jay Papasan, que trata que: o que diferencia quem entrega resultado não é volume de tarefas, mas clareza de prioridade e consistência na execução do que realmente importa.
No fim, o diferencial não está na ferramenta, mas na capacidade de transformar informação em decisão.
Para quem veio da geração dos livros, como tem sido essa adaptação?