09/08/2026
Você sabia que, mesmo com um teste de DNA negativo, você pode ser considerado o pai de uma criança?
Vamos entender melhor como isso funciona!
Caso o indivíduo tenha reconhecido voluntariamente a paternidade de uma criança, esse ato é irrevogável.
Isso significa que, mesmo que um exame de DNA posterior mostre que não é o pai biológico, ele ainda pode ser obrigado a pagar pensão alimentícia e cumprir as demais responsabilidades legais.
Esse entendimento foi confirmado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Como exemplo, podemos citar um caso real em que um homem entrou com uma ação negatória de paternidade.
Ele alegou que estava sendo pressionado psicologicamente a pagar pensão e conceder direitos de herança, mesmo após um exame de DNA negativo.
Ele também disse que foi induzido a assinar um acordo de alimentos sem a presença de um advogado de confiança.
Ademais, informou que solicitou o exame de DNA somente após o processo encerrado, que resultou em negativo.
No entanto, o tribunal rejeitou a ação e destacou que o reconhecimento voluntário da paternidade só pode ser anulado se houver prova de vício de consentimento ou falsidade no registro.
Além disso, foi concluído que o homem tinha conhecimento das consequências de reconhecer a paternidade e não foram encontradas provas de que ele foi induzido ao erro.
Isso significa que, uma vez que a paternidade é reconhecida voluntariamente, o responsável assume todas as responsabilidades legais associadas a esse ato.
A única forma de reverter isso é provar que houve algum tipo de fraude ou erro durante o processo de reconhecimento.
Simplesmente se arrepender ou descobrir mais tarde que não é o pai biológico não é suficiente para anular o reconhecimento.
Por esse motivo, se você está pensando em reconhecer a paternidade de uma criança, é fundamental entender todas as implicações legais desse ato.
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