Gabriela Souza - Advocacia para Mulheres

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Gabriela Souza - Advocacia para Mulheres O escritório Gabriela Souza Advocacia para Mulheres acolhe mulheres em todas as suas necessidades jurídicas.

Os conteúdo dessa página são meramente informativos e não substituem uma consulta com seu advogado ou advogada de confiança.

28/10/2026

Não é uma burrada, é uma tentativa de feminicídio. E de 2016 para 2026 a lei mudou muito, protegendo ainda mais as mulheres.

28/10/2026

Dia de júri sempre me toca em um lugar difícil, um lugar de dor que toda mulher teme e conhece. E hoje, em especial, dar voz a uma mulher e ao seu filho que quando criança salvou sua vida, me fez refletir sobre como as crianças têm sua infância atravessada como uma faca no peito: são dias de brincadeira substituídos por atendimentos médicos, histórias de dormir lúdicas trocadas por esforço para fazer dormir sem medo, são vidas que nunca mais serão as mesmas e futuroa adultos que vão sempre carregar essa chaga. Se os traumas são muitos, as esperanças brotam de espaços de dor e se transformam. Hoje essa criança tinha a sua mãe viva ao lado, para ouvir uma sentença justa que também absolve essa família que foi vítima de um crime bárbado e mesmo com todas as dificuldades, floresceu. Infelizmente essa não é a realidade geral, pois são centenas as crianças órfãs do feminicídio. Mas só por hoje eu vou me permitir esperançar e me sentir realizada por poder ser a voz de quem esteve por mais de uma década silenciado e hoje, pela primeira vez em todo esse tempo, vai dormir em plena segurança.

13/10/2026

Uma conversa respeitosa e de peito aberto sobre meu medo, a proteção aos direitos das mulheres e o nosso voto no segundo turno.

Trago aqui uma perspectiva coletiva e outra individual que fundamentam meu voto no no segundo turno, mesmo com críticas ao governo atual, mas sabendo que a outra opção representa uma autorização coletiva à violências que eu já sofri.

Este post está aberto ao diálogo e a troca, de forma respeitosa, como a democracia deve ser.

Feliz dia das crianças!Que a gente siga cuidando dos direitos das nossas crianças, protegendo a infância e lembrando que...
12/10/2026

Feliz dia das crianças!

Que a gente siga cuidando dos direitos das nossas crianças, protegendo a infância e lembrando que a proteção das mulheres também é a proteção dss crianças.

E que cada mulher que dedics a vida ao cuidado consiga trazer sua criança consigo, lembrando da alegria, do afeto e da coragem para seguir a luta!

01/10/2026

Os dias antes e depois das eleições são perigosos para as mulheres. No vídeo, compartilho algumas orientações sobre como se proteger ao votar para mulheres em situação de violência, com ou sem medidas protetivas.

Andem sempre com as medidas protetivas de vocês impressas e em caso de flagrande, chame imediatamente a polícia através do 190!

“Eu tenho pânico de barulho de fechadura.”Essa frase é repetida muitas vezes pelas minhas clientes, nas consultas e conv...
30/09/2026

“Eu tenho pânico de barulho de fechadura.”

Essa frase é repetida muitas vezes pelas minhas clientes, nas consultas e conversas que temos e eu perdi as contas de quantas vezes escutei isso e fiquei pensando no que signif**a sentir medo de uma coisa tão cotidiana quanto alguém chegar em casa...

Estou lendo Trauma e Recuperação, da Judith Herman, e recomendo muito ( com todo cuidado que o tema exige, ok?) . O livro tem sido importante pra eu entender mais sobre trauma e sobre o transtorno de estresse pós-traumático, que é o diagnóstico que mais comum entre as minhas clientes e entre mulheres que viveram a violência Ao longo da leitura, encontro descrições que me fazem lembrar de muitas das nossas conversas e compreender melhor como a violência pode atingir até a possibilidade de descansar dentro da própria casa.

Um dos trechos fala justamente de como sons remotamente relacionados à violência, como uma sirene ou uma porta batendo, podem provocar um medo imenso. Aquela sensação de que alguma coisa ruim está sempre prestes a acontecer. Pra quem aprendeu a ter medo de quem entrava pela porta, o barulho da fechadura pode ser suficiente pra colocar o corpo inteiro em alerta.

É difícil pensar no quanto a violência pode continuar ocupando a vida de uma mulher. O trauma pode se tornar crônico, e até depois de ela conseguir estar em segurança o medo pode permanecer. Por isso, fazer terapia, ter uma rede de apoio e poder compartilhar essas dores com pessoas em quem se confia é tão importante.

Ninguém deveria sentir pânico de barulho de fechadura, pelo contrário! Casa deveria ser lugar de conforto, de descanso e de afeto, lugar que a gente deveria poder ouvir a porta abrindo e sentir alegria porque os nossos amores chegaram bem, porque estão em casa, seguros.

Chegar em casa deveria ser um alívio e ouvir alguém chegar deveria poder signif**ar que vem um abraço e a companhia de quem a gente ama.

Se tu sente o contrário disso, escuta teu coração, talvez seja hora de buscar ajuda.

Ao lado da Menina Destemida, que corajosamente enfrenta Wall St.Em um lugar tão "de homens" ela enfrenta a bolsa de valo...
24/09/2026

Ao lado da Menina Destemida, que corajosamente enfrenta Wall St.

Em um lugar tão "de homens" ela enfrenta a bolsa de valores, com aquilo que não tem preço.

Foto tirada em março de 2026, em NYC, nos dias que estava na ONU.

Em 2026, o STF precisou reafirmar o básico: mães adotivas e mães biológicas têm direito ao mesmo período de licença-mate...
24/09/2026

Em 2026, o STF precisou reafirmar o básico: mães adotivas e mães biológicas têm direito ao mesmo período de licença-maternidade — 120 dias, prorrogáveis por mais 60.

A decisão é importante. Mas chegou tarde. Desde a Constituição de 1988, filhos biológicos e adotivos têm os mesmos direitos e qualif**ações, vedada qualquer discriminação relativa à filiação. O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, repetiu expressamente essa garantia. E o Código Civil, em 2002, fez o mesmo.

Não se tratava, portanto, de criar um direito novo. Tratava-se de fazer valer uma igualdade constitucional que já tem quase quatro décadas. A proteção à maternidade não pode ser reduzida à gestação: ela alcança o cuidado, a formação do vínculo e a chegada concreta de uma criança à sua família.

Celebramos a correção de uma injustiça. Mas, em 2026, ainda é preciso dizer: maternidade adotiva não é menor, derivada ou incompleta. E o básico não deveria precisar chegar ao Supremo.

E algumas conquistas chegam tão tarde que na hora de celebrar a gente sente uma amargura na boca, de quem sabe que cada conquista de direitos das mulheres (e das crianças!!!) demora ainda mais que o comum.

Recebi hoje as fotos da celebração do meu aniversário de 40 anos e voltei para aquele momento que tirei a roupa da pesso...
21/09/2026

Recebi hoje as fotos da celebração do meu aniversário de 40 anos e voltei para aquele momento que tirei a roupa da pessoa jurídica e aproveitei a vida como eu gosto: com meus afetos perto, em uma festa com shows, risadas, atrações para os convidados e acima de tudo, uma festa planejada nos mínimos detalhes para me fazer feliz. 2026 está sendo cansativo e eu precisava de um momento assim, de felicidade delirante. A advocacia tem códigos tão sérios que de vez em quando a gente esquece que a felicidade é o que nós leva adiante nessa luta tão difícil. E nós vamos sorrir. E cheias de glitter, vamos sorrir.

Tenho atendido mulheres e lido muitas pesquisas sobre bets nos últimos tempos. E, quanto mais leio e me deparo com essa ...
11/09/2026

Tenho atendido mulheres e lido muitas pesquisas sobre bets nos últimos tempos. E, quanto mais leio e me deparo com essa realidade, mais penso que a gente ainda está olhando para esse problema de um jeito muito superficial.

Porque não é só sobre jogo, vício ou pessoas que “não souberam a hora de parar”. Há uma questão de gênero muito importante acontecendo aí, e dois aspectos têm me chamado especialmente a atenção: o sustento das famílias e a violência contra as mulheres.

Uma pesquisa recente sobre mulheres e bets mostrou algo que me fez pensar bastante: muitas mulheres não estão apostando por diversão. Elas apostam porque precisam de dinheiro. Entre as motivações aparecem a busca por renda extra, dinheiro rápido, recursos para despesas básicas e até para pagar dívidas. E 72% das mulheres que apostam são mães.

Para quem trabalha todos os dias com mulheres, é impossível ler esses dados sem pensar em quem, historicamente, f**a responsável por fazer o dinheiro da família chegar até o fim do mês. É a mulher que precisa dar um jeito na comida, na conta de luz, no remédio, no material escolar, nas necessidades dos filhos. Muitas vezes com renda menor, sobrecarregada pelo trabalho de cuidado e sem uma rede que dê conta do que falta.

A aposta passa a ser vendida não apenas como diversão, mas como possibilidade de resolver um problema econômico real. E há algo especialmente perverso nisso: a precariedade da vida de muitas mulheres se transforma em oportunidade de lucro.

Mas existe um segundo eixo que me preocupa ainda mais, porque ele aparece diretamente no meu trabalho: a violência doméstica.

Há mulheres que nunca fizeram uma aposta na vida e, ainda assim, estão pagando a conta das bets. Em pesquisa divulgada recentemente há relatos de situações em que homens se apropriam do dinheiro das companheiras para apostar. Quando a aposta dá errado, não desaparece apenas o dinheiro dele: desaparece o dinheiro da mulher, dos filhos, da alimentação, das contas e da própria subsistência da família.

( segue nos comentários)

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