09/10/2026
Trabalhar exposto a ruído excessivo pode, sim, gerar direito ao adicional de insalubridade.
Mesmo quando a empresa fornece protetor auricular ou outros EPIs, isso não elimina automaticamente o direito do trabalhador. O ponto principal é verificar se esses equipamentos realmente reduzem o ruído a níveis seguros e se eram adequados, eficazes, fornecidos com a frequência devida e utilizados de forma correta.
A Justiça do Trabalho já reconheceu situações em que, mesmo com o uso de EPI, a exposição ao ruído permaneceu prejudicial e justificou o pagamento do adicional.
Por isso, não dá para afirmar que todo caso gera o direito, mas também não dá para descartar essa possibilidade apenas porque havia protetor auricular.
A análise depende de avaliação técnica, normalmente feita por perícia dentro de uma ação judicial, considerando o nível de ruído, o tempo de exposição, a função exercida e as condições reais do ambiente de trabalho.
Se você trabalha exposto a ruído constante e tem dúvidas sobre o direito ao adicional de insalubridade, procure um advogado trabalhista da sua confiança para avaliar o seu caso.