11/03/2024
Pós-Doutorado concluído com sucesso, sobre um assunto que me encanta há muitos anos (Cooperativismo de Plataformas Digitais) e hoje é um dos assuntos mais comentados.
Primeiro quero agradecer a minha querida orientadora Denise Fincato, exemplo de ser humano e profissional, que sabe guiar seus orientandos com leveza e sabedoria. Agradeço também a PUCRS, em nome do coordenador do PPGD, Ingo Sarlet, pelo acolhimento no Doutorado e no Pós-Doc e ser um espaço de excelência na formação superior.
No Pós-Doc defendi o cooperativismo de plataformas digitais como uma alternativa para o trabalho nas plataformas digitais. Recentemente, foi encaminhado ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que pretende regulamentar a profissão do trabalhador de plataforma, o reconhecendo como um trabalhador autônomo, mas com alguns direitos trabalhistas (valor mínimo por hora trabalhada, contribuição obrigatória para o INSS, auxílio-maternidade as mulheres motoristas de aplicativo, jornada de trabalho máxima de 12h/dia, ausência de exclusividade com a possibilidade de trabalhar para quantas plataformas quiser etc).
A trabalhabilidade e a empregabilidade estão dentre as pautas mais importantes e necessárias no século XXI. O trabalho nas plataformas digitais é o formato de trabalho que mais cresce mundialmente, com as inovações tecnológicas cada vez mais surgem plataformas nas mais variadas áreas, a exemplo das áreas de transporte, alimentação, comércio, educação, entretenimento etc.
A plataforma digital é uma inovação como ambiente de trabalho. Logo, a relação de trabalho por trás dela comporta inovação, comporta trabalhadores que sejam protagonistas de sua vida laboral. Neste contexto, a pesquisa confirmou que o cooperativismo de plataformas digitais surge como uma oportunidade de o trabalhador trabalhar e ter a opção de ser dono do seu próprio negócio, sem precisar arcar com o ônus sozinho. Para a constituição de uma cooperativa é preciso no mínimo sete pessoas e a gestão é feita de forma coletiva e democrática. O ambiente de trabalho é solidário, uma vez que todos estão munidos dos mesmos objetivos, que é crescer juntos e com qualidade de vida pessoal e profissional.
Se aprovado o Projeto de Lei pelo Congresso Nacional, o trabalhador de plataforma será um autônomo, que organizar-se em formato de cooperativa será um passo bem mais fácil e seguro.