22/03/2026
A ideia de formar uma família fora de um relacionamento amoroso não é mais tão distante quanto parece.
Hoje, já existem aplicativos que conectam pessoas com o único objetivo em comum: ter filhos.
Sem vínculo romântico. Sem casamento.
Mas com planejamento e propósito parental.
É a chamada coparentalidade planejada, agora mediada por tecnologia.
Sob muitos aspectos, pode parecer um modelo mais racional: pessoas que conversam, alinham expectativas e estruturam um projeto antes mesmo da concepção.
Mas existe um ponto essencial que precisa entrar nessa conversa: o jurídico.
Quando não há um vínculo afetivo que sustente a relação,
o que garante a estabilidade desse arranjo ao longo do tempo?
Como ficam decisões importantes sobre a vida da criança?
E em caso de conflito, quais são os direitos e deveres de cada um?
Novos formatos de família são legítimos.
Mas sem estrutura jurídica, podem se tornar frágeis.
E você, o que acha disso e deste modelo?