17/08/2026
É comum dizer que, quando todos os herdeiros estão de acordo, o inventário "f**a fácil e rápido".
Na prática, o consenso entre os herdeiros é um fator importante, mas ele não dispensa o cumprimento das exigências legais.
Mesmo quando não há conflitos, é necessário identif**ar corretamente todos os bens, direitos e dívidas deixados pelo falecido, reunir a documentação exigida, apurar e recolher os tributos incidentes, avaliar o patrimônio quando necessário e observar todas as regras que envolvem a sucessão.
Além disso, algumas situações exigem atenção especial, como a existência de herdeiros incapazes, testamento, bens localizados em diferentes Estados, doações realizadas em vida, direitos do cônjuge ou companheiro sobrevivente e questões relacionadas ao regime de bens do casamento ou da união estável.
Outro ponto importante é que o simples acordo entre os herdeiros não permite afastar direitos previstos em lei nem dispensar formalidades essenciais para a validade da partilha.
Cada inventário possui particularidades que precisam ser analisadas de forma individual. Por isso, mais do que um procedimento burocrático, o inventário é um processo jurídico que exige planejamento e condução técnica para garantir segurança patrimonial e prevenir futuras discussões entre os sucessores.
O consenso encurta o caminho, mas o tempo do percurso requer técnica.