Bender & Mosmann - Direito para Agentes Públicos

Bender & Mosmann - Direito para Agentes Públicos Página voltada ao compartilhamento de conteúdo sobre direito administrativo e eleitoral, com ênfa

12/08/2026

⚖️ Mesmo caso. Mesmo erro do Município. Duas respostas opostas da Justiça.

Servidores aprovados em concurso público foram nomeados pela própria Administração — e, quase uma década depois, exonerados porque o Município errou ao nomear após o prazo de validade do certame.

O erro foi 100% do Poder Público. O servidor apenas confiou no ato da Administração, como a lei manda que ele confie.

E o que decidiu o TJSC?

👉 Uma câmara reconheceu a ilegalidade do ato, o prejuízo causado aos servidores e o dever de indenizar.

👉 Outra câmara, diante dos mesmos fatos, entendeu que o Município não poderia ser responsabilizado.

O resultado? Pessoas na mesma situação, vítimas do mesmo erro, com destinos completamente diferentes — dependendo apenas de qual câmara julgou o seu processo.

Isso tem nome: insegurança jurídica.

Quando o cidadão não consegue prever as consequências jurídicas dos atos do Estado — nem sequer das decisões do próprio Judiciário — o princípio da proteção da confiança legítima vira letra morta. E quem paga a conta é sempre o administrado, que fez tudo certo: prestou concurso, foi aprovado, tomou posse e trabalhou por anos.

O Estado não pode induzir a confiança do cidadão e depois abandoná-lo às consequências do próprio erro.

No vídeo, nosso sócio Pedro Henrique Mosmann explica como essa divergência aconteceu e por que ela deveria preocupar todo servidor — e todo cidadão. 🎥

O poder só respeita limites quando alguém os defende. ⚖️Hoje, 11 de agosto, celebramos o Dia do Advogado — e lembramos o...
11/08/2026

O poder só respeita limites quando alguém os defende. ⚖️

Hoje, 11 de agosto, celebramos o Dia do Advogado — e lembramos o que essa profissão realmente signif**a.

Advogar não é apenas conhecer a lei. Muitas vezes é estar entre o cidadão e o arbítrio. É fiscalizar o Estado, questionar decisões, exigir fundamentação. É garantir que nenhuma autoridade esteja acima da Constituição.

O art. 133 da Constituição Federal não diz por acaso que o advogado é indispensável à administração da Justiça. Sem defesa, não há contraditório. Sem contraditório, não há Justiça. E sem Justiça, o poder não encontra resistência.

Aos colegas que fazem dessa profissão uma trincheira diária contra o abuso: feliz Dia do Advogado. 🤝

04/08/2026

⚖️ Caixa 2 agora é crime eleitoral E improbidade administrativa. Ao mesmo tempo.

Em fevereiro de 2026, o STF decidiu por unanimidade (Tema 1.260 da repercussão geral): a mesma conduta de financiamento eleitoral irregular pode ser processada na Justiça Eleitoral e na Justiça Comum — sem configurar bis in idem.

O fundamento? As esferas protegem bens jurídicos distintos:
🔴 Justiça Eleitoral → crime contra o processo democrático (art. 350 do Código Eleitoral) — até 5 anos de reclusão
🔴 Justiça Comum → sanções da Lei 8.429/92 — perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, ressarcimento ao erário e multa civil

⚠️ A ressalva técnica que poucos estão comentando: se a Justiça Eleitoral reconhecer a inexistência do fato ou a negativa de autoria, essa decisão vincula a ação de improbidade. É a chamada independência mitigada entre as instâncias.

Para candidatos, agentes públicos e doadores, o cálculo de risco mudou — e mudou em ano eleitoral. Exposição simultânea em duas frentes processuais autônomas.

📌 Salve este post e compartilhe com quem precisa entender essa mudança.
👉 Dúvidas sobre improbidade administrativa ou defesa de agentes públicos? Fale com nossa equipe. Link na bio.

arecer jurídico favorável não é seguro contra responsabilização.O STF há muito distingue parecer facultativo, obrigatóri...
03/08/2026

arecer jurídico favorável não é seguro contra responsabilização.

O STF há muito distingue parecer facultativo, obrigatório e vinculante — e só na primeira hipótese o parecerista f**a fora da conta. Na Lei 14.133/2021, a análise jurídica prévia é obrigatória, o que signif**a responsabilidade compartilhada, não responsabilidade transferida.

Mais: desde a Lei 13.655/2018, o art. 28 da LINDB colocou expressamente as opiniões técnicas no mesmo regime das decisões. Parecer com erro grosseiro responsabiliza quem assinou e não salva quem seguiu.

O que faz o parecer virar defesa real é o que está no processo: consulta bem formulada, adesão expressa à manifestação jurídica, condicionantes cumpridas e documentadas, motivação que explica o contexto real da decisão.

Se você assina licitações, contratos ou aditivos, esse cuidado é hoje parte do seu trabalho.

📌 Salve para consultar antes da próxima assinatura.

Parecer jurídico favorável não é seguro contra responsabilização.O STF há muito distingue parecer facultativo, obrigatór...
03/08/2026

Parecer jurídico favorável não é seguro contra responsabilização.

O STF há muito distingue parecer facultativo, obrigatório e vinculante — e só na primeira hipótese o parecerista f**a fora da conta. Na Lei 14.133/2021, a análise jurídica prévia é obrigatória, o que signif**a responsabilidade compartilhada, não responsabilidade transferida.

Mais: desde a Lei 13.655/2018, o art. 28 da LINDB colocou expressamente as opiniões técnicas no mesmo regime das decisões. Parecer com erro grosseiro responsabiliza quem assinou e não salva quem seguiu.

O que faz o parecer virar defesa real é o que está no processo: consulta bem formulada, adesão expressa à manifestação jurídica, condicionantes cumpridas e documentadas, motivação que explica o contexto real da decisão.

Se você assina licitações, contratos ou aditivos, esse cuidado é hoje parte do seu trabalho.

📌 Salve para consultar antes da próxima assinatura.

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17/07/2026

⚖️ Quando você litiga contra o Estado, a teoria diz que a presunção de legitimidade do ato administrativo é RELATIVA: admite prova em contrário.

Na prática forense? Ela vira quase absoluta.
Você junta documentos, perícia, testemunhas… e o juiz responde: “ausente prova robusta capaz de afastar a presunção de legitimidade.”

O ônus que deveria ser dividido cai inteiro sobre o cidadão. A Administração afirma — e basta. O particular precisa provar com sangue. 🩸
Isso não é controle judicial. É o Judiciário terceirizando sua função de controle para o próprio ente que deveria controlar.

Presunção de veracidade pressupõe uma Administração que motiva seus atos e prova o que alega. Sem essa contrapartida, a presunção vira blindagem — e inverte a lógica do Estado de Direito.

👉 Entender isso é o que separa quem decora o Direito Administrativo de quem o aplica de verdade.

📌 Salve este Reel e compartilhe com um colega que atua contra a Fazenda Pública.

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O Estado tem prerrogativas que nenhum particular tem: presunção de legitimidade dos seus atos, autoexecutoriedade, poder...
16/07/2026

O Estado tem prerrogativas que nenhum particular tem: presunção de legitimidade dos seus atos, autoexecutoriedade, poder disciplinar. O contrapeso constitucional a tudo isso não é abstrato — é o direito de defesa, exercido por advogado (art. 133 da Constituição).

No Direito Administrativo, isso signif**a exigir motivação dos atos, contraditório nos processos disciplinares, legalidade nos editais e proporcionalidade nas sanções. Não se trata de vencer o Estado, mas de mantê-lo dentro da moldura que a própria Constituição desenhou.

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📄Liminar ou tutela de urgência? 📆 As duas antecipam efeitos no início do processo — mas confundi-las pode comprometer o ...
01/07/2026

📄Liminar ou tutela de urgência?

📆 As duas antecipam efeitos no início do processo — mas confundi-las pode comprometer o seu direito. Neste carrossel, a diferença que quase ninguém explica: prova, prazo, custo e o ponto onde os juízes mais divergem (a irreversibilidade). Deslize e salve para consultar depois. 👉

Conteúdo informativo, não substitui análise do caso concreto.

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Servidor público: se o Estado foi condenado a indenizar alguém, isso não signif**a que o valor sai do seu bolso automati...
17/06/2026

Servidor público: se o Estado foi condenado a indenizar alguém, isso não signif**a que o valor sai do seu bolso automaticamente.

🎯A responsabilidade do Estado é objetiva; a sua, como agente público, é subjetiva — só existe diante de prova de dolo ou culpa. É o que o STF assentou na Teoria da Dupla Garantia (Tema 940). Entender essa diferença é o primeiro passo de uma defesa ef**az.

Salve este post e compartilhe com quem é do serviço público. 📌

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🚨 Penduricalhos na mira do STFAuxílios e gratif**ações ditos “indenizatórios” vêm fazendo a remuneração de servidores ul...
10/06/2026

🚨 Penduricalhos na mira do STF
Auxílios e gratif**ações ditos “indenizatórios” vêm fazendo a remuneração de servidores ultrapassar o teto constitucional. Mas isso é legal?
Na Reclamação 88.319, o STF vai definir se essas verbas são realmente indenizatórias ou apenas um disfarce pra burlar o limite do art. 37, XI, da CF.
O que está em jogo: gastos públicos, moralidade administrativa e isonomia entre servidores. Tema quente e certeiro pra prova. 👇
Arrasta pro lado pra entender e salva pra revisar 📌
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