01/05/2026
O 1º de Maio é sempre uma oportunidade para olhar para o passado e observar as conquistas do trabalhador desde o distante ano de 1886. No mesmo dia daquele ano, trabalhadores em Chicago, nos Estados Unidos, protestavam contra jornadas excessivas de trabalho que chegavam até 16 horas por dia.
A data virou um marco histórico global e no Brasil, sob influência de imigrantes europeus oriundos de movimentos operários, ganhou força. Até que na década de 1940, no governo Getúlio Vargas, foi implementada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), condição vigente até hoje na vida dos trabalhadores.
Ao olhar para o presente no país, porém, o que se vê é a necessidade de seguir na luta por melhores condições de trabalho, algo senão estabelecido, em curso em outras realidades mundo afora. Por isso a mobilização para o fim da escala 6x1, regime que estão submetidos diversos setores da sociedade, principalmente trabalhadores do comércio e de serviços.
A expectativa pelo Projeto de Lei enviado ao Congresso Nacional está ligada diretamente ao cenário de crescimento de problemas com a saúde mental. Pesquisas apontam milhares de pessoas nessa condição fruto de uma dedicação excessiva ás jornadas de trabalho em detrimento do cuidado com as necessidades pessoais e familiares, o que afeta diretamente a qualidade de vida.
Portanto, o olhar para o futuro, 140 anos depois das reivindicações dos trabalhadores americanos, sugere que há sim caminhos a serem percorridos. Lutar por condições dignas de trabalho é honrar quem lutou por isso lá atrás e manter o cuidado com quem permanece na luta.