28/12/2023
Viagem dos filhos e pais divorciados: veja as regras
Principal dúvida que surge neste período no escritório.
Há regras diferentes dependendo dos destinos dos viajantes. Em primeiro lugar, caso haja um acordo judicial estipulando o período de férias que cada um irá passar com o(a) filho(a), este acordo deverá ser cumprido, sob pena das consequências impostas no próprio documento. Mas, caso a questão não esteja prevista no acordo, ou na inexistência do documento, a regra é única: o consenso, sempre, levando -se em conta a segurança e bem-estar da criança.
Para viagens *nacionais*, se o filho menor de 16 anos estiver acompanhado de um dos pais, responsável legal pelo menor, ou, ainda, por um parente até o terceiro grau - desde que comprovado documentalmente o parentesco, não será necessária a autorização do outro genitor que não irá na viagem.
Entretanto, para viagens *internacionais*, não será necessária uma autorização judicial quando o menor viajar com ambos os pais ou responsável legal. Caso viaje apenas com um dos pais, será necessária uma autorização expressa com firma reconhecida do que não for na viagem. E se estiver em companhia de terceiros e desacompanhado de um dos pais ou responsável legal, o menor deverá ter uma autorização com firma reconhecida de ambos os pais ou responsável legal, devendo constar o destino e por quanto tempo durará a viagem.
Para viagens entre cidades vizinhas, não é necessária a autorização do outro genitor que não for a viagem e por regra também não seria necessário avisar o outro genitor.
Mas gente, pra que não avisar? Vai sair da cidade, avise! Não vale a pena essa queda de braço com o(a) genitor (a). Essa criança será adolescente em breve e se os pais não se falarem não houver esta comunicação, poderão sofrer as consequências.
Lembro de um caso no qual a menor com 12/13 anos na época, falou para a mãe que iria pernoitar na casa do pai na cidade vizinha. Como os pais não se conversavam, a mãe logo acreditou, porém a menor passou a noite em uma festa, embreagou-se e por pouco não sofreu consequências piores. Por isso eu insisto, não vale a pena né!!! Baixem as armas, os filhos serão sempre filhos e por eles TUDO 😉