01/08/2022
O que seu cliente precisa saber sobre a condenação milionária do Santander (R$ 275,4 milhões)?
Confira o vídeo!
O Banco Santander foi condenado a pagar indenizações que totalizam R$ 274,4 milhões por danos morais a seus colaboradores.
As condenações são decorrentes de duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Trabalho contra o banco.
A condenação foi mantida pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.
As indenizações são devidas por danos morais coletivos em razão do assédio moral do Banco a seus empregados e fixação de metas abusivas.
Tenho falado em diversas oportunidades sobre como os bancos impõem metas abusivas a seus colaboradores.
Em nossa experiência de escritório, vários clientes relatam o constrangimento de negociar com o banco, de fazer uma contraproposta ou simplesmente não aceitar uma imposição injusta.
E por que esse constrangimento?
“Porque o gerente se tornou um amigo”.
Compreendo esse constrangimento, já que a atuação do gerente costuma ser bastante profissional, muitos atendem muito bem, são simpáticos.
Em alguns casos, de fato, eles acabam se tornando amigos do cliente.
Mas a condenação do banco revela um dado importante para quem tem clientes na área de dívidas bancárias.
O cliente não pode confundir as coisas.
Costumo a dizer aos clientes: “o gerente não é seu amigo”. Pelo menos, não no que diz respeito à sua dívida com o banco.
Há metas a serem cumpridas, venda de determinados produtos como seguros e títulos de capitalização, dívidas que precisam ser resolvidas a qualquer custo num determinado prazo.
Essa pressão sobre gerentes e outros colaboradores do banco faz com que a “amizade” seja deixada de lado e as metas se tornem o mais importante.
É fundamental explicar isso ao seu cliente, no caso em que ele demonstra constrangimento no momento de renegociar uma dívida.
Se for interessante não pagar uma determinada dívida em detrimento de outra, está tudo bem. O banco tem as suas metas, o cliente tem outras.
O importante é saber que a solução negociada com o banco deve ter maior equilíbrio de forças possível, sob pena poder natural que os bancos têm atropelem o cliente.
Fonte da notícia: economia.uol.com.br