21/05/2026
Nos últimos anos, muitas empresas recorreram ao Pronampe para sobreviver. Na época, fazia sentido: taxas mais baixas, prazos maiores e garantia do fundo operacional. O problema é que a taxa do Pronampe é atrelada ao CDI, e com a Selic em patamares elevados, as parcelas subiram bem além do que o empresário planejava.
O que parecia uma solução temporária virou uma dívida permanente. E muitos empresários não sabem que existem caminhos para revisar essas condições.
Há decisões do STJ que questionam a vinculação direta dos juros ao CDI. E o programa Acredita permite renegociação direta com a instituição financeira, com extensão de prazos e revisão de parcelas. Além disso, a PGFN estendeu até 29 de maio de 2026 o prazo para transação de dívidas inscritas na dívida ativa, com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos.
Antes de qualquer negociação, o ideal é reunir o contrato original, os extratos bancários, os comprovantes de pagamento e fazer uma projeção realista do fluxo de caixa. Negociar com números na mão é o que separa um acordo ruim de um bom acordo.
Se o Pronampe está tirando o fôlego da sua empresa, ainda há janelas abertas para reorganizar essa situação.