Anderson Velozo Advocacia

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Existe uma confusão comum que custa caro. Muita gente acredita que renegociar com um banco por vez é a forma de sair das...
21/08/2026

Existe uma confusão comum que custa caro. Muita gente acredita que renegociar com um banco por vez é a forma de sair das dívidas. Faz um acordo aqui, outro ali, e segue tentando dar conta de tudo em paralelo.

O problema é que cada acordo isolado olha só para uma parte. Você pode conseguir uma parcela menor em um contrato e continuar sem espaço no orçamento, porque as outras dívidas não entraram na conta.

Quando a renda não fecha o mês depois de pagar o básico, o que está em jogo não é uma dívida, é o conjunto. E o conjunto pede um olhar diferente, que considere tudo ao mesmo tempo e a real capacidade de pagamento.

É aqui que entra a diferença entre negociar avulso e tratar a situação como um todo, algo que a lei prevê para quem realmente perdeu o controle das parcelas.

Antes de aceitar um acordo, vale entender se ele resolve a sua situação ou só uma parte dela.

Poucas pessoas decidem, de forma consciente, entrar no rotativo do cartão. Ele simplesmente acontece. Você paga o mínimo...
20/08/2026

Poucas pessoas decidem, de forma consciente, entrar no rotativo do cartão. Ele simplesmente acontece. Você paga o mínimo da fatura ou um valor abaixo do total, e o restante segue como dívida, com uma das taxas de juros mais altas do mercado.

O detalhe perverso é que ele parece pequeno. O valor não pago em um mês vira base para os juros do mês seguinte. Sem perceber, a pessoa passa a pagar bem mais do que gastou, e a fatura nunca fecha de verdade.

Com a taxa básica de juros elevada em 2026, esse custo f**a ainda mais pesado. O que parecia um alívio momentâneo, pagar só uma parte da fatura, se transforma em uma bola que rola sozinha.

Reconhecer que o rotativo entrou na rotina é um sinal importante. A partir daí, existem caminhos mais organizados do que simplesmente ir empurrando o saldo de um mês para o outro.

Antes de tomar uma decisão, entenda o que está no contrato.

Quando o caixa da empresa começa a apertar, a reação natural é ligar para o banco e pedir para renegociar a parcela que ...
19/08/2026

Quando o caixa da empresa começa a apertar, a reação natural é ligar para o banco e pedir para renegociar a parcela que está pesando mais. Em muitos casos, isso resolve. Em outros, apenas adia.

A diferença está no tamanho do problema. Renegociar é ajustar uma dívida específ**a. Faz sentido quando o aperto é pontual. Reestruturar é redesenhar o passivo inteiro, e é o caminho quando o problema não está em um contrato, mas na soma de todos eles.

O erro que mais aparece é tratar um problema de conjunto com soluções isoladas. A empresa renegocia uma linha, respira por dois meses, e volta ao mesmo lugar, porque as outras dívidas continuaram intactas.

Antes de escolher o caminho, vem o diagnóstico. Saber quanto se deve, a quem, a que custo e com quais garantias. Decisão de passivo se toma com número na mão.

Em caso de dúvida, busque orientação adequada antes de assinar.

Na hora de fechar um crédito, a atenção quase sempre vai para o valor da parcela. Mas existe uma parte do contrato que c...
18/08/2026

Na hora de fechar um crédito, a atenção quase sempre vai para o valor da parcela. Mas existe uma parte do contrato que costuma passar despercebida e que, quando a dívida aperta, se torna a mais importante: a garantia.

Alienação fiduciária de um imóvel ou de um veículo, cessão de recebíveis, aval dos sócios. Cada uma dessas garantias muda o que está em jogo. Um recebível cedido, por exemplo, pode fazer o dinheiro das vendas ir direto para o banco antes de entrar no caixa da empresa.

Não se trata de fugir de garantia. Crédito com garantia costuma ter taxa menor, e isso pode ser bom. O ponto é entender exatamente o que foi dado e o que acontece com aquele bem se o contrato não for cumprido.

Antes de assinar, três perguntas ajudam: qual bem está vinculado, o que o banco pode fazer com ele em caso de atraso, e o risco daquela garantia cabe no plano da empresa.

Em caso de dúvida, busque orientação adequada antes de assinar.

Entrou em vigor em 2026, dentro do Novo Desenrola Brasil, uma mudança que afeta diretamente quem tem ou pensa em contrat...
17/08/2026

Entrou em vigor em 2026, dentro do Novo Desenrola Brasil, uma mudança que afeta diretamente quem tem ou pensa em contratar consignado. A margem consignável, que é o máximo do benefício que pode ser comprometido com esses descontos, caiu de 45% para 40%, com previsão de redução gradual até 30% em 2031.

Duas mudanças práticas merecem atenção. A primeira: acabou a reserva separada só para o cartão consignado. Agora tudo disputa o mesmo limite de 40%. A segunda: o simples fato de ter um cartão consignado ativo já ocupa espaço nessa margem, mesmo sem fatura em aberto.

O que isso signif**a no dia a dia? Quem estava perto do teto antigo pode encontrar novas contratações travadas até reenquadrar a parcela. E quem tem um cartão consignado esquecido pode estar ocupando margem sem perceber.

A intenção da regra é proteger a renda de quem já tem boa parte do benefício comprometida. Vale conferir o extrato de consignações no Meu INSS e entender o que está descontando o quê.

Informação é o primeiro passo para não aceitar qualquer proposta.

Boa parte dos empréstimos e das linhas de capital de giro para empresas é formalizada em um documento chamado Cédula de ...
14/08/2026

Boa parte dos empréstimos e das linhas de capital de giro para empresas é formalizada em um documento chamado Cédula de Crédito Bancário, a CCB. Ela é comum e não tem nada de errado em si. O que muitos empresários não sabem é o peso que esse papel carrega.

A CCB é um título executivo. Na prática, isso signif**a que, em caso de inadimplência, o banco pode partir direto para a cobrança judicial do valor, sem precisar antes discutir a origem da dívida.

Por isso o cuidado começa antes da assinatura, não depois. Vale entender o valor efetivamente liberado, a taxa aplicada, os encargos, as tarifas embutidas e, principalmente, quais garantias estão vinculadas àquele contrato.

Quando a dívida aperta, conhecer o que foi assinado muda a forma de negociar. Uma coisa é chegar ao banco sem saber o que se deve. Outra é chegar com o contrato analisado e os números na mão.

Antes de tomar uma decisão, entenda o que está no contrato.

Trabalhando com direito bancário, tem uma coisa que se repete e sempre chama a atenção. Quase ninguém busca orientação n...
13/08/2026

Trabalhando com direito bancário, tem uma coisa que se repete e sempre chama a atenção. Quase ninguém busca orientação no começo. A procura costuma vir quando a corda já está no limite, com o nome negativado e a renda comprometida.

Não é por falta de inteligência nem de esforço. É porque, quando a dívida cresce, vem junto uma mistura de vergonha e a sensação de que dá para resolver sozinho mais um pouco. Aí a pessoa aceita mais uma renegociação, pega mais um empréstimo, e adia a conversa.

O ponto é que quanto mais cedo a situação é olhada, mais opções existem. Quem entende o próprio quadro no início tem caminhos que quem chega no limite já não tem com a mesma folga.

Não escrevo isso para assustar ninguém. Escrevo porque informação no momento certo evita decisões tomadas no desespero. E o momento certo quase sempre é antes do que a gente imagina.

Dívida precisa ser analisada com calma, não no desespero.

Quando as dívidas começam a pressionar o caixa, é comum o empresário negociar com o credor que está cobrando mais naquel...
12/08/2026

Quando as dívidas começam a pressionar o caixa, é comum o empresário negociar com o credor que está cobrando mais naquele momento.

O problema é que acordos isolados podem comprometer recursos necessários para pagar fornecedores, tributos, funcionários e manter a operação funcionando.

A gestão de passivo começa com uma visão completa das obrigações da empresa. É necessário identif**ar valores, juros, garantias, vencimentos, riscos jurídicos e o impacto de cada dívida sobre o negócio.

A partir desse diagnóstico, torna-se possível definir prioridades e construir uma estratégia de negociação compatível com o fluxo de caixa real.

Nem sempre a menor parcela representa o melhor acordo. Um prazo mais longo, novas garantias ou um custo financeiro elevado podem apenas transferir o problema para os próximos meses.

Antes de renegociar, é preciso entender o que realmente está sendo contratado.

Muita empresa olha para o faturamento e acha que o problema está resolvido.Vendeu bem no cartão. O movimento girou. O nú...
11/08/2026

Muita empresa olha para o faturamento e acha que o problema está resolvido.

Vendeu bem no cartão. O movimento girou. O número parece bom.

Mas, na prática, o dinheiro não entra com liberdade no caixa.

Isso acontece quando os recebíveis da empresa estão vinculados a operações bancárias. Em muitos contratos, os valores das vendas futuras f**am atrelados ao banco como garantia da dívida. É o tipo de situação que trava o caixa sem que o empresário perceba com clareza onde o dinheiro está f**ando preso.

O problema é que a empresa continua vendendo, mas perde capacidade de decidir o destino do próprio faturamento. E quando isso acontece, falta recurso para fornecedor, folha, tributos e capital de giro, mesmo com a operação rodando.

Por isso, não basta olhar o valor da parcela ou o saldo devedor. Também é preciso entender:
se os recebíveis estão vinculados;
qual parte do faturamento está comprometida;
quanto isso está tirando do caixa real da empresa;
e se a estrutura da operação ainda faz sentido.

Tem empresa que não está sem faturar. Está sem controle sobre o que fatura.

Na gestão financeira da empresa, o empresário costuma olhar para a parcela que venceu.O banco olha para o contrato intei...
10/08/2026

Na gestão financeira da empresa, o empresário costuma olhar para a parcela que venceu.

O banco olha para o contrato inteiro.

Muitos contratos bancários empresariais possuem uma cláusula de vencimento antecipado. Dependendo do que foi expressamente pactuado, determinado inadimplemento pode permitir que o banco considere vencido, de uma só vez, o saldo que seria pago ao longo dos próximos meses.
Isso muda completamente o tamanho do problema.

Uma coisa é reorganizar uma parcela atrasada. Outra é receber uma cobrança sobre todo o saldo devedor, somada aos encargos e às garantias vinculadas à operação.

Mas o vencimento antecipado não deve ser aceito sem análise. É preciso conferir:
qual cláusula foi acionada;
qual fato teria provocado o vencimento;
como o banco calculou o saldo;
e quais garantias podem ser atingidas.

Por isso, decidir no improviso qual parcela deixar para depois pode ampliar o risco da empresa.

Passivo bancário não se administra olhando apenas para o próximo boleto. É necessário entender o efeito de cada contrato sobre o conjunto das dívidas.

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