19/11/2025
“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.”
Essas palavras, simples e profundas, convidam-nos ao silêncio interior — aquele estado de serenidade em que a alma, afastando-se do ruído do mundo, consegue ouvir a voz de Deus que fala em nossa consciência.
Deus não se revela em manifestações exteriores de poder, mas na harmonia das leis que regem o Universo e na voz íntima que nos orienta ao bem.
“Aquietar-se” é, portanto, mais do que cessar o movimento físico; é aprender a silenciar as inquietações da mente, as angústias do ego, o medo do futuro e o apego às ilusões transitórias da matéria.
Quando o Espírito se aquieta, ele desperta.
Nesse instante de paz, compreendemos que não estamos sós, que a vida não é um acaso, e que a dor, muitas vezes, é o recurso divino que nos impulsiona à elevação.
Saber que “Eu sou Deus” é reconhecer a presença divina em todas as coisas — no outro, na natureza, e em nós mesmos, como centelhas da Criação.
A fé raciocinada é aquela que entende, que não teme, que confia.
E confiar é aquietar-se diante das provas, sabendo que cada dificuldade tem um propósito educativo e cada lágrima fertiliza o solo da alma.
Assim, diante das tempestades da existência, o convite do salmo permanece atual: “aquietemo-nos”.
Cale-se a ansiedade e fale o amor.
Silencie o desespero e ouça a esperança.
No silêncio do coração pacificado, encontraremos Deus — não fora de nós, mas em nós, sustentando-nos e guiando-nos no caminho da luz.
Tenha um excelente dia
Por Márcio Nascimento