02/04/2026
O autismo que você vê na internet não é o mesmo que eu vivo dentro de casa.
Não é só sobre ser “especial”.
Não é só sobre “ter um jeitinho diferente”.
É um esforço diário, constante, para existir em um mundo que ainda não está preparado.
Essas são minhas filhas:
A Isabella, de 7 anos.
Intensa, sensível, cheia de vida... E que me ensina, todos os dias, sobre amor na prática.
E a Eduarda, de 20 anos.
Extremamente inteligente, capaz, determinada, mas que também enfrenta batalhas silenciosas que quase ninguém enxerga.
E foi por elas que eu decidi lutar, para que outras famílias não precisem caminhar no escuro como a nossa precisou.
Porque enquanto o discurso fala de inclusão, a realidade ainda é de famílias sobrecarregadas, invisíveis e sem suporte.
Autismo não precisa de romantização.
Precisa de estrutura.
De acesso.
De políticas que funcionem.
De respeito — de verdade.
Hoje, no Dia Mundial da Conscientização do Autismo, não romantize.
Respeite.
Informe-se.
E, principalmente, acolha.