11/03/2026
O caso da polilaminina voltou a gerar debate nas últimas semanas e trouxe à tona uma discussão importante sobre gestão de propriedade intelectual. A substância foi desenvolvida por pesquisadores brasileiros e ganhou notoriedade por seu potencial na regeneração de fibras nervosas em casos de lesão medular, sendo considerada uma descoberta promissora.
Segundo a pesquisadora responsável, a patente internacional acabou sendo perdida em razão de cortes no orçamento da universidade, que teriam impedido o pagamento das anuidades necessárias para manter a proteção em outros países. Em sistemas de patentes, quando essas taxas não são pagas, o pedido ou a patente pode ser considerado abandonado, fazendo com que a tecnologia deixe de ter exclusividade naquele território.
Por outro lado, o laboratório Cristália informou que depositou novos pedidos de patente relacionados ao processo de produção da substância. Esses pedidos, ligados ao processo de extração e formulação, foram depositados entre 2022 e 2023 e ainda estão em análise pelos órgãos responsáveis. Caso sejam deferidos, poderão garantir proteção até aproximadamente 2042 ou 2043.
Esse caso mostra como a inovação não depende apenas da descoberta científica. A gestão estratégica da propriedade intelectual é fundamental para garantir que uma tecnologia possa ser protegida, desenvolvida e, no futuro, chegar efetivamente à sociedade.